Equação do namorado/namorada ideal.

August 11, 2004 § Leave a comment

Acho que estava faltando um pouco de anarcoplaybismo nos meus posts, então resolvi desenterrar essa brincadeira do fundo do baú… por email ficou muito melhor (com gráficos e tudo mais). Quem quiser algo inútil, dá um toque.

Antes de mais nada, peço que todos tenham em mente o fato de que tomei minhas experiências pessoais para desenhar essa teoria, e que, por vezes ela é preconceituosa. Pediria ainda que todos soubessem que existem exceções à regra, claro, e que como todo modelo do comportamento humano ele é falho.

Mas na época eu achei interessantíssimo e ela explica muita coisa. A teoria começou depois de uma discussão com a “Sra. Anarcoplayba” da época, que me fez parar pra pensar: qual a principal característica do Homem ideal pras mulheres.

A grande verdade, é que, apesar de não existir UM homem ideal, ou uma qualidade que seja considerada por todas as mulheres como “A” principal (a orientação afetivo-sexual feminina é muuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito diversificada), com base em uma pesquisa da VIP e na teoria de que “Toda mulher gostosa tem um namorado com cara de idiota”, eu imaginei que a maior qualidade de um homem seria a tolerância. Explico:

Em um universo de cerca de 400 mulheres entrevistadas, 30% disseram que o homem ideal era mais novo, pq “não perdeu o romantismo”, 55% que era mais velho “pq sabe o que uma mulher quer”, sendo que 15 % que era da mesma idade.

Portanto, o homem ideal seria um cara extremamente tolerante: tolerante com as exigências da mulher (preponderantemente aceitando-as) e ser tolerante com os erros dela. Notem que tolerância seria definível, grosso modo, como estar apto a esquecer as mancadas da namorada, aceitar que ela não esquecesse as suas mancadas, e se adaptar às exigências dela.

E nisso eu pensei: quando eu era pivete eu era um anjo de namorado. Nossa, aceitava tudo, pedia desculpas nas brigas que ELA começava (minha primeira namorada, in casu), era carinhoso, romântico, gentil, meigo… Um grande e verdadeiro cabaço. Cabaço complacente, ainda por cima.

Então eu pensei: qual a função da tolerância masculina? E imaginei que fosse uma função de segundo grau positiva. Vejamos:

Quando começamos nossa vida afetiva, somos marcados por dois grandes defeitos: Imaturidade e Insegurança. Ceteris Paribus, esses dois defeitos geram uma sensação de “nunca mais vou conseguir alguém como ela”, o que aumenta muito nossa tolerância. Acima dos trinta, o que ocorre é uma queda na auto-estima (estamos ficando velhos, gordos, carecas) o que nos faz ter medo de nunca mais conseguir mulher gostosa e nos leva a perder o controle, procurando constituir uma família logo, o que inevitavelmente nos leva a aceitar situações que não aceitaríamos normalmente (i.é, aumenta nossa tolerância).

E, no meio do caminho tem uma pedra: entre os 20 e 30 anos, por nos sentirmos jovens, maduros (então tá, né…), gostosos, experientes, “Kings of the World”, etc. Acaba gerando uma queda na tolerância. Homens de 20 anos são péssimos namorados, porque SABEM que o mundo é grande, e não aceitam sacrificar o próprio bem- estar pro medo de ficar sozinho.

Em resumo, colocado num gráfico (que não dá pra desenhar em html), a tolerância masculina é uma parábola com concavidade voltada pra cima: é positiva no início, cai entre os 20 e 30 anos, e sobe de novo no fim. As raízes da equação seriam o ponto ótimo de auto estima, ou ponto de tolerância zero, pq vc aceita estar com alguém que apenas não te desagrade, embora não faça todas as suas vontades.

Obviamente, isso varia de homem pra homem, A pergunta que se segue é: isso se aplica às mulheres?

Eu acredito que não. As mulheres, ao contrário dos homens, tendem a se tornar mais seguras de si com o passar dos anos. Elas aprendem que é melhor estar sozinha que mal acompanhada, e adquirem experiência e segurança o suficiente pra conseguir o que querem. Assim, elas não possuem um segundo aumento de tolerância com coisas que as desagradem, mas se tornam mais exigentes por isso a equação deveria ser uma hipérbole (função de uma equação fracionária de coeficiente positivo), isso é: começa tendendo ao infinito, e termina tendendo a zero.

O que eu quero dizer é que a mulher começa a vida afetiva com uma tolerância alta, procurando seu princípe encantado, mas sofre uma brusca queda, e posteriormente tende a se estabilizar.

E o que é essa brusca queda?

Basicamente: Dentro do Universo amostral, cerca de 90% das mulheres que eu conheci foram sacaneadas no começo da vida afetiva (em geral, pelo primeiro namorado), que costuma ser um homem um pouco mais velho, perto dos vinte anos, e em tolerância negativa, o que teoricamente explicaria muita coisa.

Em tempo: gostaria de ressaltar que existe uma grande diferença entre ser um bom namorado/namorada e gostar do seu namorado/namorada. Ser bonzinho, carinhoso, e compreensivo é fácil. Mas amor mesmo depende de cheiro, de gosto, de música, de cérebro, dentre várias outras razões que a própria razão desconhece.

E também que eu estou admitindo que as mulheres não ficquem desesperadas pra casar logo, nem que os homens usem suas contas bancárias pra catar mulher “honesta”.

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