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WWJD? WWCND? October 5, 2009

Posted by Anarcoplayba in Uncategorized.
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Uma das coisas mais importantes na vida é ter bons paradigmas de comportamento para guiar suas ações em momentos moralmente duvidosos ou situações difíceis.

Nesse ponto eu gostaria de compartilhar com vocês dois dos meus paradigmas de comportamento mais relevantes, e que mudaram minha vida: O Capitão Nascimento e o Coringa.

Como Tropa de Elite juntamente com Dark Knight são dois filmes que mudaram minha vida, sempre que me encontro em uma situação complexa eu me pergunto: WWCND: What Would Capitão Nascimento Do? WWJD: What Would Joker Do?

Exemplos:

“Capitão Nascimento, Coringa, broxei. Que que eu faço?”
“- Senta o dedo nessa porra!”
“- Why so serious?”

“Capitão Nascimento, Coringa, tomei um pé na bunda da minha namorada, tô deprimido e fico em casa o dia inteiro. Que que eu faço?”
“- Pede pra sair! “
“- And now… let’s introduce a little Anarchy. Upset the established order. And everything becomes Chaos. And do you know the thing about chaos? It’s fair.”

“Capitão Nascimento, Coringa, minha namorada não quer me deixar sair com meus amigos. Que que eu faço?”
“- Você não vai falar mais nada do meu batalhão! Quem manda nesse relacionamento sou eu, escutou! Não quero ouvir falar mais uma palavra sobre os meus amigos!”
“- I just show how pathethic are your tentatives to control this relationship.”

“Capitão Nascimento, Coringa, quando devo parar o sexo oral?”
“- Missão dada é missão cumprida!”
“- Let’s put a smile on that face.”

E por aí vai.

Bem, a piada basicamente acaba aí e eu não tenho muito mais a acrescentar. É engraçado, dá pra quebrar o gelo nos bares, etc, etc.

Piadas à parte, ambos os personagens são realmente interessantes.

O Capitão Nascimento é a personificação da ordem: Não quer saber por que, quer acabar com o crime. Não interessa se é Vapor, Chefe de Boca, Soldado. Vai pro saco. Se ficasse sabendo da história do Baiano, talvez até ficasse comovido. Mas não vai ficar sabendo.

Pra ele, missão dada é missão cumprida. Não importa a que preço.

O Coringa, no entanto, eu diria, é o oposto: Se o Capitão Nascimento é um agente da Ordem, o Coringa, como auto-proclamado, é um agente do Caos.

Enquanto o Capitão Nascimento faz o que tem que fazer, o Coringa questiona por que você acha que tem que fazer?

Tecnicamente, se você tem dois elementos opostos pra orientar suas decisões, você tem um espectro com todas as potenciais decisões possíveis, basta escolher.

Tipo o diabinho e o anjinho nos ombros.

Isso é uma coisa genial, porque te permite escolher com liberdade, e também é uma coisa profundamente IMBECIL e IDIOTA, porque se você tem dois vetores opostos você têm que cogitar TODAS as possibilidades, o que é algo filosoficamente bom, mas não ajuda em NADA no sentido de te poupar o trabalho de pensar.

Ou seja, eu limito meus paradigmas de comportamento a TODOS os comportamentos possíveis, o que não é limitação alguma!

Ou, biblicamente falando, tudo é permitido, mas nem tudo me convém.

Mas ontem, durante um porre, eu finalmente me toquei de um elemento que me veio à cabeça, relativo a uma das melhores cenas do filme (Dark Knight, no caso):

Essa, na minha opinião, é a melhor cena do filme, notavelmente porque joga na nossa cara uma série de fatores: Se as coisas vão de acordo com os planos, ninguém se preocupa, mesmo que os planos sejam horríveis.

Mas o ponto que me fez parar pra pensar foi: o Joker pergunta se ele se parece com alguém que faz planos, e imediatamente afirma que é “um cachorro, correndo atrás de carros, que não saberia o que fazer mesmo que pegasse um”.

Wrong.

O Coringa é fiel a um propósito: Caos. Seu objetivo é mostrar que o verniz de civilização que passamos ao redor de nossas relações são uma farsa. Sugar coating the shit.

Não quero dizer que acho que nós sejamos invariavelmente selvagens produtos do meio. De forma alguma. Creio, no entanto, que se não questionarmos nossos paradigmas comportamentais, somos pouco melhores que gado. E gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata.

Respeite os mais velhos? Por que? Filhos da puta também vivem muito. Vide ACM e Sarney. Além do mais, falar que você deve respeitar os mais velhos é limitar muito o Verbo, não? Por que não tornar mais verbos intransitivos?

Mas tergiverso novamente.

O Coringa afirma ser “um cachorro que apenas faz coisas”. Mentira. É tudo planejado. É tudo um plano. Tem objetivos, começo, meio e fim. Algo como o outro Anarquista Sorridente, o V, disse:

“Veja por si mesma. As peças estão postas diante de mim. Perfeitamente alinhadas. Quando completas, qualquer um vai perceber seu desenho, sua grande significância. Mas ‘quase terminando’? Sim. Acho que estou. Embora o reconhecimento tenha sido retardado por sua construção tortuosa, agora, o padrão há muito escondido emerge. Não é belo? Não é simples, elegante e austero? Não é estranho que depois de um longo e exaustivo trabalho de preparação, tudo que isso requeira seja um mínimo de esforço e nenhum raciocínio para dar início a esa breve e elaborada brincadeira, a uma veloz e intempestiva corrida? O mais leve toque, só isso, e tudo se encaixa. As peças não podem perceber como manipulamos suas tentativas de arranjos: estas fileiras frias e obedientes, tão prenhes de catástrofes, insensíveis ante a onda em breve liberada pelo insensível destino. Muito afetadas, compreendem quase nada.E a compreensão quando chega, invariavelmente, já é tarde demais. Na verdade, elas não perceberão que algo está errado até serem colhidas pelo violento impulso, provavelmente confundindo-o com uma brava e decisiva ação, uma derradeira medida para impedir o desastre, a cavalaria que vem em resgate… Mas não há resgate. Apenas queda. Pronto. Está vendo as peças? Em pé com seus pares, as faces brancas e indiferentes. Nuremberg em miniatura, fileiras de homens de madeira… Pobres coisinhas. Pobres dominós. Seu lindo império demorou tanto pra ser erguido. Agora, com um estalo dos dedos da história… ele se vai. Voilá.”

E parte do plano, diga-se de passagem, a parte mais importante do plano naquele momento é a aparência de não existir um plano.

O que me faz pensar: Pensamos na liberdade. Até mesmo ansiamos tal coisa. Mas não existe liberdade dentro de um propósito. Se você tem um objetivo, um plano, você tem passos. Um processo para seguir. Uma técnica, uma estratégia, um estilo.

“Na calma, na tranquilidade, sem correria. Olhou, fatiou, passou. Olhou, fatiou, passou.”

Dentro de um plano, você não tem liberdade. Não seguir o plano é não ter um plano.

Tendo objetivos, você não é livre. E sem objetivos você está à deriva. Como um tronco no mar.

Obviamente não quero dizer que os planos são eternos. Não são. às vezes os completamos, às vezes os alteramos, às vezes os abandonamos. Mas tendo um propósito, nossa liberdade de escolha é imediatamente limitada.

E sem um propósito, nossa vida é vazia.

Subitamente a liberdade me parece muito mais distante do que eu pensava.

Convite. October 1, 2009

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Em homenagem aniversário de nosso amigo Breno no dia 27 de setembro, decidimos fazer a comemoração no dia 03 de outubro, no The Clock.

Deixamos o nome dele na lista, chegando lá é só avisar que você veio no aniversário do Breno Zaccaro. Adicionalmente quem quiser pode se cadastrar nesse link pra ter um desconto no valor da entrada.

http://www.theclock.com.br/nivers/1003breno.htm

Para cada cópia desse convite que vocês enviarem, a AOL vai doar R$ 0,10 para uma criança com câncer na bunda. Se não mandar pra ninguém, os bodes assassinos da microsoft te farão uma visita noturna e comerão todo o seu queijo.

Tenham um dia de Spammer!

breno's

P.s.: O Designer responsável pelo flyer encontrou o nome Tiriaçú no G-Maps, eu falei que era Turiassú, e um outro amigo disse que era Turiaçu. Como gramática é coisa de viado, vamos deixar isso de lado e encher a cara até o mundo fazer sentido.

Prepare seu coração… September 26, 2009

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Há algumas semanas estava conversando com uma amiga e entramos na clássica discussão de opiniões políticas a respeito do mundo ela (e os amigos dela) me chamam de fascista (quando não apelam pra Nazi de cara). Eu, do meu lado, a chamo de comuna.

Nesse momento inicialmente eu penso que eu estou certo e ela (e eles) errada (errados) porque, conquanto ela realmente seja comuna, eu não sou fascista (nem Nazi, apesar das opiniões alheias).

Durante a discussão, eu afirmei que, embora eu me declare anarquista (sim, o nick tem razão de ser) eu ainda não consegui equacionar alguns elementos da Anarquia, como, por exemplo, o sistema judiciário. Sem o Estado para impor o poder estatal, entendo que o sistema punitivo se tornaria uma troca de vinganças, até que aquele que detém 50%+1 do Poder mandaria (mais ou menos como na nossa democracia).

Por outro lado, o comunismo, na minha opinião, esbarra num problema fundamental: ele trata os seres humanos como inerentemente iguais, quando não o são.

Obviamente, ao ouvir tal afirmação, ela respondeu com a pergunta (espero que ela não leia isso) com toda a cara de resposta pronta de cartilha de debates políticos: “Por que você quer segregar os outros?”

Eu respondi que não é que eu quero segregar os outros, mas que pessoas são diferentes, elas se segregam naturalmente, e muitas vezes assumem o papel de submissas, porque querem.

Acho que ela não gostou muito do argumento, mas não é um post sobre ela.

É um post sobe seres humanos.

Durante minhas semanas pelo Tocantins, o que eu mais vi foi gado. Pelas minhas contas, 5.000 cabeças de gado. Diferentes. Repetindo as mesmas, deve ter beirado as 7.000.

Uma coisa que me chamou a atenção foi quando um dos boiadeiros falou que havia um fazendeiro que tinha um rebanho lindo, mas ele só comprava “bois de cabeça erguida”, e que os melhores ele vendia pra virar touro.

Depois de ouvir isso, eu realmente concordei: no meio do rebanho daquela fazenda, cerca de 80% dos bois ficavam o tempo todo de cabeça baixa… uns 20%, talvez menos, ficavam o tempo todo de cabeça alta.

Bom, os bois de cabeça alta eram os que davam mais trabalho pros boiadeiros e, bem, eu entendi o que o Jair Rodrigues disse quando se referiu a “laço firme, braço forte”.

Mas é interessante: mesma raça de bois, mesma origem, mesmas matrizes, mesma alimentação, mesma idade, mesmo tamanho… e, no entanto, alguns se destacavam.

Ok, podemos ser pessimistas  falar que os que se destacavam eram os que tomavam mais porrada, beleza…

Mas eles não baixavam a cabeça.

E, por outro lado… vamos tentar ser racionais: Tudo tem uma razão de ser. Não quero, aqui, entrar no mérito do porque alguns bois mantém a cabeça erguida e outros são mais passivos. Mas alguma causa tem.

E se no caso dos bois, quando falamos de uma semelhança genética, fenotípica e ambiental quase total, nos temos diferenças, o que dirá da espécie humana?

Agora vem o ponto catchy (and there’s always a catch): eu estou afirmando que algumas pessoas nasceram pra liderar e outras pra serem lideradas, e que, por isso que o mundo é assim?

Não… eu quero dizer que algumas QUEREM liderar… e outras QUEREM ser lideradas.

Obviamente temos nuances: temos pessoas que aceitam serem lideradas até certo ponto… a partir do qual estas se rebelam. Nenhum problema nisso.

Porém, tem gente que tá mais preocupado com o carnaval de 2010 do que com o que pensa, sente e faz.

Nenhum problema nisso, cada um com as suas prioridades.

O problema é que enquanto 90% pensa em onde vai passar o carnaval, 10% pensa em como fazer os 90% quererem ir pra onde eles querem ir.

Se você não concordar, não posso me desculpar, não blogo pra enganar. vou pegar o meu blog post, vou deixar você de lado, vou blogar n’outro lugar…

Sim, porque eu estou me sentindo estranho o suficiente pra fazer um post em cima do outro. September 23, 2009

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Eu já postei esse vídeo alguns meses antes no Malandricus. Ou foi a letra. Agora não faz muita diferença mesmo, mas é o tipo de coisa que eu literalmente estou sentindo.

Eu me sinto desde algum tempo uma mistura meio estranha entre os opostos. Não um equilíbrio, não uma mescla. Branco e preto, dançando, mas sem misturar. Sem tons de cinza.

Meio que uma máscara de Rorschach.

A gente passa uma vida tentando criar paradigmas de comportamento aplicáveis às situações que se apresentam.

Doente, procure um médico.

Triste, procure amigos.

Cansado, procure uma cama.

E a gente vai consolidando isso como nossa personalidade. E eu não acho isso errado! Quem me conhece ou se deu ao trabalho de ler o que eu escrevi meses atrás (até mesmo anos) vai ver que eu sempre gostei de procurar um padrão nas coisas e no mundo.

Entender as Leis que regem as nossas vidas.

O problema com esse tipo de coisa é que a gente se acomoda, e deixa as regras guiarem nossas escolhas, num imperativo categórico BURRO, uma vez que nos impede de refletir sobre as coisas que acontecem.

Então a gente tem que ter a vontade de entender as coisas e ter uma opinião razoavelmente coerente e coesa com o mundo, mas também tem que saber descartar nossas opiniões e pensamentos, como a máscara que nossa personalidade de fato é.

E sim, de vez em quando você tem que QUEIMAR tudo o que você pensa, sente e acha.

E esse blog está virando uma elegia à essa mudança, porque, cáspita, estamos envelhecendo, e eu ainda me sinto na melhor fase da minha vida (porque apesar dos pesares, está melhorando SIM!).

You told me that your 20 years have gone by much too fast
And you’ve been hoping this year will be better than the last
You said you’ve been waging a war against the loneliest of nights
With the strongest drinks and longest lines
It’s not that big of a surprise
That you’re feeling more dead than alive
You’re feeling more dead than alive

So I’ll let you know
If you need, somewhere to go
I’ll be listening when you call
And I’ll be there if you fall off
If you need someone to believe in you,
I’ll let you know I will

You said the hole in your head has gotten bigger than the hole that’s in your chest
And you’re stuck between the past and the present tense
You said you’ve been waging a war against so many years of lies
With stronger drinks and longer lines
It’s not that big a surprise
That you’re feeling more dead than alive
You’re feeling more dead than alive

So I’ll let you know
If you need, somewhere to go
I’ll be listening when you call
And I’ll be there if you fall off
If you need someone to believe in you,
I’ll let you know I will

But sometimes… YOU GOTTA LET IT GO!

So this pen is starting to become
A pipe bomb and these songs
Have turned to anthems again
To everything that’s changed and to everything that’s gone away
Here are my condolences tot he future I never met
It’s gone and never coming back, it’s not coming back
So don’t hold on to your past, you gotta let it go

‘Cause friends leave as time fades away
The people and the places along the way
Without a doubt
Screws fall in and screws they fall out

Tomorrow’s gone up in smoke
And I wonder when I’m alone
Where’d my convictions go
So to everyone that’s gone away
Or fades away or stays the same
Here are my apologies to the person that I used to be
Before I burned down every bridge and every inch
Of everything I used to know, I gotta let it go

Friends leave as time fades away
The people and the places along the way
So don’t hold on to your past
No, it’s never coming back, you gotta let it go

E todo mundo é sozinho… e ai de quem pensar que não. September 23, 2009

Posted by Anarcoplayba in Uncategorized.
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Blogar é uma coisa interessante.

O Anarcoblog, somando seu tempo de Malandricus, tem mais ou menos uns 6 anos de vida. Inicialmente eu comecei a postar porque era um blog de amigos, meus amigos, e era bem legal.

Mas de repente, não mais que de repente, eu estava sozinho. Só eu postava. A cada seis meses alguém falava alguma coisa. E, num momento de uma discussão boba sobre o template do blog, saí.

Não sei se foi mero orgulho ferido, mas o fato era que eu era o único que ainda postava, e o fato do blog ser coletivo, ao invés de se tornar um estímulo, estava refreando minha criatividade. Mudei.

Por outro lado, talvez eu seja o único que não mudou. Todas as pessoas que já passaram pelo Malandricus pararam de blogar. Talvez eu realmente tenha uma incorrigível síndrome de Peter Pan, talvez eu ainda queira comer várias mulheres, talvez eu ainda queira transformar isso aqui em algo maior…

Dentre tantos talvezes uma certeza salta aos olhos: Escrevo porque preciso.

Sim, é verdade, muitas vezes escrevo para que meus poucos leitores se mantenham interessados por esse blog. Tento apresentar ocasionalmente coisas novas, diferentes, insights, mas admito, isso anda raro.

Mas de vez em quando… eu escrevo pra mim. Porque eu preciso.

Talvez eu transforme o texto em uma carta numa garrafa, que eu solto esperando que as pessoas importantes leiam.

Outras vezes eu transformo o texto numa carta numa garrafa: bebo a garrafa, ixgrevo a borgaria deza merda di garta e mando pra ondi eu guizer eza BORRA!

Mas às vezes posto porque posso, e isso basta.

Ultimamente venho pensado muito na solidão.

“E todo mundo é sozinho, e ai de quem pensar que não, a moça com seu vizinho, soldado com o capitão”.

Não dá pra evitar: estou no sertão, e o sertão é o homem sozinho.

Estou, agora, há oito dias no Tocantins. Perdi um final de semana por aqui, e talvez eu perca outro. E estou sozinho. Sozinho no hotel, sozinho na fazenda, sozinho nas ruas.

Sim, eu sei, provavelmente alguém que está lendo isso irá escrever que eu tenho que me socializar mais, sair por aqui, catar umas tocantinenses (e tem umas gatas, viu?). Mas não é esse o ponto. Não é um sozinho solitário (ou vice versa). Não é frio, distante. É gostoso. É bonito ver gente vivendo uma vida que raramente passaria pela cabeça das pessoas.

Hoje meu almoço foi arroz, feijão e macarrão, pq era o que tinha na fazenda. Ah, também tinha um tatu que ia pra panela se a fiscalização ambiental n tivesse chego. Sim, é isso mesmo: a carne no prato dos boiadeiros ia ser um tatu. Não teve tatu, não teve carne. E ninguém reclamou.

E sim, eu sei que estou tocando um ponto muito delicado porque esbarra naquela coisa idiota de “dê valor ao que você tem, tem gente que não tem nem isso!”, mas o ponto não é esse, nem a miséria, nem o fato de que tava todo mundo rindo, nem que isso não fazia diferença.

É uma vida diferente, é um mundo diferente, e eu estou dentro e fora desse mundo ao mesmo tempo. Dentro pq estou tendo que viver isso, e fora porque e sei que uma vida diferente é possível.

E ao mesmo tempo, quando eu ando em São Paulo eu estou dentro e fora desse mundo daí.

Mas não é apenas uma questão econômica, ou cultural. É sobre perspectiva: eu venho cada vez mais andando por entre meus amigos, vendo as dores, reclamações, tristezas, dramas e pensando que outra vida é possível. Um outro mundo é possível. Mas não dá pra provar pra ninguém! Não dá pra obrigar ninguém a ver isso.

E isso é solidão pra caralho.

Ainda mais quando você tem a chance de ficar olhando pro mato sem mais nada pra influenciar o seu pensamento. é Você com você mesmo. Seus pensamentos, suas dúvidas, suas questões, como você age com o mundo ao seu redor.

E coisas incríveis acontecem quando você começa a se afogar em si mesmo.

Sim, eu tenho saudades de sair com meus amigos… mas toda saudades é uma forma de velhice. E mudamos, sim, mudamos. E no tocante a mim, não sei nem dizer o quanto mudei. às vezes acho que minha vida deu uma guinada de 360 graus.

E isso não é erro e nem piada, é uma metáfora mesmo. Girei e parei onde eu queria, olhando pros mesmos objetivos e com um foco: melhorar. Dar um passo adiante. Ou morrer tentando.

Difícil falar sem mandar meios recados ou indiretas ou apelando pros clichês. Vontade sobre o mundo. Traçar a linhazinha na areia e falar: “Eu sou o guardião do fogo branco de Anor e tu num vai passá!”

Sim, eu sei… às vezes desespera. “O objetivo permanece a uma longa distância. É nitidamente visível, mas, para mim, quase fora de alcance.”

Mas esse é o grande ponto da vida… não é, necessariamente e o tempo todo, se dar bem. Não existe um checklist da vida. Você dá e você toma. É uma grande respiração: ninguém consegue só inspirar (e quem tentar vai explodir os pulmôes).

Você está inserto. Você causa. Como nas baladas. Não é sobre encher a cara, ou catar gostosas aleatórias, é sobre o caos, sobre estar imerso em um movimento aparentemente aleatório que nada mais é que fruto das escolhas individuais de centenas de pessoas.

O mundo não é bom nem mau com você. O mundo é. E não percebemos o mundo como ele é, percebemos o mundo como nós somos.

2009 está sendo um ano e tanto, senhores.

A little less blog posting a little more ranting please. September 8, 2009

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Ok.

Para aqueles que sentiram minha falta, a fonte do meu lap definitivamente queimou.

A respeito disso eu gostaria de fazer o primeiro rant do dia: A MERDA da DELL se reserva ao direito de vender computadores diferentes ao redor do mundo e não disponibilizar peças.

Já existe um precedente do STJ afirmando que empresas que atuam mundialmente têm que oferecer peças para produtos comprados em outros países, mas como eu não estou com saco pra processar a dell, vou meramente comprar algo pirata.

Chupa, Dell, quero que você se foda com suas políticas de segmentação mercadológicas.

Eu poderia já ter comprado a fonte e a bateria no sábado, o problema é que eu acordei com a mãe de todas as ressacas, então resolvi ficar gemendo na cama enquanto eu me hidratava e desidratava.

E agora estou no Tocantins, a trabalho.

Bom, permitam-me resumir para vocês o que é o Brasil:

Repitam esse mantra: “Se você está no Brasil, não está em São Paulo e nem no Litoral, ou você está no mato, ou cê tá fudido, mano.”

E a próxima pessoa que me falar que isso é papo de “Paulista Alienado” eu mando pro Tocantins pra apanhar de jagunço.

Não, eu não apanhei, mas um cara que eu nem consegui conversar ainda tomou umas porradas com pau de tocar gado e, enquanto isso, eu tenho três ferros de marcar no meu carro.

Já andei com bastões de poliamida, facas e espadas. Mas ferro de marcar gado é a primeira vez.

Além disso, alguém pode, POR FAVOR me explicar porque essas MERDAS de cidades do MATO ou CÊ TÁ FUDIDO MANO não possuem a capacidade MÍNIMA de colocar PLACAS nas ruas?

Com todo o respeito cidadãos e prefeito da cidade de Palmas-TO: Eu estou CAGANDO e ANDANDO em CÍRCULOS pra sua PORRA de cidade planejada pelo simples fato de que eu quero que vocês ENFIEM no CU o plano piloto!

Coloquem merdas de PLACAS nas ruas!

Vocês ficam falando de incentivos, que as suas cidades são grandes, possuem estrutura, capacidade laboral… VOCÊS NÃO TÊM PLACAS NAS RUAS!

Eu não estou falando de universidades, ressonâncias magnéticas, nem de caixas eletrônicas.

Estou falando de placas, alguma coisa que os SUMÉRIOS  conseguima fazer com um gravetinho e barro! E eu SEI que vocês tem MUITO barro e gravetinhos pq eu fiquei QUARENTA MINUTOS ANDANDO DE CARRO NO BARRO E GRAVETINHOS.

Eu chego às duas da madrugada nessa MERDA de cidade e tenho que ficar RODANDO até achar a avenida correta!

Por sinal, alguém pode me explicar porque a avenida que corta a cidade NÃO divide a mesma em Norte e Sul?  E antes que me encham o saco: TAMBÉM não divide em Leste e Oeste!

Eu. Estou. Falando. Sério.

Existem quarteirões norte e sul SE INTERCALANDO!

ISSO não faz sentido!

E não vou nem comentar o fato de que a prefeitura CORTA a avenida principal da cidade no meio. Exato: a AVENIDA é INTERROMPIDA por causa da PREFEITURA, porque o IMBECIL do arquiteto achou que ia ser “Exótico”.

Isso é um ótimo símbolo arquitetônico pro Brasil: Você tem que dar uma volta GIGANTESCA no caminho que você queria fazer porque o Poder Público, que só te atrapalha, resolveu ficar PARADO no MEIO do CAMINHO e não te ajuda em nada na sua vida!

Arquitetos do mundo, ouçam-me: Niemeyer já existe um! Não precisamos de mais ninguém complicando a nossa vida porque “é bonito”.

Palmas para o Tocantins!

Agora, eu não quero falar mal só de cidades ou de pessoas em geral. Quero tocar em um elemento que, recentemente, eu vi dois grandes amigos meus repisarem e que SEMPRE me irrita profundamente.

Estou falando de coerência.

Quando eu digo coerência, eu me refiro à coerência entre seu discurso e seus atos. Talvez eu mude o termo que eu uso pra honra ou fidelidade, pra me adaptar algo que me ensinaram meses atrás.

Fidelidade não é algo a se devotar a alguém. Fidelidade é entre você e uma idéia. Se você defende uma idéia, ela faz parte de você e você faz parte dela.

Eu posso tolerar gente incoerente. Posso tolerar gente que tem dois pesos e duas medidas. Pessoas que acham que honra, coerência, fidelidade, ideais, são meramente palavras.

Mas não respeito nego assim. É bíblico: “Seja quente, seja frio, mas não seja morno que eu te vomito.”

Eu respeito muito mais um FILHODAPUTA  de um comunista que quer nivelar a humanidade por baixo; uma babaca feminista que ficou amarga porque alguém comeu e jogou fora; um yuppie escroto que não tem amigos, tem networking, aprendiz de merda de american psycho; um alternativo inseguro que quer ser diferente porque tem uma merda de sentimento de inferioridade; um bombadinho qualquer que se resume a um par de peitinhos na academia, uma gostosa alpinista social, ou qualquer outra merda de esterótipo que me deixa doente.

Mas eu respeito mais do que nego que fica fugindo do que fala, do que diz e do que sente.

Citando frase escrita anos atrás: Sua inteligência é sua lança, sua coerência é seu escudo.

Um post deveras machista. August 27, 2009

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Ok, ok, ok… falar que é machista é um exagero. Quer dizer, pode ser considerado machista só se eu afirmar que homens são melhores seres humanos que mulheres.

Eu não vou fazer isso unicamente porque eu sou homem e tenho meus defeitos. Se eu soubesse quais são, provavelmente eu teria menos defeitos, e seria uma pessoa melhor.

Mas eu não sou, e vou deixar quem quiser falar mal de homens que fale, eu serei abertamente parcial.

Além do mais, pra falar que homens sao melhores que mulheres, temos o Juremeiro e o Dick Masterson.

Ok, cientistas britânicos (porque mesmo quando a pesquisa é em outro país, só cientistas britânicos pesquisam coisas tão estúpidas) descobriram o óbvio: mulheres têm tesão por homem comprometido.

Isso é conhecimento de domínio público. Qualquer homem que ALGUM dia namorou percebeu a diferença.

As mulheres racionalizam e explicam que “se está namorando, é porque ele tem algo de bom”, ou que “não vai ficar de grude”, ou que “é decidido e não tem medo de compromisso”.

Bom, a parte interessante do estudo é que foram mostradas as MESMAS fotos a todas as mulheres, mas quando se informava que o homem tinha namorada a porcentagem de mulheres que os achava “interessantes” era de 90%, contra 59% de interesse feminino quando er informado que esses homens eram solteiros.

Bom, eu adoraria discutir que a única qualidade que uma mulher COM CERTEZA consegue provar ficando com um cara que tem namorada é que esse cara não tem medo de se envolver afetivamente: se envolve afetivamente com você, com a namorada, com a mina da balada e com aquela ex-namorada, pq, afinal, ex-namorada é compreensível.

Isso me fez pensar na famosa frase de que “mulheres amadurecem antes que homens”. Bom, qual a origem dessa frase? A clássica que eu sempre ouvi foi: mulheres iniciam a vida afetivo-sexual mais cedo, querem começar a ficar antes de homens, a namorar antes, a transar antes, etc.

E o que isso pode falar a respeito da humanidade? Que a gente acha que sexo prova alguma coisa.

Homens e Mulheres.

Ou seja, essa pesquisa não prova nada, só prova que a humanidade é uma filha da puta!

Conselhos a um Amigo. August 26, 2009

Posted by Anarcoplayba in Uncategorized.
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Conquista é coisa de desejo, não de amor, porque o amor é coisa de Deus, e deus é devagar. A conquista é pra agora, e o agora é que é de repente.

O Amor é pleno, o Desejo é um sempre-falta.

Fazer alguém te desejar é metade do caminho, porque desejo satisfeito não é desejo, é satisfação.

Faça com que alguém deseje que você a deseje. Isso é desejo ao quadrado.

Tudo na vida é cheio e vazio.

Querido Anarcoblog. August 21, 2009

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Hoje eu quero falar da minha noite de quinta-feira, porque ela foi muito proveitosa e me ensinou muitas coisas.

Eu tive que sair de Paranaíba para ir para São José do Rio Preto porque eu tinha que levar um documento até o Aeroporto.

Peguei o carro e me dirigi para lá, debaixo da maior chuva que eu já peguei na estrada.

Quando eu passei por uma poça d’agua, o motor simplesmente falhou e a luz da injeção eletrônica acendeu, mostrando que o motor pifou.

Eu tentei aproveitar a descida pra fazer o carro pegar no tranco, mas ele não pegou.

Tentei usar o telefone, mas estava sem sinal, e com a bateria acabando.

Coloquei o triangulo na estrada e subi em um morro pra ver se o sinal do telefone melhorava e deu certo. Liguei para o atendimento de emergência da Localiza, quando eu fui atendido eu informei que minha bateria estava acabando e que meu carro tinha parado de funcionar depois que eu passei numa poça d’agua.

A primeira coisa que a atendente me disse foi que eles não substituiriam o carro, porque isso configura acidente.

Eu expliquei com calma e paciência que se eles mandariam ou não um carro substituto, e se uma poça d’água configura ou não acidente seria discutido na frente de um juiz, com meu advogado, que por sinal, era eu mesmo, mas eu precisava primeiro de um resgate. E desejei que ela fosse feliz e realizada na vida.

Não com essas palavras, mas acho que foi mais ou menos isso.

Depois me transferiram para outro atendente, que queria saber o endereço de onde eu estava e, aparentemente, na SP 320, entre jales e fernandópolis não era um endereço bom o suficiente e, se um senhor não tivesse parado de carro e e chamado o guincho do DER que me socorreu, talvez eu ainda estivesse lá.

Consegui chegar no aeroporto, fiz o que eu tinha que fazer, peguei um carro substituto (cara, ser advogado é bom) e voltei para Parnaíba, morto de sono e ouvindo música sertaneja (que é a ÚNICA coisa que pegava no rádio).

Coisas que eu aprendi:

1) FODA-SE se você vai FODER a MERDA de bateria do seu celular recarregando todo dia. Se vai acontecer ALGUMA merda, vai ser quando sua bateria estiver acabando e você vai se foder.

2) PRECISO de uma PORRA de um celular à prova d’agua! Essas MERDAS começam a dar mau-contato com qualquer chuva e sim, essa é a SEGUNDA vez em menos de um maldito ano que eu tenho que falar com uma MERDA de um celular na PORRA de uma chuva.

3) Se fudeu na estrada? Pare no ALTO da PORRA de um MORRO. Lá tem mais chance de pegar sinal na merda do celular.

4) Nunca se surpreenda com a BURRICE alheia. “Estou na chuva, com o carro quebrado, na SP 320, no meio do nada, meu celular está com a bateria acabando e pode ser que eu perca o contato com vocês.” “Senhor, preciso lhe informar que como o senhor passou numa POÇA D’ÁGUA não mandaremos carro substituto.” “FODA-SE A MERDA DESSE CARRO SUBSTITUTO, SUA ANTA! EU PRECISO DE UM GUINCHO, CARALHO! PRIORIDADES!!!!”

5) Ternos são péssimas capas de chuva, mas são melhores que nada.

6) Vale à pena investir em uma Mag Lite caveiro ou alguma coisa que caiba numa carteira.

7) Com sono na estrada? Saia do carro, desligue as luzes e fique um tempinho no escuro, sem referência de nada e ouvindo barulhos estranhos no mato. Medo faz maravilhas.

8) Perdido no mato à noite? Dá pra enxergar as luzes das cidades muito de longe.

9) Quando eu estava no meio do mato… pensando sobre o que estava acontecendo… sozinho… na chuva… dependendo da ajuda de estranhos, eu pensei: “Cara, nem tudo na vida tem uma lição de moral. Essa merda não tá me servindo pra nada, eu não estou me tornando uma pessoa melhor e estou cagando e andando pro sentido de tudo isso.”

Pois é… o Inferno Astral tava sussa demais pra ser verdade. Pelo menos esse ano eu não tive que correr atrás de um ladrão armado com uma faca.

Fuck You. August 19, 2009

Posted by Anarcoplayba in Uncategorized.
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