Mania de imitação.

July 26, 2004 § Leave a comment

O título do post é de um livro infantil do estilo pequeno príncipe (mas muito mais simples), que eu tenho em casa (quem quiser, pede). Pra ter uma idéia, o livro (que se resume a um poema) circulou pela net atribuído a Mário Quintana. (odeio quando isso acontece).

Mas esse post (imitando Stein), é pra falar sobre nossos rabos (de sereia, não nossas bundas) que eu também tenho (não a bunda, o rabo de peixe morto).

Fato: Hoje somos prepotentes.

 

Nem sempre foi assim. Já fomos mais cabaços que os cabaços que xingamos. Ainda sou meio cabaço. Ainda tenho meus pudores, mas acho que melhorei, e continuarei mes esforçando pra melhorar e entender melhor os mundos (o objetivo e meu mundinho autista).

Sei que isso é errado. Apesar de eu ter odiado “The Catcher in the Rye”, sou obrigado a falar: temos que tomar cuidado, senão daqui a pouco seremos o tipo que sentaremos sozinhos num bar porque o resto do mundo não merece nossa companhia, e são todos losers.

(Tá… dentro do panorama atual, eu acho que não… mas ter medo é saudável).

Fato: Nem sempre fomos prepotentes.

Todos nos arrependemos de algumas coisas. Na maior parte das vezes, de não termos sido antes o que somos hoje. Não que sejamos grande coisa, mas é o melhor que nos tornamos. (Da série coisas idiotas: É óbvio que é o melhor que nós nos tornamos. É a única coisa que nos tornamos, anta!)

Fato: no meio do caminho tivemos nosso plot-point.

Esse termo cinematográfico deve ser de conhecimento geral dos publicitários que visitam nosso bar, mas significaria, em um filme, o ponto de mudança. Quando a trama dá uma guinada.

Nosso plot point pode ter sido qualquer coisa. Prefiro manter o meu em segredo pra não banalizá-lo, mas a partir dessa data, você mudou. Por dentro.

E eu não me sinto arrastando um rabo de peixe por um único motivo:

Com o passar dos anos e em esforço consciente de auto engano e mentiras pessoais, eu desenvolvi o Curso Anarcoplayba de Zen Budismo!

(Peça já o seu! Eu agarantio!)

Basicamente: Se você usa o método Anarcoplayba de escolhas (escolha, de forma rápida e segura, tomando como pressupostos de análise o que você sabe e considera importante), você está fazendo a única coisa que você poderia fazer.

Dentro de um panorama “x”, você tem uma escolha, e você a faz. Se o panorama fosse “x²”, a escolha seria outra. E dentro desse panorama, 70% (na minha opinião) é você.

Se eu fosse rico, tivesse uma ferrari e fosse o melhor jogador de futebol da atualidade, eu comia a Cicarelli. Isto é: se eu fosse o Ronaldinho, eu comia a Cicarelli.

Assim, escolhas erradas não existem. Se eu fosse há 5 anos e meio o que eu sou hoje, eu teria feito escolhas melhores. Se eu fosse há 5 anos e meio o Ronaldinho, hoje eu estaria comendo a Cicarelli.

Você é um fruto do seu passado, das suas escolhas boas e más. Se você gosta de você hoje, você TEM que gostar do seu passado. A vida te dá limões, você tem que fazer a caipirinha.

Colocando as coisas em termos pessoais: Meu passado de nerd-cabaço é algo do qual eu me orgulho, pois me deu as ferramentas que eu precisava pra não ser cabaço. Eu lidei com escolhas intertemporais e tive sorte: hoje, alguns amigos que eu conheço estão se fodendo. Forte.

Daqui a alguns anos espero ter mudado e percebido meus erros. Eles serão parte de mim, portanto, só por hoje, espero errar erros que me ensinem alguma coisa.

por exemplo:

Espero parar de escrever textos proibidos pra diabético nesse blog, pois ele é o Malandricus – Bar & Vodka, não o Malandricus – Divã & Lexotan!

No forno da minha mente doentia e estranha: Estatuto Social da Malandricus S/A.

Especial para uma amiga que adora processos seletivos:

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