Um Post como Nenhum Outro.

May 5, 2010 § 6 Comments

Depois de falar tanto sobre o que eu sei (ou acredito que sei) vamos inverter um pouco e falar sobre o que eu não sei.

Ok, em primeiro lugar: qual o sentido da vida?

Eu não sei. De uma forma grosseira eu diria evolução, uma vez que à medida que superamos alguns problemas, problemas novos surgem. A vida me parece, eternamente desafiadora.

Tal evolução tem um fim?

Não sei. Sei que estamos em um momento de interação: aprendendo e ensinando, dando e recebendo. Haverá um momento em que esse tipo de interação se torne despicienda? Um momento em que apenas ensinemos? Não sei. Creio que sim, mas pode ser que não.

Um mea culpa: Não é a extinção do ego, mas sim do egoísmo.

Mas uma ressalva: pelo menos nesse presente momento, não tenho certeza que o ego seja imortal ou necessário. Mas sei, no entanto, que andei usando equivocadamente as palavras.

Cada vez mais percebo que sou, de fato, Anarco-Playba, no sentido de que nada expressa tão bem as contradições que vivo.

Recentemente tive a oportunidade de ver algo que mexeu comigo muito… uma pessoa way over outta my league foi pega numa discussão com uma pessoa way under outta my league. Os motivos não importam, o que importa é que a pessoa way over outta my league saiu levemente abalada da discussão.

E eu pensei: cara… essa pessoa se abalou por isso? Não faz sentido…

Óbvio: ele provavelmente se abalou por motivos que eu sequer sou capaz de conceber… mas se abalou.

E isso me fez pensar… realmente… não adianta. Dentro do horizonte de eventos de hoje, o objetivo permanece a uma longa distância. É nitidamente visível, mas, para mim, quase fora de alcance. E assim se passará o tempo que me será dado viver sobre a terra.

(E cara… apesar de ser coisa de comunista, Brecht é foda.)

E, sinceramente? Por ora, cansei de coisas profundas… aguardem uma série de posts leves.

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§ 6 Responses to Um Post como Nenhum Outro.

  • Karina says:

    É… não importa o quanto a gente se disponha a abstrair, refletir, matutar… há uma vida diante de nós, tão mundana quanto envolvente, talvez até superficial aos olhos de uns, mas irresistível.
    Uma vida bem humana, para a qual sempre voltamos sem que nunca tenhamos saído.
    ISSO é contraditório. Mas viver é isso aí.

    E esse mea-culpa deu uma boa clareada.

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  • Petite Poupée says:

    Vai dar leveza a sua erudição? Então fale das borboletas, das rosas, dos Rosas…;)

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  • Nina says:

    Quando leio “Por ora, cansei de coisas profundas… ” não consigo controlar minha mente perversa e começo a rir.

    =D

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