Onisciência.

October 20, 2008 § Leave a comment

“O tempo é um diamante cristalino e multifacetado, sendo que de cada face é possível enxergar as outras, embora vocês humanos insistam em fixar o olhar em uma só.” Dr. Manhattan – Watchmen.

Em algum lugar três anos no passado, Lindenberg resolveu namorar Eloá. Três anos depois e uma semana atrás Lindenberg resolveu matar Eloá.

Uma semana no futuro, oito pessoas receberão os órgãos de Eloá.

Quando olhamos pra frente, vemos uma miríade de caminhos. Quando olhamos para trás é como se nossa vida fosse uma estrada única.

Qual é nossa função? Qual o papel que desempenhamos nesse imenso palco de Shakespeare?

Para Eloá, Lindenberg foi o fim de sua vida. Para oito pessoas, foi o recomeço de uma vida. Podemos falar que foi uma tragédia? Podemos, se olharmos apenas para uma face do diamante.

Há cerca de 30 anos uma menina de 16 anos pegou um rifle e abriu fogo contra crianças em um playground. Dois homens morreram.

Bob Geldof escreveu uma música falando disso (“I don’t like mondays”). Quantas pessoas dançaram ouvindo essa música? Teria ela virado a música tema de um namoro? Talvez de um casamento? Pessoas riram ouvindo a música? Acordaram nas segundas-feiras de manhã a ouvindo com o intuito de deixar o dia mais leve?

Se você pensasse nas consequências de seus atos… continuaria agindo?

Doctor Manhattan: Thermodynamic miracles… events with odds against so astronomical they’re effectively impossible, like oxygen spontaneously becoming gold. I long to observe such a thing.
And yet, in each human coupling, a thousand million sperm vie for a single egg. Multiply those odds by countless generations, against the odds of your ancestors being alive; meeting; siring this precise son; that exact daughter… Until your mother loves a man she has every reason to hate, and of that union, of the thousand million children competing for fertilization, it was you, only you, that emerged. To distill so specific a form from that chaos of improbability, like turning air to gold… that is the crowning unlikelihood. The thermodynamic miracle.
Laurie Juspeczyk: But…if me, my birth, if that’s a thermodynamic miracle… I mean, you could say that about anybody in the world!
Dr. Manhattan: Yes. Anybody in the world. ..But the world is so full of people, so crowded with these miracles that they become commonplace and we forget… I forget. We gaze continually at the world and it grows dull in our perceptions. Yet seen from the another’s vantage point. As if new, it may still take our breath away. Come…dry your eyes. For you are life, rarer than a quark and unpredictable beyond the dreams of Heisenberg; the clay in which the forces that shape all things leave their fingerprints most clearly.
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