If you have to ask, you’re not ready to know.

August 4, 2005 § Leave a comment

Dizem que “pergunta idiota é a que não foi feita”. Isso é, obviamente uma injustiça. Como todos sabemos, as coisas idiotas não encontram limites, seu número é infinito.

Afirmar que pergunta idiota é a que não foi feita é excluir um mundo de outras perguntas idiotas. Eu arriscaria dizer que a intenção primordial de instigar a curiosidade nas crianças é tentar fazer com que ela procurem respostas por conta própria. Numa dessas, responder perguntas faz com que as crianças acreditem no que as pessoas falam. O que também é algo idiota.

Portanto, pense muito bem antes de falar a verdade pra alguém. Você pode estar minando a inteligência dela.

Toda pergunta pode ter infinitas respostas. Variando entre a verdade absoluta e a mentira incontestável. No meio do caminho existem as versões, opiniões, meias palavras, duplos sentidos e meias verdades (que também são meias mentiras).

Dentre as outras perguntas idiotas, eu imagino várias possibilidades:

Fazer uma pergunta cuja resposta você já tem.

Isso é muito comum em Uni-bloody-vesities (com agradecimentos à Julie).
Aquele CDF do frente da classe faz um discursinho de três minutos, apresenta um problema, sugere uma resposta e tenta confirmar com o professor.
Vai dizer que vocês nunca viram isso?
Pois bem: Se você possui a resposta, a pergunta é idiota.

Perguntas sem resposta.
Você pergunta pra um padeiro o que ele acha do novo windows XP? Espero que não.
Como todos sabemos, os únicos especialistas em generalidades, autorizados a emitir uma opinião abalizada e respeitável sobre tudo e todos, são os taxistas e, se vc já leu watchmen, os jornaleiros. Sim, estou me referindo a jornaleiros mesmo. Não jornalistas.
Fazer perguntas pra quem sequer se interessa pela resposta é perder o foco da questão.

Perguntas cuja resposta vai beneficiar ou prejudicar o inquirido.
“Benhê, você me ama?” ou “Foi bom pra vc?”.
Encare a realidade. A menos que você esteja lidando com alguém MUITO sincero, ou com um filho da puta de marca maior, só há uma resposta pra essas questões: “Claro, amor…” e “Foi a melhor transa da minha vida.”
Quando você faz uma pergunta desse naipe, ou você pede pra ouvir uma certa resposta ou pede pra ouvir uma verdade dolorosa.
E se a resposta que você vai ouvir tende a ser uma única, e você nunca vai saber se ela é verdade ou não.
Faça um favor a duas pessoas: não peça pra alguém mentir pra você.

Se você não quer ouvir a resposta, não faca a pergunta.
Esse é um ponto interessante.
“Você realmente acha que eu sou um escroto?”
“Acho.”
“Você não tá falando sério.”
“Tô.”
“Não, você só quer me magoar.”
“Não, tô falando sério, você é escroto.”
“Não, eu não acredito no que você está falando.”
Preciso falar alguma coisa?

Além disso também existem as perguntas retóricas, que servem só pra fins de debate.
Essa costuma quebrar todos os princípios supra expostos, por liberdade poética.
Cabe lembrar que perguntas retóricas tendem a ser perigosas.

Depois de tudo isso, eu só queria perguntar uma coisa:
Vocês me amam?

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