Xih, Rapá… Acho que Você Está Perdido… August 20, 2008
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Eu Quero Ser o Fábio Hernandez Quando E Crescer. August 14, 2008
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Ok, depois do meu ataque de piti, no qual eu (enfaticamente) manifestei meu entendimento de que o Xico Sá é tudo o que eu mais desprezo em comportamento (masculino e feminino), eu decidi acumular carma positivo e falar bem de alguém.
No caso, eu vou puxar o saco especificamente do Fabio Hernandez.
Os motivos para eu fazer isso são os mais variados, mas o mais importante deles é que, como ele de fato escreve bem e de uma forma que transparece sensibilidade, eu tenho a esperança de comer várias mulheres por manifestar minha admiração por ele.
Afinal, todo mundo sabe que puxa-saquismo funciona pra comer mulher. É tipo ir num bar com o Chico Buarque.
Nah. Que absurdo. Isso nunca aconteceria.
Mas deixando o Chico Buarque de lado e passando para o Fabio Hernandez, ele tem um traço de pensamento que pra mim é o mais formidável que qualquer um que se propõe a escrever sobre sentimentos deveria ter: imparcialidade.
Eu não discrimino sexos, discrimino comportamentos. E, nesse aspecto, ler um texto do Fabio Hernandez me dá vontade de cortar uma falange da minha mão com uma tanto como penitencia por não ter expressado aquilo que ele expressou tão bem e que eu tinha uma consciência apenas superficial.
Após esse breve momento de puxa-saquismo declarado, retornemos à nossa programação normal.
Vi Veri Veniversum Vivus Vici. August 12, 2008
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Anarcoplayba diz:
cachorro de castigo!
Veronica diz:
hahaha sim! tadinho
Anarcoplayba diz:
q q ele fez?
Veronica diz:
acho q nada. é q ficamos com medo dele fazer xixi na sala. ainda está aprendendo…o processo é lento
Anarcoplayba diz:
e o sistema é bruto.
Veronica diz:
ahhaa ah mt
tem q ser
Anarcoplayba diz:
e tudo bom com vc, mocinha?
Veronica diz:
td tranquilo
e vc tá melhor?
Anarcoplayba diz:
nossa… digamos que o fds colocou problemas mais importantes pra resolver.
Veronica diz:
(sorry pausa para o xixi do meu cachorro no tapete)
Anarcoplayba diz:
Breve interlúdio Mictório.
Veronica diz:
é que saber que existe dá a sensação de ter visto que existe
(hauahu boa denominação)
Anarcoplayba diz:
mais ou menos por aí… “e quem tiver olhos que veja e quem tiver olhos que escute.”
ops.
quem tiver olhos que VEJA.
duh.
Veronica diz:
haha é, fica ainda mais difícil escutar com os olhos
bem, vou tentar
Anarcoplayba diz:
nossa… a conversa hj promete ser muuuuuuuito estranha, ainda que já premeditadamente curta.
Veronica diz:
eu fico apenas no acreditar q isso já me dá tranquilidade
hahahahaha não é por nada, mas tb tive essa sensação
Anarcoplayba diz:
eu tava lendo trechos de O Tao da Física hj… tem uns troços mto legais e totalmente pirados lá.
Veronica diz:
msg certa velhão?
Anarcoplayba diz:
sim, bb…
Veronica diz:
ok só confirmando
o q? diga-me
Anarcoplayba diz:
nah… tipo uma frases zen lá. “Mestre, pacifique minha mente!” “Claro! Traga-me ela e eu te mostro como pacificá-la!” “Mestre, toda vez que tento alcançá-la, minha mente me foge!” “Eis sua resposta!”
Veronica diz:
ah q legal…
Anarcoplayba diz:
hauhauahua
melhor resposta ever!
Algo do gênero: “Marido ouvindo mulher falar de sapatos!”
O que ele ouve:
Veronica diz:
hahahahahahah meu, eu to meio estranha. pq tava dormindo no sofá e tive q acordar pra pegar um anúncio freela q eu e meu amigos estamos fazendo…
Anarcoplayba diz:
“bla bla bla sapatos bla bla bla salto bla bla bla bla”
Veronica diz:
hahahahahahha é foi mais ou menos isso, eu não consegui disfarçar
tipo a professora q dá aula no desenho do snoopy
ou será garfield?
Anarcoplayba diz:
nossa… e não conseguir disfarçar por msn é o top de linha da inaptidão social por sinceridade.
Veronica diz:
enfim
imagine pessoalmente haah
mas foi legal sim
pô achei mttttttttt legal esse troço da mente cara
Anarcoplayba diz:
pois é… vou dar um crash course de sobrevivência social.
Veronica diz:
meuuuuuuuuuuuuuuuu
mt legal mesmooooooooooooo
tipo
a mente
Anarcoplayba diz:
huahuahau…
Veronica diz:
pode fugir
saca?
Anarcoplayba diz:
vc tá parecendo uma surfista agora.
Veronica diz:
e aí vc tenta correr atrás dela
hahahaha mais ou menos isso
aí vc sai correndo…
ela te escapa
sim
a MENTE
Anarcoplayba diz:
…
tá… vou falar de coisas menos herméticas.
Veronica diz:
eu vi uma coisa bizarra na TV
uma mulher q tem 7 litros de silicone
momento conversa trash
imagine 7 saquinhos de tang no peito de alguém
Anarcoplayba diz:
…
sabe… acho que a gente tem que encontrar um denominador comum de conversas.
Veronica diz:
haha ok
sugere
mas eu não to mt boa pra altas reflexões hj
Anarcoplayba diz:
por que a estação do metrô PAULISTA fica na avenida da Consolação e a estação CONSOLAÇÃO fica na Avenida Paulista?
Veronica diz:
putz boa
mas a da consolação não é aquela q tem saída pro comecinho da consolação, onde tem o sebo?
eu acho q isso foi feito meio q a propósito
pra saber se os paulistanos realmente sabem onde estão pisando
aliás, eu sou mt perdida
outro
Anarcoplayba diz:
outro?
Veronica diz:
vc já reparou na quantidade de velhos q vai no shopping?
eu não tinha reparado nisso até ver a quantidade de vagas destinadas a idosos
isso faz eu pensar q a população está ficando velha
Anarcoplayba diz:
…
isso me faz pensar em engenheiros graduated in hell.
Veronica diz:
hauahauahu
(meu português tá péssimo,.vou culpar o sono)
Anarcoplayba diz:
relaxa.
Oficialmente vc não sabe usar hifen mais.
*hífen
Veronica diz:
eu não sei usar hífen?
Anarcoplayba diz:
provavelmente não.
Veronica diz:
pq?
Anarcoplayba diz:
pq mudou a legislação.
Veronica diz:
afff!
isso é ridículo
Anarcoplayba diz:
fato.
Veronica diz:
não vejo nenhuma utilidade nisso
Anarcoplayba diz:
ah… querem homogeneizar a escria nos países lusófonos.
Veronica diz:
não vejo nenhuma utilidade nisso
rs
Anarcoplayba diz:
bonita need dreams…
could you lend me some?
Veronica diz:
dreams?
Anarcoplayba diz:
sim… preciso de sonhos.
Veronica diz:
entendi
e por isso não entendi
q tipo de sonhos?
Anarcoplayba diz:
tava pensando em ler sobre alguma utopia… ou sobre um mundo bem melhor…
Veronica diz:
vc gosta de psicologia né?
Anarcoplayba diz:
Mas já que vc é publicitária, talvez possa me vender alguns de sexo com inúmeras mulheres gostosas, carros, casas, e outras demonstrações de status.
Adoro psicologia.
é fascinante pensar que, apesar de tudo, de todas as diferenças, existe uma função que dá o funcionamento padrão do cérebro humano.
Veronica diz:
ao contrário. vou te emprestar um livro de um filósofo americano q se chama desejo de status - mt bom
pra vc parar de sonhar
tem um site q eu achei, com uns artigos mt legais
Anarcoplayba diz:
hummmm…
eis que subitamente a promessa de crescimento intelectual tornou vc um grande objeto de desejo agora…
Veronica diz:
nesse livro, ele fala que as pessoas procuram status apenas pq querem se sentir amadas. não é estúpido?
Anarcoplayba diz:
Não, não é estúpido.
Veronica diz:
http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/ é um site pra psicólogos, mas os artigos são interessantes
não tipo….
as pessoas são estúpidas
elas querem ser amadas
que carência !
o status = quero ser amado
A transferência de “TheRootsOfSuicide.pdf” está concluída.
Anarcoplayba diz:
Todo mundo quer mais amar que ser amado. Até mesmo Deus, que disse que o primeiro mandamento é “Amai a Deus sobre todas as coisas”.
Egoista, náo?
Que tipo de Deus seria tão carente assim…
Veronica diz:
putz não consigo abrir pdf
sim…mas o que eu acho estúpido é vc apelar para coisas completamente fúteis, na tentativa de mandar a simples msg: hey, quero ser amado
Anarcoplayba diz:
Nossa…
pera…
Anarcoplayba diz:
A gente se acostuma a sofrer nas mãos daqueles para os quais entregamos nossos corações porque eles se corromperam com o poder sobre nossos sentimentos. E vivendo assim a gente vai se afastando cada vez mais dos outros. Só que a gente sente falta de convívio, de gente. E a gente tenta preencher esse vazio.
A gente estuda muito pra ganhar muito dinheiro e ser “independente” e nunca mais ser machucado.
E a gente trabalha muito pra comprar uma casa cara, um carro caro, comida cara, uma vida cara e ter uma esposa cara e filhos caros.
E a gente esquece que a gente nunca vai ficar satisfeito com uma coisa que a gente não quer.
You can’t get enough of what you don’t want.
Parabéns. VC me levou a formular outro aspecto de algo que eu vinha pensando há meses.
Veronica diz:
pera q eu preciso ler com calma isso
(mais um min. to dividida entre 2 janelas de msn)
gostei…bem isso.
eu te levei a formular outro aspecto?
Anarcoplayba diz:
sim.
Veronica diz:
sentir falta de gente…é tão estranho pensar o quão seres sociais somos…essa necessidade absurda de ter gente ao nosso lado
Anarcoplayba diz:
O aspecto inicial era do homem com o meio.
Nossa necessidade de natureza.
De ver o céu, tomar sol, comer comidas mais naturais.
Sabia que o ser humano definha só de estar longe do planeta?
Veronica diz:
nossa
Anarcoplayba diz:
ou seja… na prática o homem está tentando fugir da sua própria natureza. Talvez a saída dos nossos problemas seja em nos tornarmos mais humanos, não menos.
E bb… too much philosophy for so little time.
Preciso mesmo ir dormir…
E fique feliz: vc ganhou um post no Anarcoblog.
Canções de Ninar. August 5, 2008
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Imagine, por um instante, que você tem um filho.
Se você já tem um filho não leia mais nada, por favor.
Mas não pare por aqui. Dê realismo à essa imagem. Pense na sua esposa ou em você mesma, grávida. Com aquela barriga redonda e linda, com tantas promessas.
Pense em todos os exames pré-natais. Pense na sua apreensão. Pense no resultado desses exames. Todos perfeitos, um atrás do outro, culminando com um nascimento perfeito, com direito a médico jogando a placenta em você pra dar um pouco de risada.
Pense no seu filho, recém nascido, cabendo na palma da sua mão.
Agora imagine que é seu dever educar seu filho ou sua filha, e ensinar tudo o que ela precisa saber pra viver.
Mas não pense apenas que é seu dever. Pense que é sua vontade. Que você não quer, de forma alguma, que ele ou ela sofra na vida.
Agora imagine você tendo que ensinar pra ele a única e derradeira verdade que existe: dali, pra frente, é dor.
Como você explicaria pra esse filho que você ama que ele vai sofrer?
Como você explicaria que as coisas mudam e o mundo roda como um moinho que vai moer seus sonhos tão mesquinhos? Que promessas de amor foram feitas para serem quebradas? Que pessoas deixam de amar as outras de uma hora pra outra, por causa de um suspiro de um desavisado, entre uma valsa e um tango?
“Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar. O anel que tu me destes era vidro e se quebrou. O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou.”
Como você explicaria que, não importa o quanto você trabalhe e lute pra conquistar algo, você vai perder por estar no lugar errado na hora errada? Que a vida não liga pra méritos? Que a vida não liga pra nada? Que vem a chuva de verão lavando lágrimas, que vem a demissão levando economias, que vem o pé na bunda levando sonhos, que vem um acidente de carro levando amigos, que vem uma doença levando a alegria e que tudo um dia a vida derrubou?
“A dona aranha subiu pela parede… mas veio a chuva forte e a derrubou.”
Como você explicaria que algumas coisas quando ditas não voltam? Que não inventaram nenhuma forma de re-implantar lágrimas? Que desculpas são uma admissão de culpa, não uma solução? Que não importa se você sinta muito, os outros sentem mais? E que não importa o quanto você chore, grite, berre, peça, implore, soluce, e se despedace, algumas coisas não se consertam?
“Humpty Dumpty sentado no muro. Humpty Dumpty caído do muro. Nem todos os soldados do Rei conseguiram colocar Humpty Dumpty inteiro outra vez.”
Como você explicaria que ela vai amar alguém que não a ama? Como você explicaria que alguém que ela não ama vai a amar e vai fazer de tudo para tê-la, da mesma forma que se tem um objeto? Como você explicaria que talvez os dois se amem, mas acabem se odiando, e queiram machucar um ao outro só porque o outro o machucou antes? Como você explicaria que ninguém nem se lembra quem machucou quem primeiro, mas nenhum dos dois sabe perdoar, mas todo mundo sabe ser cruel quando quer?
“O cravo brigou com a rosa, debaixo de uma sacada, o cravo saiu ferido e a rosa despedaçada.”
Como você pretende explicar que a vida não é justa? Como você pretende explicar que o amor da sua vida simplesmente não é capaz de corresponder às suas expectativas?
“Pirulito que bate bate, Pirulito que já bateu, Quem gosta de mim é ela, Quem gosta dela sou eu. Pirulito que bate bate, Pirulito que já bateu, A menina que eu gostava, Não gostava como eu.”
Tente explicar que viver é dor e que morrer é trocar uma dor certa por um sofrimento desconhecido. Tente explicar que nada nem ninguém pode proteger você de uma dor que é tão inevitável que já nascemos chorando.
Tente explicar, mas antes me diga: Você já entendeu?
(Texto originalmente publicado no fanzine Álcool com Açúcar #2)
Álcool com Açúcar #2 July 29, 2008
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A revista Álcool com Açúcar #2 será laçada esse sábado, com o tema “Angústia” e cuja participação deste que vos escreve será publicada em blog após o lançamento.
A revista é uma publicação de vezemquandenal voltada para a produção artística e editada por Rebs, do Alcool com Açúcar Blog.
Conto com a presença de todos!
Sobre a Fossa das Marianas. July 22, 2008
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Já pararam pra pensar sobre como nomes são importantes na vida de alguém?
Por exemplo, quando as pessoas têm nomes compostos e suas mães, quando enfurecidas as chamam pelo nome completo.
Eu, como possuidor de um nome composto posso falar desse trauma. Bem como do trauma de nunca conseguir explicar meu segundo nome de cara. O que é algo muito ruim pra alguém que gosta de ser chamado pelo segundo nome.
Mas não quero falar sobre meu nome. Eu queria falar sobe algo profundo.
E todos sabem que a coisa mais profunda que existe no planeta é a Fossa das Marianas.
Não me refiro a uma arcaica forma de lidar com dejetos humanos, mas sim me refiro ao abismo existente perto da Oceania e para o qual, por incrível que pareça, nosso amigo Stein NÃO colaborou.
Se eu tiver uma filha (se Deus errar e me deixar procriar), vou tomar o cuidado de não chamá-la de Mariana. É o mínimo que eu posso fazer, na esperança de que ela não curta grandes fossas pela vida.
Mas esse texto está sendo escrito porque eu quero falar de coisas profundas. Esgotado o tópico a respeito da Fossa das Marianas, gostaria de falar sobre alguma coisa que me faça comer mulheres gostosas.
Mas a quem eu estou querendo enganar, se escrever um blog ajudasse pessoas a fazer sexo, a primeira regra da Blogosfera não seria válida: Quando mais sexo, menos posts.
Assim, tudo o que vocês podem inferir deste post é que nesse exato instante no qual estou escrevendo isso, eu não estou fazendo sexo, o que é algo ruim, por não estar fazendo sexo, mas, convenhamos, é bom, porque se eu estivesse escrevendo isso durante o sexo eu estaria com uma mina que manda muito mal, e isso é muito pior que não fazer sexo.
Agora, o assunto profundo sobre o qual eu efetivamente gostaria de escrever diz respeito a mudanças.
Pessoas mudam, contra fatos não cabem argumentos.
Obviamente isso não significa dizer que pessoas mudem sempre pra melhor. Uma amiga minha diria que a chance é de 50% (afinal, ou muda pra melhor, ou muda pra pior, oras).
O problema é que quando as pessoas mudam existe um “lag” para que as pessoas percebam que a mudança ocorreu e é verdade.
Isso ocorre porque a percepção de mudanças demanda comportamento. Escolhas, por assim dizer. E escolhas só podem ser tomadas quando os fatos permitem. Ou, colocando de forma filológica: A gente mede o caráter quando a água bate na bunda.
Nesse aspecto, as segundas chances são, invariavelmente, um ato de fé.
Ninguém merece uma segunda chance. Segundas chances não são um direito potestativo, algo que eu exijo e alguém vai me proporcionar. Segundas chances são um favor que alguém com muito sangue frio faz pra você.
O Erro é um desvio entre intenção e resultado. É querer alguma coisa boa, certa ou justa e não conseguir. Não se confunde em absoluto com querer objetivos ruins, errados ou injustos.
Errar não é traço de caráter. Fazer escolhas erradas é.
Agora que eu sei melhor quem é o Xico Sá… July 15, 2008
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E porque fui comparado à ele de forma antagônica, permitam-me dizer o que eu REALMENTE penso de toda essa pasmaceira femista que tomou conta de todos os lugares.
Homem que tem vergonha de ser homem, devia ser castrado.
Quantas vezes já não ouvi das bocas de mulheres e (pasmem) de homens, que mulheres são mais carinhosas, afetuosas, detalhistas, sensíveis e inúmeras outras inúmeras qualidades mutuamente excludentes de testosterona.
Pois bem, seria inocência não acreditar na existência de pequenas vantagens hormonais para ambos os sexos.
Bom, eu posso ser um homem, inundado em testosterona, que vive todos os dias de sua vida miserável lutando contra seus demônios internos.
É tem razão. Pena. Nasci com os genes errados. Acho que vou passar mesmo o resto da minha vida me lamentando a respeito disso, servindo de capacho afetivo para todo e qualquer OPB (objeto portador de buceta), afinal, eu sou um indigno.
Ou isso ou eu posso levantar minha cabeça e ser o melhor ser humano que eu posso, independente de sexo, cor ou religião.
É, talvez, e apenas talvez, eu consiga enfrentar a tirania genética que à qual o acaso me sentenciou e tente ser um bom ser humano. Talvez eu ainda tenha defeitos. Talvez eu não me torne perfeito, mas, afinal, é culpa dos genes, né? As pessoas não têm culpa de nascerem homens, judeus, viados ou negros, não é mesmo?
Obviamente, eu, enquanto ser incompleto e imperfeito que TODOS os homens são, posso ser incapaz de realizar todos os desejos de todas as mulheres. Bem, assim como gays, pra mim, tem mais é que tomar no cu (ou colocarem no cu de alguém, dentro das escolhas pessoais de cada um), as mulheres que não estejam satisfeitas com a minha oferta podem me deixar na prateleira.
Sim, exatamente. Por favor, façam um favor para mim, vocês como seres perfeitos que são: Não tentem me mudar. Eu sou imperfeito e não satisfarei seus desejos, carências e necessidades enquanto elas não me tocarem em algum aspecto.
“Ohhhh… você está falando que está preocupado apenas com a própria felicidade?”
Hummm… grosso modo? Sim.
É, sabe, eu não acho que seja interessante do ponto de vida humanístico tornar sua felicidade uma função direta das escolhas de outras pessoas, e sair por aí citando “O Pequeno Príncipe” falando que os outros são responsáveis pela sua sorte ultrajante porque te cativaram.
Obviamente, a felicidade dos outros, eventualmente, está ligada à minha felicidade. Sabe como é: eu quero ver meus amigos felizes. Isso me faz feliz. Eu quero ver as pessoas das quais eu gosto felizes porque isso me faz feliz.
Egoísmo puro, mas sabe como é: eu sou homem, egoísmo é normal pra minha raça, né?
Com já foi dito antes de mim: Eu não sou o guardião do meu irmão. Cuidar da minha vida já dá muito problema, quiçá cuidar da vida de outra pessoa. Talvez se cada um de nós se tornasse responsável pela própria vida, sem a necessidade de figuras paternas, muletas afetivas ou figuras de autoridade, o mundo fosse um lugar muito melhor.
Quem precisa de figura paterna é criança. E quem dorme com criança acorda mijado. Pense nisso.
Por fim, com relação “àquele” texto:
Dar indireta é o caralho. Quer falar alguma coisa? Quer uma mudança? Quer causar alguma mudança no mundo? Faça isso sem medo de dar a cara à tapa. Vi Veri Veniversum Vivus Vici: Vivendo pelo poder da verdade venci o universo.
Medo de relacionamentos? Sim, isso é covardia. Mas não se esqueçam que covardia não se confund nem um pouco com saber o que se quer e o que não se quer de um relacionamento. Se ele não quer dar um passo adiante num relacionamento, isso pode significar duas coisas: ou que ele é um covarde (e que conseqüentemente você tem um gosto de merda pra homem) ou que ele está exercendo seu constitucional direito de não se envolver com alguém porque ele não quer.
“Ah, mas por que ele não fala com todas as letras?”
a) Porque ele não quer.
b) Porque ele quer continuar mantendo em banho Maria (me diz, por que isso é menos certo que assumir um compromisso?)
c) Pra te dar o gostinho de ter que desvendar as intenções dele.
d) Todas as alternativas acima.
Por que não ligar no dia seguinte? Ponto concedido ao Xico Sá. Mulher sempre tem esse complexo de “mulher objeto” que não tem razão de ser. Se você der “Oi” ela vai se sentir melhor. Não há razão razoável pra não fazer isso.
Sexo com intimidade é melhor? É sim. Mas eu não vou sair dando minha intimidade pra qualquer uma e recomendo o mesmo pra todo mundo: Só seja sincero com alguém que tenha conquistado esse privilégio. Separar o joio do trigo é tão bíblico quanto amar ao próximo como a si mesmo.
Por fim, ser Homem “de verdade” não é sair por aí brincando de príncipe encantado matando dragões e distribuindo felicidade aos outros.
Ser homem de verdade é agir com coerência e integridade de acordo com seus próprios princípios.
E todo mundo devia tentar isso, homens e mulheres.
Pecado é aquilo que te afasta da sua verdadeira natureza. Nada mais. Nada menos.
Sabe… é aquela história… só é adeus quando você não quer dizer adeus. July 13, 2008
Posted by anarcoplayba in Uncategorized.1 comment so far
Anos atrás eu disse a mesma coisa.
Adeus é uma das coisas mais difíceis de se dizer. Não que você esteja querendo falar Adeus “de verdade”.
Sabe, aquela coisa de “Nunca mais nos veremos, e si non vi vedró piú, buona morte.”
Isso é fácil.
É aquela coisa das últimas palavras. A gente vai ter que falar alguma coisa e, o que vai ser, não importa, porque você nunca mais vai ver essa pessoa de novo. Pode ser ciao, “a benção”, falow, ou “Boa Viagem.”.
O foda é falar alguma coisa pra alguém que você não vai ver dentro do seu plano de vida previsível… mas tem que falar adeus.
Só é adeus quando você não quer falar adeus.
E agora eu to na frente do computador, pensando no que eu deveria ter feito… talvez ter insistido por mais algumas horas… talvez ter pedido pra ficar mais tempo e ter sido o último a dizer tchau.
Mas falar tchau não é a mesma coisa que dizer adeus.
Porque adeus só é adeus quando não se quer dizer.
Love me Chester July 10, 2008
Posted by anarcoplayba in Uncategorized.4 comments
Todo artista, invariavelmente procura atingir algum grau de imortalidade.
O processo criativo, a criação de algo objetivo no sentido de que é diferenciada e separada de seu criador, é a meta da arte, de forma que não se pode falar em processo artístico sem se falar em transcendência do criador.
A transcendência da arte, e, nesse aspecto, não me refiro à experiência transcendente precognizada por Kant, é, basicamente a transcendência do criador.
Se a obra alcança outras pessoas, possui caráter artístico. Se atinge várias pessoas, possui forte caráter artístico, se transcende gerações de pessoas, é um clássico.
Várias são as formas de se tentar alcançar a transcendência.
Os highlanders, por exemplo, cortavam cabeças pra viver pra sempre, mas isso é tido em algumas culturas como homicídio. E em algumas culturas homicídio é crime.
A forma mais simples e direta de se alcançar a imortalidade por meio de alguma obra é dar uma contribuição a algo transcendente.
Falar sobre os grandes temas sem dúvida é uma forma simples de se buscar a transcendência.
Poderíamos falar sobre a vida, a morte, a natureza humana, mas hoje, falaremos do amor.
E falaremos do amor por um único motivo: porque o objetivo desse blog é comer várias mulheres.
Vários são os enfoques do amor. Já discutimos se o amor existe, o que é, pra que serve, etc.
Hoje eu me lembrei de uma coisa que eu percebi há algum tempo, mas que não tinha postado até então:
O amor me dá medo da morte.
Algumas vezes eu percebi isso.
Sabe, normalmente eu não tenho medo de morrer. Isso pode ser grande coragem ou a falta do componente neurológico responsável pela percepção do risco.
Um erro da natureza, saca? Aquela coisa que faz você sair na mão com dois caras ao mesmo tempo, de costas pra uma escadaria GRANDE?
Então, eu passo a maior parte do meu tempo nesse estado de destemor imprudente.
Exceto quando eu estou gostando de alguém.
E não estou falando só do temor de brigas, assaltos, acidentes de carro, coisas que a prudência humana geralmente consegue equacionar. Estou falando de um pavor irracional de coisas que eu não posso controlar (acidentes de avião, por exemplo).
Nessas horas, a minha morte me preocupa. Penso em como as pessoas das quais eu gosto vão reagir.
É como se eu me tornasse responsável pelas pessoas que me cativaram. Um Pequeno Príncipe ao contrário.
Só que sem rosa e planetinha maneiro.
O Gracie (nesse caso, “O” Gracie, o Hélio), falava que o amor torna o homem um fraco.
De fato, medo é sinal de fraqueza. Amar fragiliza, indeed.
O que as pessoas eventualmente esquecem é o fato de que o Amor, embora não sirva como álibi pra nada, embora só atrapalhe, embora gere medo e muita confusão, exatamente como um filme “B” da Sessão da Tarde, é um objetivo pelo qual lutar.
E se existe algo a ser temido, é um homem com um objetivo.
Hamlet. June 20, 2008
Posted by anarcoplayba in Uncategorized.1 comment so far
Ok, pra quem não sabe, estão encenando Hamlet na cidade.
Adivinhem com quem? Sim, com ele mesmo, com o Capitão Nascimento.
O Capitão Nascimento aparentemente preocupado com sua carreira como ator, e com o risco de ficar marcado como “o cara que representou o Wagner Moura” pro resto da vida decidiu apelar pra um clássico da dramaturgia mundial, Hamlet.
Sim, de fato, nada melhor que o papel mais famoso pra apagar a marca de indiferença que um papel de baixa expressividade como foi o papel de Wagner Moura.
Não bastasse, no entanto, o Hamlet ser representado pelo Capitão Nascimento, seu melhor amigo, Aspira Neto representará Horácio, para apagar a mácula de “Caio Junqueira” na sua vida profissional.
Na verdade, é algo plenamente compreensivo que o Capitão Nascimento tenha decidido encenar Hamlet, afinal, um príncipe tem três escolhas: Ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra. E Hamlet foi pra guerra.
Obviamente eu estou ansioso para ver a atuação.
“- Quem matou o Rei? Quem matou o Rei?
- Não sei, eu não sei…
- Não sabe? NÃO SABE?! Eu vou te falar quem matou o Rei! Quem matou o Rei foi Você! Foi Você, seu viado! Seu usurpador de MERDA! Sabe quantas pessoas tiveram que morrer pra você comer a minha mãe e colocar a coroa, seu merda?!
- Hã… uma?
- …”
“- Ser ou não ser, eis a questão.
- …
- Eu disse: Ser ou não ser, eis a questão.
- …
- Responde, responde seu bobo da corte de merda! Qual a resposta! Ser ou não ser?! SER OU NÃO SER?! NÃO VAI COLABORAR?! NÃO VAI COLABORAR?! Ô Horácio, traz o saco!
- Capitão, pára… ele já tá morto… calma…”
“- Meu senhor, tenho de vós algumas lembranças que há muito tempo desejava devolver-vos. Peço agora que as recebais.
- CALA A BOCA, OFÉLIA! NÃO ABRE A BOCA PRA FALAR DA MINHA MISSÃO! EU SOU O HERDEIRO E QUEM MANDA AQUI SOU EU! OUVIU?!?! CALA A BOCA!”
Obviamente nem tudo são flores, uma vez que trilha sonora vai ser assinada por um dos barbudos do Loser Manos.
O problema é que a entrada é oitenta reais. Eu vou esperar sair o DVD pirata pra assistir.
