jump to navigation

Post pra tapar buraco enquanto eu não escrevo um post emo. July 4, 2009

Posted by Anarcoplayba in Uncategorized.
1 comment so far

Michael. Dear Michael. Of course it’s you, who else could they send, who else could be trusted? I… I know it’s a long way and you’re ready to go to work… all I’m saying is just wait, just… just wait and please just hear me out because this is not an episode, relapse, fuck-up, it’s… I’m begging you Michael. I’m begging you. Try to make believe this is not just madness because this is not just madness. Two weeks ago I came out of the building, ok, I’m running across 6th avenue there’s a car waiting, I’ve got exactly 38 minutes to get to the airport and I’m dictating. There’s this panicked associate sprinting along beside me, scribbling in a notepad, and suddenly she starts screaming, and I realize we’re standing in the middle of the street, the light’s changed, there’s this wall of traffic, serious traffic speeding towards us, and I… I freeze, I can’t move, and I’m suddenly consumed with the overwhelming sensation that I’m covered in some sort of film. It’s in my hair, my face… it’s like a glaze… a coating, and… at first I thought, oh my god, I know what this is, this is some sort of amniotic – embryonic – fluid. I’m drenched in afterbirth, I’ve breached the chrysalis, I’ve been reborn. But then the traffic, the stampede, the cars, the trucks, the horns, the screaming and I’m thinking no-no-no, reset, this is not rebirth, this is some kind of giddy illusion of renewal that happens in the final moment before death. And then I realize no-no-no, this is completely wrong because I look back at the building and I had the most stunning moment of clarity. I… I… I realized Michael, that I had emerged not from the doors of Kenner, Bach, and Odeen, not through the portals of our vast and powerful law firm, but from the asshole of an organism who’s sole function is to excrete the… the… the poison, the ammo, the defoliant necessary for other, larger, more powerful organisms to destroy the miracle of humanity. And that I had been coated in this patina of shit for the best part of my life. The stench of it and the sting of it would in all likelihood take the rest of my life to undue. And you know what I did? I took a deep cleansing breath and I put that notion aside. I tabled it. I said to myself as clear as this may be, as potent a feeling as this is, as true a thing as I believe I witnessed today, it must wait. It must stand the test of time, and Michael, the time is now!

in: Michael Clayton, opening monologue.

Da Série: Coisas que eu tenho tanto orgulho de ter escrito que nem acredito que fui eu mesmo: June 26, 2009

Posted by Anarcoplayba in Uncategorized.
10 comments

Fofa, uma outra vida é possível.

Dá pra se viver sem sofrer por essas coisas…

É só você transcender as pessoinhas que vivem ao seu redor.

Toda essa gente pequena que fica me-me-me, mi-mi-mi.

Seja grande. Seja forte. Seja quem cuida, não quem precisa de cuidado.

E se você conseguir… se você conseguir vencer a carência, a vontade de ter pessoas cuidando de você, você vai ver que as pessoas vão passar a te admirar. E te admirando, elas vão querer te agradar.

Vão cuidar de você não porque você precisa ou porque elas gostam de você, mas porque elas querem que você goste delas.

E aí, você vai estar no comando, porque quem manda não é aquele de quem as pessoas gostam, mas aquele que as pessoas querem que goste delas.

Chuva Contra o Vento. June 23, 2009

Posted by Anarcoplayba in Crítica.
add a comment

Chuva Contra o Vento” é um fanzine escrito em parceria de Rodrigo Alonso e Felipe Cunha (que atendem respectivamente pelas alcunhas de Sblargh e Felipe Cunha) nos idos de 2004 e 2005.

Eu conheci ambos por intermédio da Rebs, que caiu no meu antigo blog comunal (o Malandricus Bar & Vodka) nos idos de 2004, e meu contato com essa HQ foi interessante: Eu tive acesso aos primeiros cinco exemplares no ano de 2005, tendo terminado de ler apenas agora em 2009, quando foi disponibilizada a obra completa aqui.

Com o perdão da pieguice, foi bom eu ter demorado tanto para terminar. Naquela época eu acho que eu não conseguiria apreciar adequadamente a qualidade da história.

Começo destacando o ponto alto do fanzine: A arte de Felipe Cunha.

Felipe consegue trabalhar as ilustrações originais em preto e branco (que receberam matizes de azul na tiragem eletrônica, um pouco para meu descontentamento) de forma interessantíssima: ao mesmo tempo que nós temos o contraste explícito entre o preto e o branco e que tudo se resume a luz e sombras, nada é inteiramente luz ou inteiramente sombras.

Isso associado à narrativa de Rodrigo Alonso, permite que ambos teçam um retrato vívido do mundo indie de São Paulo (de uma época em que Indie não era um selo usado para vender roupinhas customizadas).

A história é deveras simples: literalmente é sobre um garoto que encontra uma menina.

Dentre acertos e desacerto, é a história sobre duas pessoas tentando se encaixar.

O garoto que se sente disfuncional no mundo, a garota que se mostra forte como uma aparentem forma de se proteger, o amigo que procura cuidar do outro e o mundo que insiste em acontecer quando tudo terminaria bem se nada acontecesse.

Obviamente, muito da personalidade dos artistas transparece na obra. A pouca idade, na minha opinião, os leva a quase pecar pelo clichê, e no quinto volume cheguei a achar a série quase previsível.

Mas não.

O clichê é apenas aparentemente clichê, e a vida dos personagens é pintada com cores extremamente realistas.

Rodrigo Alonso e Felipe Cunha conseguiram algo que poucos autores conseguem, em minha opinião: criar uma obra viva, fresca, real. Retrataram pessoas que você poderia encontrar na rua, andando por aí, esbarrando em você.

Não se tratam de personagesm caricatos e histriônicos, mas personagens delicados e suaves, cujos traços acredito que eu só conseguiria apreciar hoje, quase 5 anos depois de escrita e terminada a história.

E pelo fato de que eles conseguiram criar algo novo no meio de tanta cópia travestida de inspiração, decidi começar esta categoria, na qual farei minhas críticas a produções artísticas às quais eu acho relevante fazendo essa breve resenha de “Chuva Contra o Vento”.

Kali. June 11, 2009

Posted by Anarcoplayba in Uncategorized.
2 comments

A teogonia hindu é uma das mais ricas do mundo.

Não porque eles cultuem algumas centenas de deuses (o que seria uma alegria pras igrejas evangélicas, uma vez que não haveria concorrência), mas porque, por incrível que pareça, eles são monoteístas.

o.O

Pera… eu acabei de falar que os hindus cultuam centenas de deuses, mas são monoteístas? Das duas uma, ou eu sou um advogado e, doravante, não entendo nada de números, ou existe uma razão para essa afirmação.

Ok, eu SOU um advogado e não entendo nda de números (como que dois números somados podem virar um terceiro? Se fosse assim, seriam infinitos números! É bruxaria!), mas de fato existe uma razão por trás disso.

Os hindus afirmam que Deus é uno e único, mas nossa razão e sentidos humanos, uma vez imperfeitos, são incapazes de apreender a totalidade da manifestação divina. Ante essa incapacidade, nossa mente divide Deus em aspectos para facilitar seu entendimento: o Deus Judaico Cristão, Oxalá, Zeus, Hermes, Brahma, Exu, Rá, etc.

Toda a manifestação divina que possui uma qualidade é apenas um lado da manifestação divina, aquele que consegue se apreendido pela sua razão.

Os hindus, entendendo isso, dividem Deus em três faces “menores” Brahma, Shiva e Vishnu, que são, respectivamente as faces do Criador, do Destruidor e do Mantenedor.

Essas são as faces maiores porque, oras, tudo o que existe, foi criado, se mantém e perecerá.

Mas a divindade não se resume a isso, uma vez que nós queremos saber porque pessoas nascem, porque morrem, porque sofremos, porque o sol gira ao redor da terra, etc. E por causa disso as três faces da divindade são ainda mais divididas, até um momento em que você idolatra o Deus Macaco da Floresta, ou o Deus do Trovão, ou o Deus Ser-Humano grandão.

E nesse momento uma crítica aos católicos: Se você acha que “todos os caminhos levam a Deus”, ok… mas se você acha que todos os caminhos levam ao SEU Deus, faz um reality check, por favor.

Mas esse post específico eu gostaria de falr sobre Shiva.

Shiva, o Destruidor, é facilmente mal interpretado pela nossa razão ocidental: Afinal, se pessoas que eu gosto morrem, eu fico triste; eu tenho medo de morrer; se meu carro pega fogo, eu sofro: destruição me faz sofrer, logo: Shiva é mau!

(Eu nunca deixo de me maravilhar com o simplismo quase infantil do funcionamento da nossa “razão”).

Mas o fato é que pessoas morrem. Não apenas pessoas: animais, planetas, sóis, galáxias, sistemas solares. É uma Lei.

Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. A transformação é um tipo de morte, afinal, algo deixa de ser o que era para nascer como outra coisa.

Por sinal, células que não morrem são câncer. Ficam tirando nutrientes do seu corpo, ocupando espaço e se negam a não interferir nos seus arredores.

Sinceramente? Prefiro ter um câncer a me tornar um câncer.

Mas tergiverso novamente. Uma das faces de Shiva é Kali, a Deusa da Morte.

Sempre que falamos em culto à Deusa da Morte nossos pré-conceitos se ativam. Afinal, como alguém pode adorar uma coisa ruim? Só podem ser pessoas ruins!

E as pessoas amam falar que Kali é a Deusa Negra da Morte, que mata seus inimigos, devora sua carne e bebe seu sangue, e isso tem fundamento em uma lenda específica, na qual Kali mata Raktabija, um demônio que tinha uma característica muito importante: cada gota de sangue dele que caía no chão criava um outro clone dele, igual.

Bom, não era muito difícil de se perceber que a cada golpe dado, a batalha ficava ainda maior, até que Kali finalmente teve uma idéia: ei… e se eu BEBER o sangue desse demônio e comer a carne dele e de todos os clones dele?

E foi o que ela fez, comeu a carne e bebeu o sangue do demônio e venceu a luta.

Viveram felizes para sempre e fim.

Aí, a gente chega e pensa que os mitos são literais, e resolve falar que os Hindus são loucos, porque veneram uma deusa que bebeu o sangue e comeu a carne dos nossos inimigos.

Mas a gente convenientemente esquece que faz isso todo domingo, numa coisa chamada comunhão!

E não bastasse isso, a gente continua tentando vencer nossas lutas batendo mais, sendo que quanto mais você bater, maior vai ficar o conflito, sendo que, na verdade, a mera comunhão com o seu adversario costuma ser o suficiente pra você entendê-lo e não sentir mais nenhuma animosidade.

Never Forget. Never Forgive. Never Surrender. June 5, 2009

Posted by Anarcoplayba in Uncategorized.
add a comment

Remember, Remember,
The fourth of june.
The massacre, the tanks the crowd.
I see no reason a student massacre should ever be forgot.

Às vezes, nos meus devaneios misticalóides, eu fico pensando nos grandes movimentos conjuntos da humanidade.

Sabe, aqueles retratos de uma cena que impregna os corações e mentes de inúmeros indivíduos ao redor do planeta? Uma Susan Boyle da vida?

Aqueles vírus mentais, que invadem seus pensamentos, e fazem você querer transmitir uma idéia pro maior número de pessoas possível?

Hoje faz vinte anos de uma das cenas mais relevantes da idade moderna. O dia em que surgiu o Homem Tanque:

A história do Massacre da Praça da Paz Celestial é extremamente mal documentada: não se sabe sequer o número de mortos. Uns falam em algumas centenas. Outros em alguns milhares.

Nós nunca saberemos. Não será objeto dos livros de história. Os documentos já devem ter sido destruídos, não existem monumentos, memoriais ou “celebrações”.

Tudo isso porque deram para alguns o direito de comandar a vida de muitos. Sim: alguém disse que sabia o que era melhor pra nós e nós acreditamos. E deixamos eles fazerem o que quiserem.

Inclusive passar com tanques em cima de estudantes em prol da estabilidade.

Não existe estabilidade que valha isso.

Só é revolução se eu puder dançar.

Sabe, eu não sou um grande defensor da vida humana. Nem da animal. Eu realmente acredito que tudo morre um dia, e que as coisas são assim. Um bebê de três meses morrer é tão triste quanto um velhinho de oitenta. Não existe idade boa pra morrer, por óbvio, mas pessoas morrem. Acontece.

O que me incomoda é a dissociação das coisas. É o soldado que estava só cumprindo ordens, ou o general que emitiu as ordens porque estava só cumprindo ordens. Eu queria que os assassinos, os assassinos de verdade, estivessem dentro dos tanques. Que eles tivessem a coragem de dirigir os tanques. Que eles olhassem nos olhos das pessoas que estão matando.

Porque se eles fossem os assassinos, se eles bebessem sangue de bebês mortos e estuprassem cadáveres eu os respeitaria mais. Porque aí eles seriam os inimigos, e não “os defensores da ordem”, “guardiões da nação”, “nossos representantes”.

Mas não.

Alguém mandou alguém mandar alguém entrar num tanque e matar gente. E todos viveram felizes para sempre. A praça é fechada ná época do aniversário do massacre. O Homem Tanque já deve ter morrido. E daqui a alguns anos, quando e se a China se abrir pra um regime livre (porque o Brasil, por exemplo, é democrático, mas não é livre) os nomes das pessoas que participaram dessa cena já terão sido.

Serão uma nota de rodapé nos livros de história, tal qual Mathias Rust.

Nunca saberemos por que ele ficou sozinho no meio da rua. O que ele falou pro motorist do tanque. Por deus, o que ele tinha nas sacolas?

Mas talvez… e apenas talvez… se nós contarmos as histórias, uns para os outros, as histórias vivam pra sempre, no inconsciente coletivo.

Never Forget. Never Forgive. Never Surrender.

04/06/1989 – Tiannanmen Massacre. O Massacre da Praça da Paz Celestial.

Vamos falar sobre o Nada. June 2, 2009

Posted by Anarcoplayba in Uncategorized.
add a comment

Resolvi descansar um pouco dos assuntos pretensamente pretensiosos e falar um pouco sobre o Nada.

Como dito com muita propriedade por Atreio (in: “A História Sem Fim”), o Nada é o Vazio que sobra no fim.

Eu poderia acabar por aqui, mas isso impediria minha ascensão celestial (Anjos! Venham me levar! – … – AGORA! – … – é, falhou de novo), então vamos começar com o começo do nada.

Como a maioria das pessoas que possuem um nível de escolaridade razoável (e passaram esse tempo de nível de escolaridade razoável prestando a atenção em algumas aulas) o zero chegou na Europa trazido pelos muçulmanos. Sim, antes de levarem bombas, eles levavam cultura.

O que boa parte das pessoas não sabe, no entanto, é que o zero foi descoberto (ou inventado) na índia, com uma seita religiosa hindu que cultivava a deusa Kali (sim, a Grande Mãe Morte) e cujo objetivo espiritual era alcançar o vazio total pois, segundo eles, isso os colocaria em harmonia com a Grande Mãe Morte.

Eles precisavam de um símbolo pra essa idéia e criaram o zero.

Antes disso o conceito de vazio era muito vago e impreciso, sendo válido dizer que, ainda hoje, o conceito de vazio encontra certa resistência filosófica.

Afinal, qual a utilidade do Vazio?

Diante de tal questão, Lao Tsé, no Tao Te King, afirma que o vazio é de utilidade fundamental:

Trinta raios convergem para o eixo único da roda;
mas é o vazio entre eles que gera a utilidade da roda.
Modelais a argila para fazer um pote, mas a utilidade do pode vem do vazio.
Abris portas e janelas para fazer um quarto, mas é o vazio que faz a utilidade do aposento.
Assim, o que existe é uma vantagem, mas sua utilidade vem da sua vacuidade.

O exemplo do vaso, notadamente, é excelente: um vaso que não possui espaço vazio é de utilidade nula. Quer dizer, serve muito bem como uma pedra, mas não como um vaso.

Em diversas situações tais elementos são óbvios, como o exemplo do vaso, do quarto, da roda e diversos outros.

Também podemos imaginar que o papel, completamente preenchido, não serve para escrita. Até mesmo as letras, são feitas de vazio e substância.

Saindo do concreto e entrando no abstrato, e idéias?

Bom, o código binário é uma combinação (grande) de vazio e cheio (ou, zeros e uns), e tudo o que temos em computadores é criado assim, de forma que todas as idéias e toda a lógica pode ser resumida a vazio e cheio.

Biologicamente temos o mesmo fato. Quem aqui algum dia estudou musculação a sério sabe que o treino depende fundamentalmente dos exercícios, da alimentação e do descanso. E tão importante quanto treinar muito, é não treinar nada.

Regimes também são feitos de fome e satisfação.

Durante um tempo, quando eu estava em overtraining, cedo ou tarde meu corpo fraquejava (pow, eu treinava cerca de 20 horas por semana) e, ironicamente, essa uma semana que eu ficava afastado, muitas vezes me fazia voltar muito melhor.

Mas minha surpresa foi quando eu estudava xadrez: durante meses eu estudei muito… depois eu n estudei nada. Após esse ciclo, não estudar nada me fazia melhorar igualmente.

Moral da história: o caminho está em fazer tudo e em não fazer nada.

Uma Homenagem a Mathias Rust e aos 22 anos de sua Invasão à Rússia. May 29, 2009

Posted by Anarcoplayba in Uncategorized.
2 comments

Eu falei alguns anos atrás, quando escrevia apenas no Malandricus Bar & Vodka, que haveriam algumas regras a serem seguidas em 2005.

Dentre elas, uma resplandecia pela simplicidade e sabedoria: Nunca Invada a Rússia.

Sim, existiam várias, mas essa permaneceu, mais ou menos intocada, e o motivo é bem simples: Não tem como dar certo.

Napoleão tentou e se fodeu.

Hitler tentou e se fodeu.

Os dois exércitos mais poderosos da época se foderem tentando. Aprenda com a história: nunca invada a Rússia.

Hoje, no entanto, eu quero falar de um homem. Um visionário. Um herói anônimo que quebrou esse regra e viveu para contar a história.

Não, não estou falando de Joseph Climber ou de Raimundo Nonato.

Estou falando de Mathias Rust.

Mathias Rust era um jovem de 19 anos no ano de 1987, quando ele teve uma ótima idéia: “Ei… e se eu invadir a Rússia?”

Com uma idéia na cabeça, ele pegou a mesada e começou a ter aulas de vôo.

Quando ele aprendeu a voar, pegou um Cessna (tipo de avião monomotor alemão), modificou pra colocar um tanque de combustível a mais no banco dos passageiros, e foi pra Rússia.

Entrando no espaço aéreo russo ele desligou o transponder e rumou pra praça vermelha.

Pra fazer um paralelo: isso equivale, mais ou menos, a invadir o espaço aéreo norte americano no dia 12 de setembro de 2001 sem rádio nem nada.

A ironia, é que ele entrou. Não foi abatido. Rumou até a Praça Vermelha, pousou na frente do Kremlin e desceu pra se entregar pra polícia.

Depois de preso, ele foi julgado por vandalismo e condenado a quatro anos de trabalhos forçados na Rússia. Dezoito meses depois ele foi solto e mandado de volta pra Alemanha.

Tipo… vandalismo é jogar cocô numa escolinha de crianças surdas-mudas. Pousar uma porra de um avião na frente do Kremlin é ARTE!

Depois disso ele ainda teve uma “vida turbulenta”. Virou hindu, roubou cachecóis, etc.

Mas o que interessa é que ele invadiu a Rússia aos 19 anos de idade e sobreviveu pra contar a história.

Alguns historiadores, inclusive, dizem que ele mudou a história, pois sua invasão danificou a imagem militar Russa, o que permitiu que Gorbachev substituísse vários de seus opositores.

Em algumas entrevistas depois, Rust afirmou que o vôo foi planejado com o intuito de acabar com a Guerra Fria. Segundo ele, se ele conseguisse pousar na Praça Vermelha, ele provaria pro mundo que a URSS estava falida.

Verdade? Tentativa de capitalizar em cima do feito?

Eu não sei… tudo o que eu digo é que útil ou não, inofensivo ou acidental, Mathias Rust, em 28 de maio de 1987, pegou seu Cessna e Invadiu a Rússia, atterisando na frente do Kremlin.

Um brinde à ele, e a todos os anônimos agentes do Caos!