Diário de Guerra, 11 de dezembro de 2010.

December 13, 2010 § 1 Comment

Fui acordado pelo sol e pelo movimento na rua ao meu redor.

Dormi cerca de três horas no carro, e acordei bem descansado. A lente de contato estava embaçada, mas logo eu teria a chance de dormir um pouco.

Entrei em contato com o resto da equipe. Dirigi-me ao hotel e pude trocar de roupas e tomar um banho. Se eu continuasse cheirando a São Paulo, eu seria descoberto.

Quase recomposto, decidimos fazer uma incursão em terreno hostil e nos aventuramos do outro lado da fronteira, em uma breve missão de reconhecimento.

O outro lado da fronteira é um caso à parte. De fato vale à pena pagar um pouco mais de impostos para ter coisas que eles não têm.

Um Estado, por exemplo.

Voltei para o hotel e dormi algumas horas no meu quarto.

Acordei pouco antes do horário marcado para sairmos tomei um banho rápido e fui ao casamento. A cerimônia religiosa foi celebrada por um militar

(Sério: o Diácono era militar. Machete Feelings.)

De lá fomos à recepção. Decobrimos que os convidados do noivo eram aproximadamente 5 pessoas. E os garçons já sabiam que um deles havia dormido num posto de gasolina.

Bebemos.

Acordei às 10:30 da manhã. Ainda bêbado e com as narinas assaltadas por um cheiro azedo.

Inicialmente achei que fosse da pia do banheiro, de onde meu jantar do dia anterior me fitava com ódio. Depois percebi que o cheiro estava dentro das minhas narinas, por onde meu jantar passou à revelia.

Tudo cheirava a álcool e tenho certeza que não tinha condições de fazer nada até meu corpo terminar de metabolizar o álcool. Tomei água e dormi mais duas horas.

Acordei menos bêbado. Tomei um banho, me enxuguei e decidi ir no outro quarto, vizinho do meu, de toalha, para pegar minhas roupas que ficaram lá.

Descobri que ao meio dia meu keycard bloqueou e eu tive que esperar meus amigos de toalha no corredor.

Obviamente os inimigos estavam brincando comigo.

De posse da roupa que eu usaria para viajar, tranquei minhas malas e me dirigi ao único lugar confiável para obter nutrição: O Burguer King.

Pegamos a estrada, deixando para trás a fronteira e seus horrores. Chegamos na Embaixada da Civilização (Aeroporto) às 23:00, onde montamos acampamento até que nosso vôo partisse, às 3:30 da manhã.

Cheguei a tempo de vir direto para o escritório, e tudo parece uma cópia de uma cópia de uma cópia.

às vezes ainda sou assaltado pela lembrança de meu jantar perdido na pia do banheiro e aquele caroço de acerola que foi o culpado por tudo.

O horror, o horror.

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