Sobre o amor e outras avencas e samambaias.

March 24, 2005 § Leave a comment

Sim… nós já falamos de ódio, de saudades dos outros, de saudades de você mesmo, de paixão, de sexo… e nunca nos cansaremos de falar do amor…

Ah, o amor (suspiro)…

Toda nossa vida passamos procurando o verdadeiro amor… e muito já foi dito sobre como identificá-lo. Hoje, tentarei ajudar os milhões de leitores desse blog a identificar o verdadeiro amor, dando minha humilde contribuição e usando por base a sabedoria popular pra ajudar.

Antes de saber o que é o amor, é importante saber o que não é amor.

Todos falam que só o amor constrói. Mas um engenheiro também constrói. É importantíssimo, porém, que você não confunda o amor com um engenheiro.

Isso é o amor:

Isso é um engenheiro:

Também dizem que o amor é cego, mas essa assertiva também é muito perigosa, pois uma touperia é cega e o Ray Charles era cego. E confundir o Ray Charle com uma toupeira é tão perigoso quanto confundir uma toupeira com um engenheiro e com o amor.

Ray Charles:

Toupeira:

Engenheiro:

Amor:

Notem que confundir o Amor com Ray Charles ou com Deus (Deus é Amor) é perigoso. Isso pode significar que o Amor morreu, ou, pior, que desde 1900 o Amor está morto, como dito por Nietzsche.

Pra garantir:

Amor:

Deus:

Nietzsche:

Toupeira:

Existem pessoas capazes de amar um engenheiro (via de regra, as mães de engenheiros), mas isso não transforma engenheiros em toupeiras (a maioria deles) ou em Nietzsche.

Por outro lado, amor com amor se paga. Mas você também paga uma prostituta. Só que, mais uma vez, não é bom confundir o amor com uma prostituta. Se uma prostituta fosse amor, você pagaria uma prostituta com outra, e não com cheques. Guarde bem isso: amor não se paga com cheques, portanto, amor não é cheque.

Na tentativa de identificar o amor, um grupo de cientistas do MIT jogou um cego num crematório (pois amor é fogo que arde sem se ver). Os resultados indicam que o cego não passou a amar os cientistas.

Para tentar, em um último esforço de se explicar perfeitamente o que não é amor, vamos tentar juntar em uma única foto um engenheiro, o amor e uma toupeira. Deus não pôde aparecer (na verdade eu não sei porque ele deixou isso acontecer), Nietzsche cancelou de última hora e os cegos estavam aplaudindo:

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