Como se responde uma pergunta retórica?

December 6, 2010 § 5 Comments

Nina Disse:

“E o príncipe não seguiu o seu caminho. Tentou acompanhar os passos de uma outra jornada.
Mas, como saber que você está no caminho “certo”, adequado ao que o mundo precisa, de você?”

Eu pensei que fosse uma pergunta retórica, então, deixei quieto. Mas uma vez instado:

Eu não sei.

Cada um é cada um, e eu já ouvi as mais diversas teorias a respeito disso:

Tem gente que fala que se você ganha bem você está fazendo a coisa certa, afinal, ganhar bem para fazer algo significa que você está ajudando alguém.

Outros falam que quando você não sente o tempo passar quando está fazendo algo é isso.

Lao Tsu dizia em nome do Tao que o Oceano é o Senhor dos Rios porque está abaixo deles e os serve.

Tem quem diga que é aquele sonho que nunca te abandona, mesmo com você se esforçando para esquecê-lo a todo custo.

Tem gente que fala que é o seu Nodo Norte no mapa astral. Outros falam que é o seu meio do Céu.

Servir ou comandar? Ganhar ou dar?

Eu. Não. Sei.

Seria muito bom se houvessem querubins e cheiro de rosas quando fazemos as coisas certas, quando tomamos as decisões corretas e quando passamos o tempo que nos foi dado viver sobre a Terra da forma “correta”.

Mas não tem.

Ou talvez eu esteja errado:

Mas pra mim, pelo menos hoje, a única coisa que eu tenho pra me falar que estou fazendo as coisas certas é, bem, fazer as coisas certas.

É a resposta que não responde nada, mas pelo menos, me permite tentar. Testar. Arriscar. Talvez, até mesmo, apostar.

Se eu estiver certo, jackpot. Se eu estiver errado, Ctrl+Alt+Del.

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§ 5 Responses to Como se responde uma pergunta retórica?

  • Karina says:

    É, n sei se foi retórica. possivelmente.

    Eu ia perguntar por que deveríamos buscar saber se estamos no caminho “certo” daquilo que o mundo supostamente precise. Mesmo porque… de que o mundo precisa, afinal? o mundo realmente precisa de alguma coisa? falar dessa forma é meio estranho.
    Penso no mundo como um corpo vivo que tem sobrevivido a despeito de todos os “excessos” que eventualmente julguemos “desnecessários”.

    não existem caminhos certos e errados, o que há são caminhos. melhores sob o ponto de vista de uns, piores para outros.

    se o ex-princípe-morto-sábio deparasse com o guardião do turno da noite, talvez fosse recebido com tapete vermelho.

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    • Anarcoplayba says:

      A Nina disse que não foi retórica.

      De fato é uma boa pergunta se há diferença entre o certo e o que o mundo precise. Nós somos o mundo.

      De mais a mais, tenho certeza que o Guardião da Noite o recebeu muito bem. Ele sempre recebe a todos muito bem. dizem que é um ótimo anfitrião. Alguém de riquezas e bom gosto.

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  • Nina says:

    Em um momento achei que uma possível resposta seria a ideia da integração. A coerência entre pensamento/emoção/comportamento. O que vc chamou de felicidade.

    Talvez pudéssemos ir um pouco mais além: não basta estarmos integrados com nossos pstos/emoções/comportamentos. Talvez seja necessário uma integração com o todo. Com o mundo. Pq a gente faz parte disso tudo. Estamos conectados.

    É possível dizer que não existam caminhos intrinsicamente certos ou errados. Mas se existe uma meta pessoal ou um destino/necessidade cósmica, existem caminhos mais ou menos coerentes com isso.

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    • Karina says:

      ah, sim… colocando nesses termos… Certo é o que me deixa à vontade com minha consciência.
      Mas n acho que o essencial seja agir certo. para mim, essencial mesmo é encarar as consequências.

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