Por que eu não vou votar na Dilma.

September 14, 2010 § 33 Comments

Depois do post de Opiniões Políticas, o Post de Raiva do PT.

Depois vem o post de Raiva do sistema político em geral (Sim, incluindo todo mundo: PFL, PMDB, PSDB…)

Pois bem, como eu havia informado no texto anterior, eu sigo uma orientação política tendendo ao libertarianismo: Estado Mínimo.

Novamente, Estado Mínimo não significa Estado Inexistente: É necessário um sistema jurídico-legal e um papel do Estado enquanto investidor de baixo retorno econômico e mesmo prejuízo: Sistema de Saúde e Educação não tem que dar lucro (embora eu acredite que seja possível).

Por outro lado, especialmente, eu sou a favor de uma redução drástica na carga tributária.

Pois bem, os gastos públicos hoje equivalem a mais ou menos 40% do PIB, e isso envolve tudo: desde nossos maravilhosos sistemas de saúde e educação até as maravilhosas “bolsas-existência”.

Na prática, isso significa que o Estado tira 40% dos nossos salários e gasta como bem quer. E se você é do sudeste, ele vai gastar uma parte boa disso com o Norte e Nordeste.

Pois bem, se ele tira 40% dos nossos salários e tudo o mais, como fazer para diminuir essa sangria?

Fácil: Diminuir gastos.

Isso é meio lógico, não? Sabendo-se que o Estado tem um gasto gigantesco, antes começar a arrecadar menos ele precisa gastar menos.

Pois bem, o PT não tem uma política de redução dos gastos públicos. Muito pelo contrário.

Nos oito anos de governo Lula houve um aumento gigantesco na folha de pagamento do terceiro escalão (burocratas simples) e uma ampliação dos gastos públicos com as bolsas-existência.

Por quê? Porque os membros do Partido que tenham cargos públicos pagam um percentual do salário ao PT e as bolsas-existência são o sistema assistencialista de compra de votos mais bem sucedido da história desse país.

Nunca antes na história desse país um partido dominou tão bem o Poder.

Ou seja: enquanto não enxugarem os gastos públicos a carga tributária não vai cair.

E tem ainda um outro problema: O Brasil (se não em todos, em alguns setores) está funcionando em fluxo de caixa: O dinheiro que entra sai na mesma hora. Precisamos dar uma estruturada nas contas públicas, sabe por que?

Porque (por exemplo) nossa previdência está fudida.

Um regime de previdência (pública ou privada) PRECISA funcionar com base em capitalização: Eu contribuo, o administrador pega esse dinheiro, faz render e, quando eu me aposentar, ele me devolve.

O que acontece no Brasil? Quem entra agora está pagando a aposentadoria de quem está aposentado agora, não a sua.

Sabe quem fazia isso? O Maddoff, o cara que deu um prejuízo em uma tonelada de gente nos EUA.

E sabe o grande problema desse tipo de organização? Ela só funciona enquanto estiver entrando mais gente. Ou seja, a população economicamente ativa tem que ser maior que a dos aposentados.

Só que nós sabemos que a população não pode continuar crescendo desse jeito (o planeta não aguenta), e, graças a deus (pro planeta) não está.

No âmbito humano, no entanto, como disse meu professor de Direito dos Seguros: Alguém vai se ferrar. Se não forem os aposentados de agora, seremos nós ou nossos filhos.

Pra mim, enxugar os gastos públicos é premente.

E quem enxuga gastos públicos é o PSDB, não o PT (basta ver o quanto funcionários públicos cagam de medo de um governo PSDB).

Agora vem a questão que foi levantada: “Ah, mas houve uma melhoria concreta na qualidade de vida.”

Sim, houve. O que foi apelidado de “Felicidade Interna Bruta”. Sabe o problema (na minha análise das coisas)?

É artifficial. A dita “felicidade interna bruta” é decorrente diretamente do consumo. Esse consumo foi ampliado com duas coisas: 1) a Bolsa-Existência; e 2) Abertura de Crédito.

O fato é que as pessoas estão sim comprando casa, carro e TV de LCD. Ás custas de um endividamento médio de 40% do orçamento familiar.

Você não está ganhando mais dinheiro: você está contraindo mais dívidas.

Sabe a diferença? Se esse período de bonança econômica mundial sofrer um revés, vai surgir um efeito cascata. Quer uma curiosidade? A Crise de 2008 nos EUA decorreu disso: oferta exagerada de crédito ruim mascarada com um verniz de garantia.

Resultado: Quanto começaram a não pagar os empréstimos os bancos viram que seus ativos não eram tão grandes e foram atrás das garantias contratuais que eles tinham: hipotecas das casas.

Sim, o Brasil está protegido contra isso: Nosso sistema judicial não funciona, o que vai causar uma dificuldade muito grande de recuperar esse crédito SE essa recessão acontecer.

Mas gente, acredite: eu trabalho com recuperação de crédito: é deprimente.

Pra encurtar a história: O PT advoga um Estado grande, forte, atuante na economia, que é algo que tem uns lados positivos, mas é feito às custas da SUA liberdade (afinal, seus impostos…), e, a despeito dessa sensação de felicidade de comprar um carro novo e uma TV, acredite, as coisas não estão tão bonitinhas assim:

“Razões eleitoreiras ?

Voltaram a circular as informações de que Dilma, se eleita, fará mesmo um ajuste fiscal de boas proporções. Na lista entra até a regulamentação das mudanças na previdência do setor público, que Lula não conseguiu fazer, e alterações também na previdência dos empregados do setor privado, para aumentar o tempo de contribuição para a aposentadoria. Pode ser que sim, pode ser que não. Estranha-se apenas que a candidata não assuma esses compromissos publicamente, antes das eleições. A razão, porém, é simples : isto pode tirar votos em territórios nos quais a ministra navega livremente – empregados do setor público, sindicalistas.

Contas a pagar

Quem já mergulhou mais fundo no orçamento de 2011, enviado há dias ao Congresso, não gostou do que viu. Do lado das despesas, faltam provisões : para as emendas dos parlamentares do tamanho que eles esperam e vão exigir, para ressarcimento dos Estados pela isenção do ICMS nas exportações pela Lei Kandir, para o aumento pretendido pelo Judiciário, para o novo teto salarial das policiais e corpo de bombeiros… Do lado da receita, a estimativa de arrecadação está no limite do otimismo.

Mais impostos ?

Por essas e outras, há desconfianças de que vem por aí um aumento de carga tributária – e não apenas por conta de ganhos de eficiência da Receita Federal. A chave poderia ser a votação de regulamentação da EC 29, aqui já referida, com regras para a transferência de recursos para a saúde. O que se prevê é que com ela o setor ganhará mais cerca de R$ 10 bilhões ao ano. No projeto está contemplada a volta da CPMF, com o novo apelido da CSS – Contribuição Social para a Saúde. A proposta está pronta para ser votada na Câmara.

Contas a pagar – II

Multiplicam-se os truques contábeis para garantir um superávit primário – de papel – no governo Federal este ano do tamanho do que está prometido. Até a capitalização da Petrobras vai entrar na roda. Na prática, o governo garante o gasto real e contabiliza papéis, com chumbo trocado entre o Tesouro e estatais. Desfazer este novelo será um dos desafios da próxima administração Federal.”

Fonte: Radar na Real, Migalhas: http://www.migalhas.com.br/mig_eco_politica.aspx

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§ 33 Responses to Por que eu não vou votar na Dilma.

  • Petite Poupée says:

    Se o que estamos vivendo é uma bolha Anarco, eu espero que demore bastante tempo para estourar…

    Período de bonança econômica mundial? Hã? Meio mundo está com a economia fechada, se protegendo ao máximo e isso é bonança? Explica melhor…

    Mas pera, quer dizer que as pessoas estão felizes porque podem se endividar??? Explica melhor…

    Enxugar gastos públicos é arrochar funcionário público? Explica melhor…

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    • Anarcoplayba says:

      1) Tbm espero. Estou prevendo uns 8 anos. Mas posso estar errado. Sabe o bom de ser pessimista? Estar errado é bom.

      2) Não estou me referindo à Crise de 2008. Estou me referindo ao período 2002/2008, que permitiu que o Brasil conseguisse um superavit primário (exportações puxadas pelo Agronegócio e pela Mineração) que garantiu um colchão de ar pra estimular o consumo artificialmente (redução de IPI – Lembra? Só dá pra abaixar os impostos se tiver dinheiro em caixa? – e Bolsa Existência).

      3) Não houve um aumento do poder de compra. Houve um aumento do crédito oferecido.

      As pessoas conseguem sim comprar uma casa, baseado num financiamento imobiliário que é assustador.

      As pessoas conseguem sim comprar um carro, financiando.

      O fato é que o endividamento médio das famílias cresceu muito. E por que? Porque elas estão consumindo mais só que sem lastro salarial. As pessoas estão felizes porque podem comprar bens de consumo, mas pra fazer isso estão comprometendo o orçamento familiar. Eles não têm com o que se preocupar… CONTANTO QUE não mude nada.

      http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=104350&codAplicativo=2

      4) O Governo gasta com o q? Com a máquina estatal, com investimentos e (hoje) com assistencialismo.

      Dá pra enxugar os investimentos? Não. O Gargalo hj do Brasil é infra-estrutura. Sabe pq o Apagão “do FH”? Porque cresceu o consumo sem investimento em infra-estrutura da Matriz Energética, coisa que deveria ter sido feita bem antes.

      Os portos são um gargalo de exportação. As estradas e vias férreas de distribuição. E olha que eu nem estou mencionando os gastos com saúde e educação.

      Dá pra cortar a Bolsa Existência? Não se alguém quiser se eleger nesse país (Tema do próximo texto).

      Sobra o q? A Máquina estatal. O Que é o Arroxo do funcionalismo público? Não contratar mais gente (o que, em tese, aumenta o serviço) e não reajustar o salário.

      Porém, o PT não faz isso, ao contrário: ele tbm vive da esperança dos concurseiros e dos funcionários públicos de aumentos e mais concursos. Tem amigo meu que vai votar na Dilma só por isso.

      Isso pra não mencionar a farra da Copa e das Olímpiadas…

      E, nesse aspecto, eu realmente sou bem simplista: O setor público devia funcionar como o Privado: Trabalha das 9:00 às 18:00, bônus de produtividade, não deu certo, parte pra próxima.

      Tá explicado?

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      • Petite Poupée says:

        “E (hoje) com assistencialismo?” Tá de sacanagem, né? Quem inventou essa porra de assistencialismo foi o FHC mané!

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      • Anarcoplayba says:

        Olha, se foi o FH ou o Lula, tantofas pra mim. O FH, em tese, quando lançou esse assistencialismo, lançou de forma condicional: vinculou a presença na escola, à entrega de alimentos, etc, etc.

        Foi o FH que criou? Não, foi idéia do pai do Supla. A questão é o que o Lula fez com isso.

        De mais a mais, pretendo falar sobre o assistencialismo com mais atenção no último texto.

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      • Karina says:

        parte pra próxima = exoneração?

        o problema é que o atrativo do serviço público é justamente a estabilidade. se não houvesse, será que se conseguiria suprir essas atividades com gente que poderia estar no mercado ganhando muito mais? por mais que haja bonificação, o dinheiro público é limitado, não existe saco sem fundo. Sem ser atividade lucrativa, então, o fundo do saco é logo na superfície.
        Da mesma forma que o Estado investe onde não há atrativo para o setor privado, o funcionalismo é necessário para equipá-lo nas suas competências de Estado mínimo.

        como equacionar isso?

        O grande problema do serviço público é essa desvirtuação que mescla corrupção, aparelhamento e ineficiência.

        o primeiro e o segundo ainda podem ser evitados e penalizados, mas a indolência que faz perpetuar o terceiro (não na figura da totalidade dos servidores, claro) parece uma instituição, de tão arraigada. É toda uma cultura a ser revista.

        Pegando o gancho… se se conseguisse reduzir consideravelmente esses 3 males, não seria preciso arrocho algum. Estaríamos estirpando as células ruins para manter o corpo vivo e saudável, sem prejuízo das células boas.

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      • Petite Poupée says:

        Pelo que eu saiba, as regras para o bolsa família não mudaram: renda mínima menor que $120,00 per capita, menores matriculados e frequentando escola, carteira de vacinação em dia, gestante fazendo pré-natal.

        Veja, por causa da bolsa-família muitos índices melhoraram desde frequência escolar à mortalidade infantil.Fato.
        E não me venha com aquele blábláblá de ensinar o povo a pescar…me poupee!

        O que eu acho sacanagem é dizer ou achar que um benefício de $30,00 por criança estimula a mendicância. Eu não conheço ninguém que ganhe bolsa-família e não trabalhe, mas eu tenho uma porrada de amigas que se viram obrigadas a pagar mais pra sua empregada-escravinha (ou até dispensá-las) por causa do bolsa-família.

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      • Anarcoplayba says:

        Bom, admito que você tem Razão, Ka. Não pela necessidade da estabilidade para atrair as pessoas para o serviço público: em tese, bastaria você aumentar os outros atrativos, mas o que me fez amenizar essa colocação agora foi outro fator: Concursos Públicos.

        Funcionário público TEM que ser contratado por concurso (isso é um fato E uma opinião). Uma empresa privada pode contratar alguém porque é parente ou porque é gostosa. A Administração não.

        Por outro lado, mantenho a tese da Remuneração variável ou alguma espécie de prêmio/punição pra combater a ineficiência. A corrupção já é crime… e o aparelhamento deveria ser.

        Os fundos pro SErviço Público são algo muito complicado. Eu falo que no Tribunal de Justiça de São Paulo 40% das custas remuneram todo o Tribunal. Os outros 60% são repassados ao Estado. Aí vem aquela história: e se as custas fossem todas pro TJ? Ele poderia dobrar de tamanho: duas vezes mais juízes, desembargadores, funcionários… e ainda sobrava uma caquinha pra investir na infra-estrutura.

        Mas não. Eu acho que, dentro da medida do possível, os órgãos públicos deveriam se auto-remunerar. Em alguns casos isso não é possível. Hospitais, por exemplo.

        Mas aí já estamos entrando em outra discussão: colo alocar recursos nos serviços essenciais, enquanto a discussão que eu quero travar aqui não é essa, mas sim: Devemos alocar recursos além dos necessários? O que é necessário e o que não é?

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      • Anarcoplayba says:

        Petite, os benefícios do BF variam de 22 a 200 reais. Aqui no sul e sudeste não serve pra nada. No Norte e Nordeste se vive com isso.

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      • Karina says:

        primeiro, autocorreção: extirpar, com X rs

        Não entendi o que vc quis dizer ao mencionar a necessidade de concurso público.

        Mas até concordo que com alguns atrativos a mais seria possível concorrer com o mercado, afinal nem todo mundo vai poder estar no melhor emprego, para cada pé existe um sapato velho. Mas o serviço público não pode correr esse risco de faltar servidor. É serviço à sociedade, não pode parar.

        A ideia da bonificação para combater ineficiência tb acho bem razoável. Mas periga se tornarem mais um instrumento político do que qq coisa dentro de muitos órgãos. Por isso digo que a questão é cultural.

        Acho que o problema da autorremuneração foi esse mesmo que vc colocou, não existe equilíbrio. São poucos os que têm algum faturamento, e se há é irrisório.

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      • Anarcoplayba says:

        Pense assim: Por uma questão de moralidade e eficiência, a melhor forma de contratar funcionários públicos seria concurso, um troço que por definição é demorado e caro. Imagina se fosse possível uma demissão como no setor privado “passa no RH e vaza”, ia ser muito complicado, demorado e custoso repor esses funcionários.

        Além disso, uma empresa privada pode contratar quem quiser… afinal, o salário tá saindo das receitas dela. No caso do setor público vem dos impostos.

        E a questão cultural talvez venha no próximo post.

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  • Karina says:

    No mais, concordo com a maior parte da sua análise. A parte que excluo fica por conta daquilo sobre que não tenho muito conhecimento, especialmente o que tem a ver com deficit da previdência.

    Quanto ao crédito, vale lembrar que o crédito nas linhas de investimento tb tem crescido muito, há um fomento ao setor privado. É importante destacar isso.

    O ruim disso tudo é que a busca é pelo menos pior.
    Espero o dia em que vai aparecer o BOM. Se não for pedir muito, o ótimo.

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    • Anarcoplayba says:

      Olha… O que me preocupa, por outro lado, também é o aparelhamento do BNDES…

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      • Karina says:

        o aparelhamento sempre vai ser preocupante. mas creio que haja por ali a preocupação de manter um bom nível técnico. é inteligente, se o governo quiser continuar sendo visto com olhos generosos, que mantenha o bom conceito do BNDES.

        n sei de nada que provoque mais do que a preocupação habitual; se vc souber…

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      • Anarcoplayba says:

        Viu o link do fim do post? É de uns analistas políticos. Obviamente qualquer coisa que você lê merece cuidado, mas o fato é que o BNDES é uma Empresa Pública de Direito Privado.

        Ou seja, pra todos os efeitos, é um banco que oferece empréstimos, mas sua diretoria é indicada pelo executivo. Ou seja: é uma ferramenta através da qual os beneficiários do crédito podem ser escolhidos pelo executivo sem a fiscalização do congresso:

        Art. 11. O órgão de orientação superior do BNDES é o Conselho de Administração, composto por:

        I – onze membros, entre eles o Presidente do Conselho, sendo quatro indicados, respectivamente, pelos Ministros de Estados do Planejamento, Orçamento e Gestão, do Trabalho e Emprego, da Fazenda e das Relações Exteriores e os demais pelo Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e (Redação dada pelo Decreto nº 6.526, de 31.7.2008)

        Estou falando que o BNDES é uma caixa preta que está fazendo inúmeros empréstimos baseados em tráfico de influência? Não. Mas isso PODE acontecer.

        Vale lembrar que ele fez uma operação praticamente de resgate de frigoríficos falidos recentemente.

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  • Petite Poupée says:

    Anarco, rejubile-se! vc é o recheio das cariocas! hauhauhauh

    Duas coisas:

    1) Como funcionária pública, eu fiquei curiosa para saber por que os funcionários públicos cagam de medo de um governo PSDB. Porque, sinceramente Anarco, não reajustar salário, não oferecer plano de carreira ao funcionalismo não contribui em nada para eficiência do serviço público, aliás, muito pelo contrário, não acha? Tô cansada de ouvir: Ela finge que me paga, eu finjo que trabalho( o que pra mim é fazer o jogo deles)
    Eu não sou a favor do sistema. Eu não sou contra o sistema. Eu saboto o sistema!, ou seja, eu trabalho relativamente bem.

    2) Tem certeza que seu lado playba não está falando mais alto nessa parada toda?
    Ok. a maldita internet me deixou uma cosmopolita provinciana, logo o que sei do Brasil, do Norte e Nordeste, é bem diferente do que vc viu e conhece…mas pera, eu sei que as famílias nordestinas são enormes, às vezes, para mais de dez pessoas. Vc acha que vive-se com uma bolsa de menos de $200,00 com essa cabeçada toda? ou trocar o prato de salada de palma por um de feijão com arroz duas vezes ao dia é luxo pra vc?

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    • Anarcoplayba says:

      Petite,

      1) Entrar no tópico “Funcionalismo Público” é um vespeiro. Eu tive contato com dois tipos de repartições públicas: as “Por aqui, Senhor” e as “Sinto muito, não posso fazer nada, fala com o Palhares”. O que muda de uma pra outra pra ser tão diferente o empenho e a eficiência? NÃO SEI. A impressão que eu tenho é que é algo do tipo: “Aqui eu trabalho com gente que tem dinheiro, por aqui, Senhor” e “Aqui eu trabalho com gente sem dinheiro, sinto muito, não posso fazer nada, fala com o Palhares”.

      Aí vem a pergunta: Por que alguns trabalham bem e outros mal? Porque a grande maioria manda falar com o Palhares mas alguns se esforçam? É uma questão de salário? Mas o salário é o mesmo!

      De novo: não estou falando que é certo e que o Arroxo dos Funcionários Públicos esteja certo, mas é um fato que não é uma questão de “eu trabalho mal porque eu ganho pouco”. Por isso eu falo que tinha que ter alguma forma de incentivo ao trabalho do funcionário público com base em produtividade.

      Juiz tem que dar X sentenças por mês, sentenças essas que vão ser revistas pelos chefes dele. Porque não estipular uma produtividade mínima?

      É uma merda falar de funcionalismo público porque:

      a) Se o cara não faz nada de errado ele não aparece.
      b) Se o cara faz merda, ou trabalha mal, aparece muito.

      Isso gera uma impressão caricata de um país de Palhares (espero que ngm aqui tenha um pai chamado Palhares) que “não podem fazer nada”.

      O Rio Grande do Sul (ou algum outro Estado do Sul, sei lá qual) privatizou os cartórios judiciais. Os Juízes são concursados, os funcionários oficiais tbm, mas os cartórios mesmo são Privados. É coisa linda de Deus.

      Pra encerrar o tópico 1: ALGUMA coisa tem que mudar (se não tudo). O Brasil tá vivendo on the edge e uma caralhada de gastas estão errados, a seguridade social por exemplo.

      O Certo seria você pagar a própria aposentadoria, e os programas de complemento de renda (todos eles unificados no Bolsa-Família) deveriam vir de um fundo específico auto-sustentável.

      Vei pra casa de um amigo meu um Norueguês ou alguma outra coisa lá daqueles países que deram certo. Segundo esse cara, a maior preocupação do país dele é o que fazer com o dinheiro que eles têm, porque ficou óbvio que a economia e o Estado deles é Auto-Sustentável.

      2) Olha, agora eu acho que você que está sendo um pouquinho preconceituosa… essa imagem da família com mais de dez pessoas é meio outdated. Em 1950 já era algo raro, hoje em dia, por mais que existam lugares meio 1950, é MUITO raro.

      De mais a mais, você está ignorando o fato de que eles não precisam viver com 200 reais lá: eles vivem com 200 reais mais “o que dá”. Lá é muito mais fácil sobreviver com menos dinheiro: toda casa tem uma hortinha, e o mercado informal pega pesado. (Pelo que eu conheci do Piauí, Tocantins, MS, MT e sertão Nordestino).

      Mas de novo: Embora eu tenha críticas ao programa de renda mínima, eu sou a favor, QUANDO O GOVERNO TEM CAIXA PARA TANTO.

      De novo: é justo ele tirar 40% da nossa vida pra dar pros outros? É justo ele enfiar a faca na nossa folha de pagamento pra, lá pra frente, TALVEZ a gente ter quem pague a nossa aposentadoria?

      Nem igreja evangélica é tão filha da puta: eles costumam cobrar só 10%.

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      • Petite Poupée says:

        Por que alguns trabalham bem e outros mal? Eu respondo essa Anarco, é uma questão política. E política é a ciência de auto governar-se.

        Sobre as famílias brasileiras que estão fora do eixo São Paulo/Rio eu vou esperar os novos dados do censo, mas eu vejo famílias grandes no meu Estado facilmente. No Rio favela e cidade moram juntas no mesmo bairro, vc sabe. Não dá pra não ver.

        Eu não passo fome. Eu nunca passei fome. O mais perto da fome que eu cheguei foi uma dieta de 1.100kl que eu fiz e voticontá, sentia uma puta vertigem ao longo do dia até me adaptar.

        Vc me pergunta se é justo tirar do meu pra dar pros outros…Cara, tem muita coisa errada no meu país( e vc sabe o que eu penso sobre a CPMF), mas quer saber minha tosca opinião? O bolsa família está na posição dez na minha listinha de coisas absurdas que deveriam acabar!

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      • Anarcoplayba says:

        Que existem famílias numerosas existem… mas em 2001, a média nacional era de 3,4 pessoas por família. Óbvio que para que exista uma família de 3,4 pessoas precisa ter uma família de seis pessoas pra cada pessoa que mora sozinha, por exemplo, mas a queda da média denota um movimento geral (que é uma merda pra previdencia).

        Quanto ao Bolsa Família, retomo o assunto daqui a dois posts, mas a ÚNICA coisa que REALMENTE me tira a esperança nesse país é o ensino básico.

        Não dá pra querer que o País melhore sem ensinar as pessoas a pensar. E pensar é ensino básico.

        Senta e chora: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,um-em-cada-cinco-brasileiros-e-analfabeto-funcional-diz-ibge,606837,0.htm

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      • Karina says:

        continue sentada, Petite, que nosso estado é o 5º com menor número de candidatos com formação de nível superior. À nossa frente: GO, AC, RO, RR.

        http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI169173-17442,00-PERFIL+DOS+CANDIDATOS.html

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      • Karina says:

        Anarco, “O Certo seria você pagar a própria aposentadoria, e os programas de complemento de renda (todos eles unificados no Bolsa-Família) deveriam vir de um fundo específico auto-sustentável.”

        Tipo…?

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      • Petite Poupée says:

        Acredite, eu choro. O Rio ficou em penúltimo lugar no Ideb(que mede a nota do ensino básico brasileiro): deprimente.

        http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/07/05/consulta-ideb-2009.jhtm

        O Cabral informatizou e climatizou as escolas da rede pública, numa atitude meramente eleitoreira, e não pode fazer propaganda disso. Ele não pode fazer marketing demagógico em cima da educação por causa dessa colocação vergonhosa. Ele humilha a classe com salário baixos e insulta a capacidade profissional do professor em escolas sucateadas, com um quadro ridículo de funcionários mínimos e tercerizados, pero, todas computadorizadas. O Careta vai pra televisão chorar em campanha… aí eu tenho raiva!
        Segundo pesquisas, tá reeleito. Eu tenho mais raiva ainda!

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      • Anarcoplayba says:

        Ká, a história da nossa seguridade social é mais ou menos assim: Salvo engano, Getúlio fundou o conceito moderno de que a sociedade inteira custearia o seguro social.

        Durante a ditadura, decidiram que aquele dinheiro parado poderia ser melhor empregado em obras de infra-estrutura do País, o que tirou a Previdência Social do esquema “auto-remunerativo” pro esquema “Pirâmide” (os de baixo remuneram os de cima).

        SE conseguissem fazer um fundo auto-remuneratório (é o princípio da previdência privada) para diversos aspectos dos gastos públicos, eu entendo que seria bem melhor e causaria menos problemas.

        Mas na prática, o Brasil é famoso em recolher impostos pra uma coisa e usar em outras. Vide a CPMF, que era pra saúde, mas acabou ficando um tempão e financiou um monte de coisa (menos, sei lá por quê, a saúde, que é um dos setores mais relegados a segundo plano da história recente do país).

        Há cerca de um mês o Lula doou por MP 25.000.000,00 pra auxiliar a reconstrução da Faixa de Gaza. 25 milhões é muita coisa? Tá, pro Governo Não. Mas essa grana poderia ser melhor empregada aqui, na forma de qualquer coisa.

        O Brasil PRECISA sediar uma copa do Mundo e os Jogos Olímpicos?

        É Razoável o BNDES financiar o Estádio do Corinthians?

        Vamos resgatar frigoríficos?

        Será que a gente gere direito nossos recursos públicos?

        Agora, por exemplo, temos a briga pela divisão dos Royalties. Mano, se vai dividir, se vai concentrar, estou cagando e andando, mas me diz: Você acha que esse dinheiro que caiu no colo da União vai virar o q?

        Infra-estrutura, saúde, educação, saneamento básico?

        Ou Bolsa? Assistencialismo? Estádio de Futebol?

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      • Karina says:

        Mas como já concluímos o óbvio, que os serviços públicos em geral não têm faturamento que os pague, caímos de qq forma nos impostos, certo? Então a ideia seria organizar melhor o que cada imposto vai custear, certo?
        E como vc mesmo mesmo já identificou que o problema é que o governo não gasta com o que deve, voltamos ao início da linha.
        O modelo pode ser rearranjado quantas vezes for, que se não houver comprometimento real com o desenvolvimento do país desde a base e respeito às instituições (não adianta a Lei determinar se não houver cumprimento), adianta de nada.

        No caso dos Royalties… fiquei com a sensação de que sou muito ingênua. Minha lógica: por que os estados deveriam ser penalizados por não ter tido a sorte de crescer sobre uma bacia promissora?
        claaaaaaaro que reconheço que há custos para o estado que a comporta, mas tb há os benefícios. De quanto seria a divisão ideal não faço ideia, mas a discussão estava implicando argumentos para mim injustificados.

        Daí o governador chorou e disse que os investimentos no estado seriam absurdamente comprometidos. Então só sobrevivemos às custas da sorte de ter tesouro sob nosso pés? não consegui processar isso.
        Petite, algo a dizer sobre isso?

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      • Anarcoplayba says:

        Sim, precisamos entender que a coisa pública é de todos, não de ninguém. Não é admissível que o uso e gastos sejam tão ineficientes. Por isso que eu sou pró-privatização: pegue as concessões que possuem caráter privado, e elas funcionam (com seus defeitos, mas funcionam).

        Correios, Eletricidade, Estradas, Telefonia, Televisão, etc, etc. Consegue prestar um serviço de qualidade satisfatória (pode não ser excelente, pode ser uma merda a TV aberta, pode ser impossível cancelar uma linha telefônica, mas os serviços estão lá), empregam pessoas e auferem lucro.

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  • Petite Poupée says:

    Ka, se eu te dissesse que não acho prerrequisito nível universitário para candidatar-se ou exercer funções legislativas ou executivas, vc ficaria muito chocada comigo? Põe na lista! ^^
    Eu penso na diversidade popular: o cara que leu Aristóteles e o cara que leu Maurício de Souza são de igual forma legítimos.

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    • Anarcoplayba says:

      Aí entramos na discussão a respeito da validade de uma tecnocracia: Os dirigentes do país devem ter conhecimentos técnicos ou não?

      Tem gente que fala que sim, tem gente que fala que não.

      Olha… a Mulher Pêra, na falta de definição melhor, é meramente alfabetizada: Ela declarou ao TSE que “Lê e Escreve”. O que Esperar de um deputado que consegue, quando muito, ler e escrever?

      Por outro lado, tem gente que fala que o Deputado tem que ser, meramente, representante de uma parcela da sociedade. Ela é uma gostosa que lê e escreve e ganha a vida com a bunda. De fato existe uma parcel assim.

      E o Tiririca é a cara do Brasil: uma nação de palhaços.

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    • Karina says:

      Ficaria não, Petite. E ia dizer isso no meu comentário tb.
      Formação não define capacidade política nem caráter, não penso nada diferente disso.
      Mencionei esse dado “só “pq é um indicativo que lamento.

      Embora tb não ache que diploma signifique muita coisa, especialmente aqui no Brasil, a ausência de diploma, aqui, ainda significa muito. Os que têm interesse no conhecimento geralmente seguem a formação tradicional. Aqui acho que são raros os que fogem dessa tendência.
      Por isso o nível de formação tem peso nas minhas considerações. Mas não é maior do que o peso dos outros quesitos.

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  • Stein says:

    Bom, vou dar minha ópinião.
    Eu também sou libertário, principalmente no que se refere a questões internas de um país´.
    Porém, sou muito pouco libertário no que se refere a política externa, principalmente importação e exportação. Isso porque eu simplesmente não acredito na falácia da “oportunity advantage”.

    De maneira geral, o Estado tem que sair da presença do brasileiro. Vivemos um sufoco legislativo, onde o Estado quer regular até o quanto e como eu pago para beber na balada. O Estado brasileiro parte do pressuposto que criminalizar é a solução para as mazelas. Então cria crime para tudo. E não condena ninguém.

    O grande problema do PT, na minha sincera opinião, não tem nada a ver com o orçamento. Por uma questão do destino eu acabei tendo contato com o trabalho (nunca vi pessoalmente) do relator do orçamento, o Senador Gim Argelo. E ele é um cara bem centrado.

    A grande verdade é que o que mata nossa economia é o gasto público COM JUROS. O problema é a remuneração da nossa dívida pública, que custa um milhão de bolsas famílias. Mas isso não dá pra resolver assim, de uma hora para outra, porque o país quebra. O país tem que ser atrativo para investidores estrangeiros porque nós não temos poupança interna.

    A corrupção é um problema grave também. Mas estagnar ou piorar as condições salariais do funcionário público só piora isso. Vide que os melhores remunerados são os fiscais da receita de cada Estado. Vale a pena remunerar bem para evitar vazamento.

    Estabilidade é um necessidade do funcionalismo. Isso porque, em última instância, quem é o chefe do funcionário público concursado é um representante eleito. E esse cara pode simplesmente demitir todo mundo que é contrário a ele, para fazer um novo concurso ou não. Hoje em dia é super comum que alguns Administradores de alto escalão CORTEM o salário de um inimigo político funcionário público. Os caras vão ao Judiciário, mas com as restrições de tutela contra a Fazenda, e a suspensão de segurança, acabam SEM SALÁRIO. E depois que ganham recebem em precatório, ou seja, nunca.

    O Estado de São Paulo institui mecanismos de salário variável para certas carreiras. Sabe o que mudou? Nada. Porque essas carreiras não fazem parte de instituições fortes. É preciso fortalecer as instituições brasileiras (isso também é Law & Economics). Nunca faltou candidato bom para fazer parte de carreiras institucionalizadas. E não é só para Juiz e Promotor. Algumas carreiras atraem funcionários que trabalham por ideologia, como a PF.

    A Procuradoria do Estado de São Paulo está sem condições de trabalhar, enquanto cada Advogado da União arrecada 15 vezes o seu salário. Isso é eficiência. São instituições fortes.

    Outro grande problema do Brasil é o exagerado número de cargos em comissão. Cargo em comissão deveria servir para assessoria e direção. Com base nisso, um prefeito nomeou 10 motoristas. Porque era cargo de “direção”. VERDADE. Cargos em comissão são ocupados por pessoas sem comprometimento. São ocupados por pessoas despreparadas. Estimular concurso público é bom, e nisso o PT até que faz bem. O problema é que cria 10 cargos em comissão para cada 2 de carreira. E isso é ruim.

    Estranhamento, o Poder mais democrático no Brasil é o único que não é completo por cargos eletivos. No fim das contas, o brasileiro confia no Judiciário para entrar com aquela ação contra o INSS. O executivo trabalha como a Telefonica, voi negar e ver quantos ajuizam ação. Com uma prerrogativa a mais: não pagar a condenação.

    Sem um Poder Judiciário sério e rápido, o Brasil não vai pra frente. Você falou em gargalo de infraestrutura, eu te dou o pior de todos eles. Chama-se Fórum João Mendes. Hoje saiu o informativo Justiça em Números do CNJ. O Brasil tem 1/3 do número de juízes para cada 100.000 habitantes de país como Portugal, Espanha e França.

    E tem que desregular também. Tem que diminuir o número de crimes, para punir direito aquilo que tem que ser punido. Tem que despenalizar muita coisa boba, que abarrota o Fórum Criminal.

    Eu não sou contra o Bolsa Família, mas eu acho um programa um pouco besta. Se mudassem os critérios, dava para fazer melhor. Eu sou contra a bolsa gestante, que a mulher ganha quando tá grávida. Isso é anti-democrático. O ideal ia ser criar o bolsa planejamento familiar, para mulheres que se comprometem a ter 1 ou 2 filhos no máximo. Mas imagina quantas crianças iam pro lixo por causa disso.

    As reformas que eu quero, ninguém propõe. Só que a proposta do PSDB hoje é uma bosta. Eles pegaram o assistencialismo do PT (o Serra vai dobrar o bolsa família não vai?).O PSDB não cria instituições fortes, muito pelo contrário, sucateia. Falar dos pedágios parece bobagem, mas e a finalidade arrecadatória deles? Pior ainda, para quem fica o valor do pedágio? Para mim, o pior imposto é o privado. É aquele que eu pago para um particular. Isso acontece quando eu sou obrigado a pagar um pedágio ou quando a corrupção leva o dinheiro do meu IR e ICMS embora.

    Acontece que o programa do PSDB hoje está vazio. Não dá pra falar que o PSDB é o oposto do PT. O PSDB não defende a diminuição de impostos. O PSDB pode até falar que defende uma diminuição nos gastos públicos, mas na verdade, tira de uma mão para colocar com a outra.

    Outra diferença importante. Por mais que encha de idiotas em comissão, o PT sempre soube ouvir técnicos competentes. Taí o exemplo do BACEN. O BACEN é dirigido por caras foda. Talvez com exceção do Tofolli para o STF, o PT dá bastante liberdade para seus técnicos. O Serra e principalmente o FHC têm uma postura muito centralizadora. Não é o Serra que propõe controle do Executivo sobre o BACEN?

    Em suma, acho que o ideal é sempre votar em partidos diferentes para o Executivo e o Legislativo. Quem propugna o Estado Mínimo vai concordar comigo. Se temos um sistema presidencialista, ótimo. Quero um Senado que contrarie o Presidente. Quero uma Assembléia que contrarie o Governador. E quero um Judiciário que acabe com essa palhaçada toda.

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    • Anarcoplayba says:

      Cara, concordo com 99% do que vc disse. Especialmente no que tange ao PSDB (vai pro texto de amanhã), mas tem uma coisa que torna a sua estratégia de votar diferente no legislativo vazia:

      Se chama “PMDB”. Enquanto eles elegerem, sei lá, 15%, 30% do legislativo, eles vão fazer o acordo que bem entenderem.

      E sem motivações políticas.

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    • Karina says:

      Taí, não tinha me ocorrido isso, Estado mínimo por fórceps. O efeito colateral é que até o mínimo pode sair prejudicado. Políticos são muito melindráveis.

      Sem motivações políticas, Anarco? que maldade! lol

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  • Stein says:

    Sera que cabe acao popular para exigir que todos os valores recolhidos em razao de custas judiciais fiquem com o TJ?
    Pelo fundamento de que a taxa e um tributo com fato gerador vinculado contraprestacional.

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    • Anarcoplayba says:

      Boa pergunta viu… ia foder o Governo do Estado, mas talvez resolvesse esse gargalo do judiciário…

      Outra coisa que sempre me incomodou foi o fato de que, na minha opinião, é uma afronta à separação de Poderes: É o Legislativo metendo a mão nas receitas do Judiciário.

      Sim, argumento fraco, eu sei, já que essa história de “separação de poderes” não existe. Ou melhor: existe quando convém.

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  • adi says:

    Anarco, eu assino embaixo.

    Tudo o que você colocou no post são alguns dos motivos pelo qual eu também não vou votar na Dilma, nem em nenhum político do PT.

    Eu também sou totalmente a favor do Estado Mínimo.

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