Sobre a Fossa das Marianas.

July 22, 2008 § Leave a comment

Já pararam pra pensar sobre como nomes são importantes na vida de alguém?

Por exemplo, quando as pessoas têm nomes compostos e suas mães, quando enfurecidas as chamam pelo nome completo.

Eu, como possuidor de um nome composto posso falar desse trauma. Bem como do trauma de nunca conseguir explicar meu segundo nome de cara. O que é algo muito ruim pra alguém que gosta de ser chamado pelo segundo nome.

Mas não quero falar sobre meu nome. Eu queria falar sobe algo profundo.

E todos sabem que a coisa mais profunda que existe no planeta é a Fossa das Marianas.

Não me refiro a uma arcaica forma de lidar com dejetos humanos, mas sim me refiro ao abismo existente perto da Oceania e para o qual, por incrível que pareça, nosso amigo Stein NÃO colaborou.

Se eu tiver uma filha (se Deus errar e me deixar procriar), vou tomar o cuidado de não chamá-la de Mariana. É o mínimo que eu posso fazer, na esperança de que ela não curta grandes fossas pela vida.

Mas esse texto está sendo escrito porque eu quero falar de coisas profundas. Esgotado o tópico a respeito da Fossa das Marianas, gostaria de falar sobre alguma coisa que me faça comer mulheres gostosas.

Mas a quem eu estou querendo enganar, se escrever um blog ajudasse pessoas a fazer sexo, a primeira regra da Blogosfera não seria válida: Quando mais sexo, menos posts.

Assim, tudo o que vocês podem inferir deste post é que nesse exato instante no qual estou escrevendo isso, eu não estou fazendo sexo, o que é algo ruim, por não estar fazendo sexo, mas, convenhamos, é bom, porque se eu estivesse escrevendo isso durante o sexo eu estaria com uma mina que manda muito mal, e isso é muito pior que não fazer sexo.

Agora, o assunto profundo sobre o qual eu efetivamente gostaria de escrever diz respeito a mudanças.

Pessoas mudam, contra fatos não cabem argumentos.

Obviamente isso não significa dizer que pessoas mudem sempre pra melhor. Uma amiga minha diria que a chance é de 50% (afinal, ou muda pra melhor, ou muda pra pior, oras).

O problema é que quando as pessoas mudam existe um “lag” para que as pessoas percebam que a mudança ocorreu e é verdade.

Isso ocorre porque a percepção de mudanças demanda comportamento. Escolhas, por assim dizer. E escolhas só podem ser tomadas quando os fatos permitem. Ou, colocando de forma filológica: A gente mede o caráter quando a água bate na bunda.

Nesse aspecto, as segundas chances são, invariavelmente, um ato de fé.

Ninguém merece uma segunda chance. Segundas chances não são um direito potestativo, algo que eu exijo e alguém vai me proporcionar. Segundas chances são um favor que alguém com muito sangue frio faz pra você.

O Erro é um desvio entre intenção e resultado. É querer alguma coisa boa, certa ou justa e não conseguir. Não se confunde em absoluto com querer objetivos ruins, errados ou injustos.

Errar não é traço de caráter. Fazer escolhas erradas é.

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