Sim, eu ainda estou de Férias.

January 18th, 2012 § 3 Comments

Mas acho que depois do Estupro/Não-Estupro do BBB eu tenho algo importante a repassar:

O tempo é efetivamente jogado fora quando você o gasta com algo de que não gosta. Eu conheço o sabor do prazer mórbido de falar mal das coisas de que não gosto. Afinal, eu era fã de heavy metal em pleno auge do pagode mauricinho dos anos 90, antes mesmo do Tchan. Mas naquela época falar mal não se traduzia em cliques e trending topics. Que são medidas de sucesso, enfim.

Em bom português: não gosta? Ignore, em vez de ficar criticando. Isso não significa que “é feio criticar”. Significa que a energia que você gasta criticando se traduz em sucesso para os fenômenos que você critica.

Na internet, “sua inveja faz o meu sucesso” não é frase de pára-choque de caminhão. É modelo de negócios.

Veio daqui: http://numeralha.wordpress.com/2012/01/18/o-campo-de-batalha-da-web-e-o-seu-tempo/

(Half) A Milestone.

January 2nd, 2012 § 6 Comments

So… Esse é o post de nº 500.

Cinco centenas de posts. Ou meio milhar. That’s quite something.

Eu queria realmente fazer uma mega-retrospectiva de minha vida de blogueiro, apresentando os milhares de reais que eu ganhei e as dúzias de orgias que este blog me permitiu realizar.

Mas infelizmente eu não ganhei um real com esse blog e nem orgias.

However, nem só de orgias viverá o homem, mas também de toda pequena alegria, de forma que eu já me sinto feliz o suficiente com minhas 86.000 visitas, 500 posts, 2.315 comentários, 179 seguidores e com 1.445 views no meu post mais acessado. Porque um post ganha mais visitas quando o título é sobre putaria.

Eu ainda diria que pretendo dar uma penteada no blog esse ano, mas isso eu já disse.

Uma alternativa seria falar do Template novo, e de como é estranho: eu sou de uma época na qual se linkava pessoas ao lado para mostrar quem vc admirava e, de certa forma, se retribuía os links. Hoje é uma coisa meio que deixada de lado: deixa o template feito, e tal. Mas ainda assim eu gosto de guardar essa reminiscência.

Mas nada disso.

Quero aproveitar esse posto para anunciar o mais novo projeto de 2012: WWW. ASTRONYMOUS.ORG

Após a proposta de análises astrológicas no Formspring, eu decidi dar um passo adiante e destacar o projeto pra um site próprio. Juntei mais alguns amigos e vamos levar o estudo astrológico pra outro patamar.

Assim sendo, esse post é um anúncio, um convite e uma explicação: estou retomando os mapas astrais que estão no meu formspring e caixa de emails. ampliando o escopo, e consagrando um local específico pros textos mais esotéricos.

2012 é o ano dos Astronymous.

Expect us.

Grande Retrospectiva de um Ano que… Passou.

December 30th, 2011 § 7 Comments

Fim de ano é época de um monte de coisas.

No hemisfério norte, inverno, era a época em que as pessoas ficavam mais dentro de casa, um convite à introspecção.

Aqui no hemisfério sul, em São Paulo, é a época em que o trânsito fica infernal na Avenida Paulista (sério, participe da campanha “ande a pé nesse natal”), o que é um motivo para ficar em casa e, portanto, ficar mais introspectivo.

Estava previsto, se não nas estrelas, no bom senso, que 2011 seria um ano TENSO pra mim.

E foi.

A melhor definição de um amigo meu foi “você está carregando um piano nas costas”.

Grosso modo sim.

Nesse sentido, não foram poucas as vezes que o negócio ficou pesado. A casa quase caiu. A chapa amornou. E eu quase fiquei pequeno.

Quase.

Mas não o suficiente.

Comecei um projeto novo em 2011. Kinda bold. A segunda faculdade. E esse primeiro ano passou. Com muito mais sorte do que mérito. Mas passou.

O que que eu posso fazer? Eu sou um filho mimado de Deus. Esse sempre foi o meu maior mérito.

Por outro lado, a faculdade e os outros 300 projetos trouxeram uma conclusão meio triste: Tudo ocupa espaço. E você precisa escolher o que vai morrer.

O tempo que eu estou trabalhando é um tempo que eu não estou estudando. O tempo que eu estou escrevendo no blog é um tempo que eu não estou trabalhando. O tempo que eu estou estudando é um tempo que eu não estou bebendo doses quimioterápicas de álcool e fazendo milhares de mojitos para os meus amigos.

2011 eu tive que trabalhar das 9:00 às 18:00 e além. Com o conceito de “final de semana” meio apagado. Arranjando tempo para estudar tirando de onde dava (às vezes, dos sonhos). E enfiando tentativas de diversas ordens de grandeza em diversos aspectos. Isso cobrou um preço em tempo, energia, disposição, animação e, até mesmo, brilho.

Porque não deu para eu dar atenção para um monte de gente. Amigos reais e virtuais.

E é algo do qual eu sinto falta.

De tempos em tempos eu passeio pelo blog e pelos antigos blogs que eu visitava. Muitos não são nada além de uma casca de uma vida, flutuando na internet tal qual um navio fantasma.

Eu sei que é meio bobo sentir isso, mas eu sinto uma certa saudades de saber como as pessoas estão. Se estão bem, mal, felizes, infelizes, vivas, mortas, mudaram muito ou pouco.

Mesma coisa com o ICQ. Minha lista de contatos parece um cemitério.

Por outro lado, eu vejo que o Anarcoblog (que surgiu por brotamento do Malandricus) existe desde 2004. Completei o Sétimo e entrarei no Oitavo ano de blog. Heh. É mais tempo de blog que a carreira de uma atriz pornô mediana. E a metáfora é coerente, afinal, isso aqui não deixa de ser uma exibição da minha intimidade.

O fato é que depois de muito pensar, decidi que era hora de dar um passo adiante.

O Malandricus surgiu como uma brincadeira e ficou sério. O Anarcoblog se destacou do Malandricus trazendo textos daquela época. De 2004.

Esses textos merecem uma editoração e formatação melhor. Tem muita coisa boa (muita merda também), mas é hora de dar um passinho adiante e tirar do mundo das idéias um projeto velho: revisar todos os 500 textos do blog (contando com esse) para que esse blog seja tudo o que ele merece ser. A história, não de minha iluminação, mas de meu despertar.

É inevitável diante de tudo isso uma sensação de propósito. Quase um orgulho. Verificar que, uma encruzilhada de cada vez, com seus demônios e esfinges, eu fui chegando onde eu estou hoje. Um status no qual, a despeito das poucas qualidades e diversos defeitos, eu identifico a virtude mais bela de todas: a Esperança.

A Esperança de que as coisas estejam andando, de que tudo um dia dê certo, de que um dia essa guerra vai acabar e, acima de tudo, a Esperança de que eu vou morrer um tiquinho melhor do que eu nasci.

Um inverno de cada vez.

E é por tudo isso que eu faço aqui uma homenagem aos amigos ausentes, aos amores perdidos e à estação das dúvidas, e desejo a todos vocês tudo aquilo que eu mais anseio pra mim.

A Calma dos Monges,
A Sorte dos Irlandeses,
E a Ira dos Anarquistas.

E que cada um de nós dê ao demônio exatamente aquilo o que ele merece. Seja ele quem for, esteja onde estiver.

2011 foi um ano LINDO!

December 29th, 2011 § Leave a Comment

Grandes Idéias que Mudariam o Mundo – Anulação de Voto.

December 15th, 2011 § 10 Comments

“Mas já existe o voto nulo!”

Não esse voto nulo: no transcurso de quatro anos de mandato você poderia se dirigir ao Cartório Eleitoral mais próximo e requerer a anulação do voto que você depositou nas urnas.

Seria uma alternativa mais moderada que o tiranicídio.

Cortinas.

December 5th, 2011 § Leave a Comment

Começara durante o trabalho.

Era como se uma mancha residual, muito breve, permanecesse em sua visão após piscar.

Isto o deixara preocupado: tinha mais de cinquenta anos e se aproximava da aposentadoria. Trabalhar uma vida inteira em uma repartição pública para, na velhice, terminar cego seria mais uma prova da inegável injustiça da vida.

O médico, com sua camisa em monótono xadrez, no entanto, o tranquilizou: fora um aumentozinho na hipermetropia, ele estava ótimo. Sem chances de glaucoma, catarata, descolamento de retina e nem mesmo sujeira no liquor aquoso.

Mas a mancha continuava lá.

Um dia, no banho, lembrou-se de uma brincadeira de criança: abrir e fechar os olhos muito rapidamente, tendo a impressão de que o mundo se movia em câmera lenta. Disseram que era um truque de perspectiva usado por pintores.

Decidiu experimentar.

No início, a mancha meramente se fez visível, mas aos poucos, foi ganhando nitidez. Como se os olhos se acostumassem com aquele perpétuo movimento de abrupto encerrar e reiniciar de visão.

A mancha então ganhou braços, pernas cabelos e forma humana. De uma criança pequena, com olhos muito vermelhos e dentes afiados. Ao se ver percebida, sorriu e começou a andar em direção daquele que a vira, ficando mais próxima a cada piscada.

Sua família ouviu os gritos e arrombou a porta.

Os médicos disseram que poderiam usar soro fisiológico para umedecer os olhos, mas que ele precisava aceitar os enxertos.

Ele disse que arrancaria de novo as pálpebras se tentassem costurá-las de volta.

E pediu para nunca mais apagarem a luz.

Occupy the World! – Legendas do Último post.

November 30th, 2011 § 12 Comments

Perguntaram no post passado e por email se eu era a favor do Movimento Occupy Wall Street… Expliquei por email, então vai aqui novamente alguns centavos a respeito.

Eu sou a favor de Wall Street e sou a favor do Movimento Occupy Wall Street. Explico.

Já há alguns anos eu conversei com um amigo meu e expliquei que eu odeio o “liberalismo de fachada”.

Livre comércio pra cá… livre iniciativa pra lá… é mão invisível, auto-regulamentação, redução tributária… mas quando você menos espera, out of nowhere, vai um grupo de empresários pra Brasília pedir isenção fiscal, proteção comercial, anistia tributária, financiamento do BNDES, etc.

Perceba: eu não sou contra a redução de impostos, muito pelo contrário. Mas eu sou contra a redução seletiva de impostos.

Do mesmo jeito, eu não sou contra a livre iniciativa. É competente? Tem mais é que ganhar dinheiro mesmo!

MAS… Eu sou contra a livre iniciativa que depende de ajuda estatal pra se manter.

Na época em que o caso estourou, foi muito discutido, aqui em São Paulo, o caso de um famoso cinema na esquina da Consolação com a Paulista.

Com o boom imobiliário, o proprietário quis rescindir o contrato para alugar o imóvel para uma loja de departamentos. Imediatamente, out of nowhere, o Prefeito e o Governador  começaram a propor o tombamento do prédio.

De novo: nada contra o cinema ou coisa que o valha. Mas eu acho muito complicado o Estado sair se metendo nas empresas. ESPECIALMENTE com o dinheiro que toda a população paga. Basicamente, é tirar alguns milhões (que poderiam ser alocados em um Hospital Público, p.ex., ou pagando os precatórios que o Estado deve, não nega, e paga quando puder) pra que os hipsters assistam cinema iraniano.

Nisso vem o porque eu sou a favor do Occupy Wall Street: A Crise de 2008 foi basicamente uma crise de regulação. Fizeram empréstimos ruins, que geraram créditos podres, revenderam esses créditos e lucraram horrores. Quando a bolha estourou, qual a reação? Help me Government!

Ou seja… de certa forma, estamos falando de um capitalismo adolescente: “Eu faço o que eu quero, mas me dá dinheiro pra ir no shopping?”

Porque é aquela história… muito fácil falar que “o livre comércio premia os mais eficientes” quando não se vê que “os mais eficientes” “coincidentemente” são os amigos do rei.

Por outro lado, eu achei o Occupy Wall Street genial: é pacífico, não causa problemas, apenas procura levantar uma bandeira de perspectiva. Nós somos o 99% do mundo e queremos um orçamento diferente. Se as guerras do novo século forem assim, estou feliz.

However… isso é só metade do problema.

A Outra metade, que pra mim é o mais relevante, é que, enquanto o mundo está tentando rediscutir o quanto nosso livre comércio é realmente livre e o quanto nossas bicicletas precisam de rodinhas, se é justo financiar os bancos que, grosso modo, foram irresponsáveis, aqui em São Paulo, os Estudantes da USP fazem uma passeata pra tirar o policiamento militar do campus porque três alunos foram abordados enquanto fumavam maconha.

Vamos sopesar as coisas:

Um grupo, de abrangência mundial, se dedica a ocupar pacificamente espaços públicos para chamar a atenção da divisão iníqua dos recursos estatais.

Outro grupo fecha a Paulista porque quer fumar maconha na faculdade.

Às vezes eu odeio meu país.

Occupy the World.

November 25th, 2011 § 3 Comments

Contos dos Irmãos Grin – O Sapo e o Escorpião. (Vergonhosamente copiado de um livro de RPG.)

November 21st, 2011 § 59 Comments

Certa vez, um Escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.

O Escorpião vinha lhe fazer um pedido: “Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?”

O Sapo respondeu: “Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar!”

Disse o Escorpião: “Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos.”

Confiando na lógica do Escorpião, o Sapo concordou e pediu que o Escorpião subisse em suas costas para atravessar o rio.

No meio do rio, o Escorpião cravou seu ferrão nas costas do Sapo que, atingido pelo veneno e sentindo seu corpo se paralisar, voltou-se para o escorpião e perguntou: “Por quê? Por quê você fez isso?”

E o Escorpião respondeu: “Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza.”

O Sapo então respondeu: “Mas você é um tolo? Agora nós dois morreremos! Eu pelo veneno e você afogado!”

E o Escorpião respondeu: “Seu Sapo… Eu sei nadar!”

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