Vamos falar sobre o efeito borboleta e a teoria do caos.

October 14, 2007 § Leave a comment

Nós sempre falamos sobre a teoria do caos. De fato é um tema fascinante, especialmente quando obtemos comprovações interessantes a respeito.

Nos últimos anos eu venho me dedicando cada vez mais às artes marciais, o que efetivamente reduziu em muito minha capacidade de convívio social.

Isso em si é uma coisa problemática. Some a isso o fato de que eu assisti duas vezes em menos de 48 hrs “Tropa de Elite”.

E, bem, o que eu posso dizer… é um filme que mexe com a testosterona.

Pois bem, esses dois fatores aparentemente não tem nada a ver com a noite de ontem, mas não é bem por aí.

Fomos na Anzu. Bebi demais, e resolvi subir no camarote b pra dar uma descansada no sofá.

Deito-me, tranqüilo, feliz e contente, e devidamente bêbado.

Eis que um babaquinha resolve pagar de gostosão pra namorada e resolve jogar um pouco de bebida na cara do bêbado no sofá.

Bem… tentem entender, eu ando uma pilha de testosterona. Levantei de um salto e comecei a “conversar” com ele e com os 3 amigos dele, e as namoradas.

Bom, a primeira parte interessante foi ele ver que era difícil saber que o bêbado no sofá era grande. Ele ficou pálido. O diálogo que se seguiu envolveu mais ou menos as seguintes frases repetidas à exaustão:

“Seu filho da puta, ta pensando que tá fazendo o que?”

(Tapa na cara)

“Seu merda, vai mexer com quem ta quieto?”

(Empurrão)

“Que foi, filho da puta? Vai comprar a briga dele?” (Pros três amigos do babaca).

“Sai da minha frente, vagabunda!” (Pra namorada do babaca).

“Você acha que eu sou moleque? Quem aqui é moleque, seu merda?” (Resposta ao argumento de “Foi uma brincadeira.”)

“Desculpa um caralho, seu bosta!” (Minha resposta depois pro “desculpas” que ele pediu).

Bom, enquanto a balada via eu tretando com o mané, entre empurrões, tapas na cara e provocações gratuitas, chamaram os seguranças da casa. Chegaram mais ou menos uns cinco, e um dos seguranças me perguntou o que aconteceu, eu passei a mão na minha cara e mostrei pra ele que minha mão tava molhada e disse: “Esse filho da puta jogou bebida na minha cara. O que você acha que eu devo fazer com ele?”

O segurança foi levar nós dois pra salinha, e eu pensei: “Me fudi.”

Contrariando minha expectativa de ser sumariamente espancado, o babaca foi expulso da balada e me deixaram ficar.

Depois de ter saído, tomei umas champagnes saboreando o resultado da treta. Tipo, não teve uma briga no sentido estrito da palavra.

Mas violência moral é quase tão bom quanto violência física. E humilhar alguém que merece é sempre bom.

Um tempo depois, encontrei o Matuskela e fomos procurar o Stein. Encontramos ele no meio de um dos camarotes, com umas três meninas ao redor dele e uma delas olhou pra mim e falou a frase que me fez entender tudo: “Hi, do you speak portuguese?”

Vamos tentar entender agora, como o Stein foi parar naquele camarote.

Cerca de uma hora antes, por causa de uma confusão no camarote b, todos os seguranças daquela ala da balada foram separar um princípio de briga que começou porque um cara jogou bebida na cara de um outro cara que estava no sofá.
Todos os seguranças daquela ala, inclusive o que impedia as pessoas de entrar na cabine dos dj’s.

Quando os seguranças saíram de perto, Stein resolveu ir trocar umas palavrinhas com seu ídolo. Na cabine o DJ perguntou “Hi, from where you are?” ao que Stein imediatamente responde: “New Zealand.”

A partir daí, foi descendo o morro acelerando na ladeira: As meninas do camarote viram o Stein na cabine, pediram para entrar e ele respondeu a única coisa que ele poderia responder: “What? Pardon? I don’t understand.”

Pois bem, de Neozelandês pra um dos Dj’s que já tinham tocado na noite foi um passo.

Assim, quando a menina olhou pra minha cara e perguntou se eu falava português, eu tinha algumas opções:

  1. Desmascarar o Stein.
  2. Entrar no “bonde do caô” do Stein e arriscar desmascarar o Stein (meu inglês não é nem de perto tão bom).
  3. Ou a terceira opção que foi a que eu de fato segui:

“Yes, I speak portuguese, and yes, he is my friend, and yes, he is from New Zealand.”

Dizem que o bater das asas de uma borboleta na Amazônia pode provocar um tufão na Ásia.

Pois bem… O Capitão Nascimento trouxe um novo DJ da Nova Zelândia pro Brasil.

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