Aceita Ticket?

January 31, 2005 § Leave a comment

Já que a Tia Julie manifestou interesse sobre a vida de nós, jovens solteiros, seguiremos, essa semana falando sobre compras. (pã, pã, pãpã, pãpãpãpãpã – tema de National Geographic)

É verdade que você descobre muito sobre uma pessoa descobrindo com o quê ela gasta seu dinheiro. De certa forma a radiografia do seu extrato bancário diz muito sobre o que você é. Se você gasta 70% com bebidas e baladas e 30% com livros, é sinal que você é mais bêbado que um estudioso. Se você gasta uma porcentagem alta com academia é um sinal que você também é (tecnicamente) saudável.

Admito que é uma tese falha, na medida em que é difícil você fazer uma radiografia de quem não tem salário… mas, restrito o Universo estudado, tá de bom tamanho, oras.

E nisso, queremos falar sobre algumas compras específicas. No caso, uma compra específica. Sexo.

Consideramos natural que qualquer pessoa em idade sexualmente ativa relacione aproximadamente 70% de suas preocupações com sexo, imediata ou mediatamente.

Homens ganham dinheiro (ou parte dele) para fazer sexo. Acho que, exceto quando estamos com vontade de ir no banheiro, estamos com vontade de fazer sexo. E ocasionalmente estamos com vontade de ir no banheiro PARA fazer sexo, como praticamente todos os Malandricus podem atestar.

Sabendo-se disso, vem a pergunta: como comprar sexo?

Pornografia é comprar sexo.

Ir numa balada é querer comprar sexo.

Sair com uma mulher e ser cavalheiro é querer comprar sexo.

Em última instância, sempre estamos tentando comprar sexo. Mas, para efeitos de post, não vamos falar de troca “confiança-sexo”, “carinho-sexo”, ou, em geral “sentimentos-sexo”. E não vamos também falar que não é porque um dos objetivos é sexo que o carinho, a confiança ou os sentimentos não são reais.

Até mesmo porque, depois de um tempo, percebe-se que buceta é tudo igual, e que o que difere é o que acompanha (a mulher).

Pra efeitos de post, vamos falar de compra e venda mercantil. Isso é: troca de serviços de natureza sexual mediante remuneração pecuniária.

E nisso vem a questão, admitindo-se que existem putas, e que as putas que existem são pagas e não-pagas (PP’s e PNP’s) qual a diferença?

Objetivamente:

PP: “Oi… o pograma é 80 real” – Puta que aceita dinheiro cheque ou cartão.

PNP: “Ai… a gente podia ir jantar num em algum lugar, né?” – Puta que aceita pagamento em espécie: você não dá o dinheiro para que ela compre, você compra o que ela quer.

ADIVINHA quem vai pagar o jantar, o vinho, o motel, e todos os três jantares antes de rolar alguma coisa? (Tá… em média um cinema e um jantar)

Isso é… colocado na conta bancária, no final, fica mais ou menos na mesma. Deve ser por isso que mulheres não gostam de prostitutas. Elas criam uma válvula de escape no mercado… “Se você sair com seus amigos você nunca mais vai me ver!”. Ok! A gente passa na Augusta!

É verdade que ter uma dieta à base de putas não é legal. É que nem comer no McDonalds todos os dias: não tem graça… Comida é uma necessidade biológica, mas tem que ter sabor. Assim como sexo. E não, não estou falando de calda de morangos. Hoje.

Só que, a respeito da prostituição, sou obrigado a falar que a mesma tem um valor sociológico muito grande: ensina o valor do sexo.

E senhoras e senhores, sexo vale, mais ou menos, 60 reais (dependendo do seu nível de exigência, podendo cair bastante…).

E porque isso é importante: Não vale à pena você mentir, ser escroto, ter trabalho, conquistar a mágoa de uma pessoa por 60 reais. Pra quê isso? 60 reais vai embora numa balada qualquer… é melhor que foder a vida de alguém (em sentido figurado).

Entendam isso como algo bom para vocês, mulheres: o número de homens que faria QUALQUER COISA ESCROTA por causa de sexo caiu muito nas últimas duas décadas.

Por outro lado, as putinhas não pagas podem se preocupar: o número de homens que faria o que elas querem por causa de uma boa trepada caiu muito. Agora as coisas estão mais equilibradas: mulheres fazem sexo quando querem (desde que o mundo é mundo, mesmo que não seja tão gratificante assim). Homens agora fazem sexo quando quiserem. Igualou tudo, agora é uma questão de poder de convencimento.

Moral da história I: Prostituição é uma coisa boa, visto que mantém os caras que só querem sexo em um mercado restrito, e sacaneia as putinhas não pagas.

Moral da história II: O rugby faz melhor.

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