O Azar. (ou, “De volta para os quinze anos de idade.”)

June 22, 2004 § Leave a comment

Eu ia escrever sobre mortos vivos. E ainda vou, mas tendo em vista os acontecimentos que ocorreram com Mr. Stein e comigo, vou chorar um pouco aqui.

O meu azar começou há umas três semanas, quando eu tive que trabalhar até as 2:00 da manhã 4 noites, e 4 finais de semana.

Depois veio o Interusp, onde (literalmente tacaram merda no ventilador), o que me gerou uma dor de cabeça de 48 horas ininterruptas.

Então veio o pós Interusp, com sua temporada de caça às bruxas.

Entrando em semana de provas, medo de não me formar, de não ter aulas, etc.

Stein bateu o carro e quase morreu.

E, coroando a merda, minha mãe veio pra São Paulo ontem, pra “termos uma conversa”.

Eu imaginei que fosse pra discutirmos nossa relação mãe/filho, pq da última vez que ela quis vir, ela queria que eu mandasse uma amiga que ia dormir em casa e tinha avisado com uma semana de antecedência embora, pq “sua família é mais importante”.

Abre parenteses.

Mas ela nunca disse qual família, visto que ela:

1) pedia para meu pai sair da casa da minha avó quando eu a ia visitar, para que eu não o conhecesse, até que aos 11 anos de idade ele tomou a iniciativa de quebrar as “regras”.

2) Pediu para que eu não visitasse meu padrasto (o cara que fez papel de pai dos meus 7 aos meus 11 anos).

3) impediu as visitas desse meu padrasto.

4) ao brigar com meu tio pediu que eu não o visse.

Fecha parenteses.

Posto isso estava eu pronto pra essa discussão quando ela vira e me fala:

“Vou ter que morar com você.”

Sim. Ela recebeu uma proposta de emprego de um amigo e resolveu ficar aqui metade da semana. No “meu” ap.

O que isso significa?

Que eu voltei pros 15 anos de idade, com minha mãe se metendo na minha vida.

Que eu não posso mais chamar meus amigos pra dormir em casa.

Que minha vida sexual vai cair, pq eu não tenho mais minha casa disponível.

Vou perder minha liberdade.

Pra ter uma idéia, ela já até se meteu na minha vida profissional (Disse que não entendia pq eu pedia mais trabalho se eu estava tão cansado. Será que é porque eu quero ser efetivado?).

O que é pior:

Como eu quero pagar minha formatura integralmente (pra não ter obrigação de convidar todo mundo que eu vou convidar por vontade própria), como eu quero pagar meu cursinho da OAB (pra não ter que ouvir ninguém falando que “se eu estudasse em casa não ia ter que fazer cursinho”), não existe a mínima possibilidade de eu ir morar sozinho me bancando.

Pra finalizar: espero que o filho da puta que inventou essa história de “sacrifício e compensação” esteja queimando no inferno. Só me fodo há 3 anos, suportando tudo com uma postura de “pelo menos eu moro sozinho”. Agora nem isso.

Como só chorar é loser demais, acho que vou ter que finalmente tentar colocar vergonha na cara e colocar minha vida financeira em ordem pra então tentar agilizar a Mansão Malandricus.

Por último: Rípper, olha duas vezes antes de atravessar a rua e durma com a porta do seu quarto trancada. Do jeito que tá todo mundo cagado, a merda pode respingar em você.

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