Diário de Guerra, 10 de Dezembro de 2010.

December 11, 2010 § 3 Comments

Ponta-Porã, Mato Grosso do Sul.

Não faz nem 24 horas que deixei a civilização, e essa audácia já cobra seu preço.

Os aeroportos continuam os mesmos. Tanto o de São Paulo, quanto o do Rio de Janeiro e o de Campo Grande. A estrada é sempre a estrada. Minha velha conhecida.

Cheguei em Ponta-Porã às quatro da manhã e, por meus pecados, meu quarto já estava ocupado. Minha reserva fôra ocupada por alguém. Alguém sem rosto. Um inimigo sem rosto. Preciso me lembrar que todos são o inimigo. Especialmente aqueles que não tem rosto.

Precisava me esconder. Em cada esquina havia um inimigo. À espreita. Esperando um deslize. Decidi me esconder. E onde melhor para me esconder que no meio dos inimigos? Me dirigi a um motel.

Descobri, no entanto, que os inimigos trepam mal. Não era permitido que se ficasse mais do que duas horas no motel. Devia ser um truque. Um truque para identificar os inimigos.

Eu não cairia nisso. Parei em um posto e, dentro do carro, me permiti adormecer sob a mira de uma calibre 12.

O dia seguinte exigiria muito de mim.

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