Epílogo: I stand corrected.

July 20, 2010 § 8 Comments

Durante os últimos três posts eu falei sobre julgamento.

Isso porque eu vinha remoendo uma dúvida: o que difere a análise do julgamento?

Para mim, até então, as mesmas eram sinônimos intercambiáveis apenas por uma questão eufemística: “Eu não julgo, eu analiso”.

Nos comentários abaixo, no entanto, eu refleti e agora quero afirmar que mudei de idéia: existe diferença sim entre julgamento e análise.

O Julgamento é o fim da Análise.

Quando você parou de analisar, quando você cristalizou sua opinião, sua análise virou julgamento.

Ou seja, agora eu acredito sim que exista uma distinção entre análise, julgamento e condenação. E acredito que esses três elementos estão em ordem decrescente de virtude.

Condenar é impor pena. É executar a sentença. É entrar na vida dos outros, algo que, de fato, não é civilizado fazer. (Tanto não é que a única pessoa que pode condenar e executar a pena é o Estado).

Julgar é pôr fim à análise. Porém, colocar fim à análise é algo negativo. É negar a si mesmo a possibilidade de mudar de idéia.

Análise é sim a Razão na Terra. Não analisar é não exercer suas funções racionais.

Óbvio, ainda defendo que você deve manifestar suas opiniões no mundo, sempre, óbvio, tomando o cuidado para não agredir o interlocutor. Como eu disse antes: se me colocassem na frente do Marcelo Rubens Paiva, por educação, eu ficaria de boa.

Mas que eu acho ele uma anta, isso lá eu acho.

Não vou dar continuidade a outros pontos da discussão aqui, porque comment se responde com comment, não com post, mas essa conclusão merecia um post só pra si.

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§ 8 Responses to Epílogo: I stand corrected.

  • Nicky says:

    Você acha que dá pra parar na análise, sem fazer julgamento, ou que algumas pessoas simplesmente não o manifestam?

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    • Anarcoplayba says:

      Eu acho que o correto é você manter a análise como se fosse um gráfico em função do tempo.

      Você deve se manter sempre analisando, mas se precisar de uma decisão em um momento X, deve manifestá-la. Se te pedirem uma decisão em momentos diferentes, esta pode ser ou não diferente em função do tempo de análise transcorrido.

      Respondendo à sua pergunta: na minha opinião, em um determinado tempo “t”, todos temos um julgamento “j”. Se manifestamos ou não, é outra discussão.

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      • Nina says:

        As vezes vc pode ter dados insuficientes para em t expressar j.
        Então vc suspende o juízo.

        Mas, discorrendo sobre sua ideia. Quando vc julga, vc não para de analisar. Geralmente acontece um processo interessante: você continua analisando sim as variáveis, mas agora de forma mais enviesada, de forma que sua análise continue respaldando seu julgamento.

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      • Nina says:

        Ah! Quero 10% dos lucros desse post.

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      • Anarcoplayba says:

        Claro. Em Jack Daniels.

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      • Nina says:

        Teoricamente eu deveria sair no lucro…

        Não sei porque esse pagamento me soa com outras intenções…..

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      • Anarcoplayba says:

        Porque você fez um julgamento do meu caráter, e está me julgando como se eu fosse um manipulador cheio de segundas intenções.

        Parabéns, tô orgulhoso de você!

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      • Nina says:

        Então…

        vc pode adicionar mais uma variável na equaçào…

        Análise…….julgamento………….tomada de decisão

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