Breve Interlúdio de Felicidade Injustificada.

October 4, 2010 § 3 Comments

Vamos ter segundo turno para presidente.

A melhor coisa de as prévias serem fraudadas é que a gente acaba tendo boas surpresas.

E sim, oficialmente, as estatísticas são fraudadas: Mano, a gente passou um mês ouvindo que Marta e Netinho iam ser senadores por Sampa. Deu Aloysio Nunes na cabeça. É injustificável que tenha sido um “erro”.

Bem, como diriam os cariocas, “geral” sabe em quem eu votei, e eu vou evitar ficar fazendo desse blog um parlatório pra ficar fazendo campanha, mas o segundo turno foi a melhor notícia do semestre até agora.

Ok, é provável que a Dilma ganhe. Mas não por aclamação. Não em primeiro turno. Metade do país ainda acredita que o PT não está fazendo algo bom. Se quiserem falar que “é menos pior”, não tem problema, mas pelo menos a falácia do “nunca antes na história desse país” é apenas isso, uma falácia.

E agora eu fico pensando: Isso me deixa feliz porque parte do País está feliz. E parte não.

E é essa briga que faz com que as coisas mudem, e girem, e se transformem. Tese, Antítese e Síntese.

Ainda acho complicado que isso esteja sendo feito na base do “nós contra eles”. Ainda acho errado que estejamos falando de uma coisa de “norte lulista contra o sul peesedebista”. Essa dialética me deixa meio triste. Meio preocupado. Mas que exista.

Se ainda precisamos de um inimigo para nos dar motivo para lutar, que seja.

Como dito por um personagem secundário numa história em quadrinhos primária: Todos têm seu inimigo. Você foi o meu. Eu fui o seu. Que fardo. Que honra.

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§ 3 Responses to Breve Interlúdio de Felicidade Injustificada.

  • Karina says:

    Segundo turno é bom para tirar qualquer laivo de onipotência do candidato, tempera o governo antes do jogo começar.

    Fale um pouco do voto facultativo, Anarco.

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  • Marc says:

    O segundo turno foi, realmente, uma ótima surpresa. A Dilma estava bem menos orgulhosa na entrevista que deu, e o Lula basicamente se absteve de comentar. Como disse a Karina, tempera a onipotência.

    Agora, que voto facultativo? Aquele direito que somos obrigados a exercer? Aquele nosso dever? É minha opinião que o voto obrigatório que temos é um grande responsável por imbecilidades como eleger o Tiririca. Fosse o voto de fato um direito, esse tipo de coisa seria minimizada. Quem vai escolher sair de casa num domingo, para pegar fila e votar de palhaçada?

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