O Anarco Traiu o Movimento, Cara!

January 30, 2007 § Leave a comment

Sim, cheguei à profunda e irrevocável conclusão de que eu traí o movimento. O movimento Franciscano, pelo menos.

Dia desses em uma conversa, me lembraram que eu me formei na USP. Sim, para aqueles que não sei lembram, eu admito, não orgulhoso, nem com muita vergonha, que eu sou um advogado formado na USP.

Isso é, pelo menos por definição, uma coisa boa. Eu tive excelentes professores e pude atingir na minha área de vocação uma perícia considerável, fora um entendimento razoável de toda a área jurídica.

Ainda assim, não me sinto como um advogado propriamente dito. Muito menos como um advogado formado pela USP.

Minha aproximação dos problemas que cercam minha vida é muito mais uma abordagem lógico-econômica que outra coisa. Diante de uma situação eu analiso as possibilidades e depois traço uma relação custo benefício. Às vezes isso envolve uma petição inicial, outras vezes isso envolve passar alguma grana num aperto de mãos. N’outras isso significa dar porrada pra caralho.

Eu prefiro ler Quadrinhos a ler livros de “logias”. Prefiro ler poesia a ler prosa. E prefiro ler sobre economia a ler sobre direito. E se alguém aqui não sabe, a maior rivalidade que existe entre duas ciências humanas é entre o direito e a economia.

Sou péssimo pra “fazer network” (que é um eufemismo ótimo pro ato de cultivar relacionamentos com segundas intenções de natureza profissional e econômica). Na verdade, eu tenho cultivado uma postura extremamente simplista de que as pessoas se dividem em três categorias: as que eu odeio (5%) as que eu amo (25%) e as que eu cago e ando (70%). E as que eu amo eu amo por pura e simples afinidade.

Por outro lado, embora eu não tenha as qualidades dos advogados, eu com certeza tenho alguns dos seus defeitos.

A meu modo eu sou extremamente competitivo. Meu superego sabe o quanto eu me policio pra não me tornar um babaca completo e ficar na categoria de mild babaca.

Sinto-me estranho, muitas vezes, ao encontrar e conversar com amigos meus de faculdade. Subitamente me sinto “em outra”. Não gosto de conversar sobre direito. Ultimamente não tenho me dado muito bem com discussões jurídicas. No máximo gosto de resolver problemas jurídicos. E olhe lá.

É aquela história… Se eu vivesse num mundo em que eu pudesse ganhar dinheiro com assassinatos por encomenda, serviços de mercenário, guerra, guerrilha e combates ou coisas do gênero eu ganharia muito mais dinheiro.

Huuuuuummmmmmmm…

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