So… What is Reality?

March 1, 2011 § 20 Comments

O texto, dono de um título pomposo, pode enganar, e levar à crença de que a pretensão é de responder à questão apresentada, algo que dezenas de milhares de pessoas já tentaram sem sucesso.

No entanto, é um tópico que vem surgindo em alguns momentos, e, ante o virginal ineditismo dele neste blog, vamos sair da seca da falta de posts e passar para o coito.

Sim, porque a idéia de um texto é inseminar uma idéia em uma pessoa mais ou menos receptiva à ela e permitir que aquele embrião se desenvolva (ou seja abortado).

O que me faz pensar que só não é um mind-rape porque lê quem quer. Mas é, com certeza, um mind-fuck. E que religiões são como pintos: tudo bem você ter, tudo bem você se orgulhar, mas não saia exibindo por aí e enfiando garganta abaixo das crianças.

Li recentemente que estamos mais propensos a acreditar do que a duvidar, a menos que os fatos apresentados conflitem com nossas crenças pré-estabelecidas.

Por outro lado, quando o escândalo do Wikileaks explodiu, Umberto Eco se manifestou no mesmo sentido, explicando que os Cables eram tão terrivelmente previsíveis porque queremos ler coisas que confirmem nossas crenças.

Ontem, na aula, a professora comentou que existem limitações cognitivas ao que somos capazes de apreender do mundo. Nem todos os sons são captados, nem todas as nuances são perceptíveis. Ou como disse uma amiga minha: em chinês, a palavra para mãe, vaca e maconha possuem apenas variações de entonação que, para o ocidental médio, não existem.

Existe uma lenda a respeito do fato de que os indígenas sul-americanos não conseguiram ver as caravelas porque elas eram alienígenas demais. Outra que afirma que um general coreano “camuflou” seus soldados com roupas rosas que eram tão bizarras que os soldados inimigos não viram eles.

Ainda tem a lenda das diversas palavras para branco em Inuit.

A grande questão é que, aparentemente, até um certo nível, nossas percepções a respeito do mundo são filtradas pelos ditos “modelos cognitivos” (se esse fosse o blog da Nina), ou pelo que eu chamei de funções.

Por exemplo, f(x) = 1/x.

O problema é que essa função possui uma limitação: X não pode ser igual a zero, porque não possuímos uma forma de dividir por zero. Se mudássemos a função pra, por exemplo, f(x) = 1/(x²-1) X não poderia ser nem 1, nem -1.

Ou seja, essa função específica f(x) = 1/(x²-1) não permite o conhecimento do 1 e do -1. Para vivenciar o 1 e o -1 você precisa de uma nova função.

Insanidade é um ponto fora da curva.

Obviamente estamos falando de um exemplo matemático simples. Variando as equações, os expoentes, podemos ter mais ou menos números impossíveis de serem analisados por essas funções, onde esbarraríamos nos conceitos matemáticos de Limites (que eu não estudo há mais ou menos uns 11 anos).

No entanto, o que realmente é relevante é a analogia possível, pois um símbolo sempre está um grau abaixo do simbolizado.

A sua Função, a sua Equação, não apenas fornece os seus padrões de comportamento, mas também limita a sua possibilidade de percepção.

Basicamente: você está preso no seu mundo porque não percebe outro mundo. Assim como o Universo ou o Sistema Solar, temos um horizonte de eventos ao qual temos acesso: o que está fora dele, pra todos os efeitos, não existe.

Até descobrirmos a bactéria que consegue viver de cianeto, era impossível a vida sem fósforo.

(O elemento químico, não o palito, imbecil.)

Para todos os efeitos, o seu mundo é o que você percebe, o que permite, ironicamente, uma discussão infinita a respeito de inúmeros assuntos, sendo o mais legal a disputa entre ateus e religiosos acerca da existência de Deus. Uns falam que Deus não existe. Outros que Deus existe. Cada um tem a sua razão dentro do próprio horizonte de eventos.

É óbvio que quando falamos de coisas grandes (tal qual a existência de Deus) a discussão cresce para fora do âmbito humano (pelo menos de 95% dos seres humanos), tornando-se algo próximo da física quântica (que nada mais é que um bando de macacos cegos em uma caverna escura procurando um gato preto que pode ou não estar lá).

Vale destacar que falar em “horizonte de eventos” é impreciso: não se trata só de ir mais longe, mas também de caminhar de uma forma diferente, ou perceber algo que metafóricamente ou não estava debaixo do seu nariz o tempo todo. Experimente escovar os dentes com a mão esquerda, por exemplo.

No entanto, se puxarmos para um nível mais humano, a coisa muda de figura. E o aspecto mais palpável pra humanidade, creio eu, são as emoções.

Tratamos as emoções como reações naturais, mas não questionamos tanto o conceito de “natural”. Em algumas culturas, a morte é festejada. Em outras sofrida. Qual é natural?

Nesse sentido, a ampliação do seu horizonte de eventos nada mais é do que o escape da sua Zona de Conforto. No passinho adiante que damos quando já estamos cansados de caminhar.

E isso chega a ser algo belo, pois o escape da zona de conforto é algo total e completamente pessoal, e que não é compatível com qualquer espécie de reconhecimento externo, posto que não cabe a ninguém conhecer o horizonte de eventos do outro.

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§ 20 Responses to So… What is Reality?

  • Nina says:

    Eu não resisto: sim, está tudo condicionado às suas crenças mais centrais. Celebrar ou sofrer pela morte de outrem depende diretamente de como a morte é compreendida e significada por aquele povo, por aquele indivíduo, por aquela mente.

    E puxando a sardinha para o meu lado (para o meu mundinho de crenças e significações), é exatamente por isso que as pessoas tem tanto medo de fazer terapia (terapia decente): porque é momento de conhecer e rever as próprias crenças. Isso gera movimento na zona de conforto.

    É foda.

    Mas ao mesmo tempo, concordando com o Anarco, é algo extremamente belo.

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  • Lívia Ludovico says:

    Anarco, eu já tentei pensar em alguma coisa que preste sobre esse texto umas três vezes, mas uma dor de cabeça terrível não me permite avançar. Esse texto ficou muito complexo!… Pô, vai com calma que tico e teco estão dando cabeçada…

    Missão pra super Karina!

    Ka, vc destrincha que eu tento ir no seu vácuo…eu juro q não é preguiça…

    Ps. Umberto Eco é muuuito legal!

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    • Karina says:

      huahuahuahuhauhauhauhauhauhaua é preguiça, SIM!!!! só por isso, vou me calar.

      é que este post está multidisciplinar, bem ao gosto das Novas Diretrizes Curriculares. Anarco se mostrando O pedagogo hehe

      bom, eu já tinha lido o post e realmente n ia comentar, não. não tenho muito a acrescentar, exceto a lembrança bem viva que me trouxe de um trabalho viajante a respeito, justamente, do conceito de Ideia. Vc deve conhecer o pensamento de Descartes a respeito, né, Anarco. é viajadaço, mais uma dos temas que se enquadram no meu rol de masturbação mental. Mas uma ideia que sempre me atraiu é esta, de que não devemos confiar nos nossos sentidos. Pior é que quando cavamos um pouco mais acabamos desconfiando até do que pensamos ser uma reação sensorial mesmo: daquilo que imaginamos ser uma emoção crua mas inevitavelmente passa pela cultura e tudo mais que nos rodeia, como vcs já colocaram.

      Então, bom… essa transposição da zona de conforto é um processo bem dinâmico, mesmo porque… a partir de quando posso garantir que minha zona de conforto foi realmente transposta? que não está tudo ainda dentro dos limites da minha zona verde? acho que o que vale mesmo é o “movimento” (gostei disso). Pq refletir pode evidenciar nossa existência (“penso; logo, existo”), mas o grande mérito da reflexão é dar vida às nossas vidas. não pelo fim, mas pelo processo.

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  • Fy says:

    Oi pra todos.

    E é sim um post complicado.
    Diverso, inverso , atravessado. Mas eu gostei desta diversidade aberta e destes quase impossíveis paralelos louquíssimos que vc fez.

    Ok, hang on:

    – A sua Função, a sua Equação, não apenas fornece os seus padrões de comportamento, mas também limita a sua possibilidade de percepção. –

    Função e Equação aqui eu entendi como Programação . ou Condicionamento.

    E eu concordo, é previsível que estejamos condicionados ao nível de Programação a que fomos submetidos. Coloca-se aqui a questão de Contemporaneidade, Regionalismo, Evolução, sem esquecer, as possíveis limitações físicas.

    Então entendi o lance da equação como pessoal e resultante das possibilidades de cada um em como lidar com estes fatores. That’s right ?

    – Ou seja, essa função específica f(x) = 1/(x²-1) não permite o conhecimento do 1 e do -1. Para vivenciar o 1 e o -1 você precisa de uma nova função.-

    Aqui… pronto! eu não entendí nada.

    O Katz e o Rubin , por ex , já oficializaram, há mto tempo , a descoberta de que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões .

    Todos os [neuro] conexionistas e os adeptos do homem neuronal defendem que a evolução biológica, [ o cérebro e suas funções ], não pode se separar da história infinitamente bifurcante , maluca, bailarina e diferenciada da biosfera, e até mesmo além: ela se conecta rizomaticamente com a terra, com suas redobras e seus climas, com os fluxos cósmicos, com todas as complexidades da physis e de seu devir.

    Daí que o surgimento de “novas funções” dá-se espontaneamente, considerando-se o estímulo .
    Ou seja Tico e Teco adoram a pressão de uma balada nova – e a provocação +1/-1 que nada mais é q um riff de ruptura.

    Não sei se eu te alcancei.
    Bj
    Fy

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    • Anarcoplayba says:

      Então, Fy… Mais ou menos.

      Quando eu falo em Função, eu estou me referindo a uma coisa um pouco maior que condicionamento e programação, mas um pouco menor que alma, e que talvez você possa chamar de personalidade.

      Eu diria que quando eu falo em Função, estou falando da sua Personalidade.

      Imagino que você saiba, mas Personalidade vem de Persona, que deu origem a todas as palavras que nós temos derivadas dela,e que era a máscara no Teatro Grego.

      Ou seja, quando falamos em Personalidade, estamos falando no substantivo abstrato derivado da sua Persona: a máscara que você veste no Teatro do Mundo.

      Eu não estou falando, exatamente, da sua programação ou condicionamento (que seria o seu Papel), nem do Ator que seria (evidenciando o caráter místico até então discreto) a sua Alma, mas sim do encontro da sua Alma e o Seu Papel: Jack Nicholson fez um Coringa. Heath Ledger fez outro.

      A sua Função (ou Personalidade) está sim influenciada por diversos elementos: desde o condicionamento, cultura, programação, condições econômicas, estações do ano, etc, etc, etc.

      Mas, a grande questão é que a sua Personalidade é (mais ou menos) constante: normalmente nos apegamos a uma estrutura lógica pessoal que pode ou não ser vislumbrável pelo outro.

      Nosso comportamento TENDE A SER CONSTANTE: http://xkcd.com/137/

      Mas no fim, a sua Equação Pessoal, basicamente é a sua forma de reagir e lidar com as situações que se apresentem: se você está andando na praia e começa a chover, você pode correr pra chegar logo em casa, se deitar com medo de raios, ou ainda dançar aproveitando aquele momento tão gostosinho, e cada pessoa tende a reagir de um jeito.

      E no fim, acho que você entendeu tudo sim: Existem situações “alienígenas” (no sentido de fora da nossa realidade pessoal) par as quais não estamos prontos para reagir e com as quais lidar.

      Para lidarmos com essas situações, precisamos (falando no aspecto físico) criar novas conexões neurológicas. Se você perdeu seu braço direito, você vai ter que aprender a usar a mão esquerda.

      Se as condições se apresentarem, você VAI ter que aprender a usar sua mão esquerda.

      Óbvio que eu não estou falando de aspectos físicos: Eles são parte da questão (mas uma parte que não me interessa tanto: dar contornos físicos para o pensamento é torná-lo lento, físico, térreo, imutável: Você precisa de tempo para novas conexões Neurológicas, mas se estivermos pensando em algo imaterial…).

      E com toda a certeza, mudanças acontecem naturalmente, considerando-se os estímulos.

      O problema é que os estímulos, boa parte das vezes, não são agradáveis. E mais: somos tão apegados à nossa antiga forma de pensar (você é a Aquariana aqui, lembre-se que que nem todos somos… ;)) que relutamos em mudar.

      Se relutamos em mudar, aquele estímulo vai continuar acontecendo.

      Eis o motivo do texto: Nossa “Equação” não apenas “resulta” os nossos comportamentos como também “filtra” nossa percepção: Se não estivermos abertos à possibilidade de mudar, dificilmente encontraremos novas soluções para velhos problemas, insolúveis ante o sistema de pensamento atual.

      Então, basicamente, é uma sugestão de mudança de Paradigma: normalmente agimos como “assim que eu descobrir a solução, mudo meu comportamento”, mas talvez a mudança de comportamento seja pré-requisito para o descobrimento da solução.

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      • Fy says:

        Então, basicamente, é uma sugestão de mudança de Paradigma: normalmente agimos como “assim que eu descobrir a solução, mudo meu comportamento”, mas talvez a mudança de comportamento seja pré-requisito para o descobrimento da solução.

        então… foi exatamente isto q a Nina respondeu lá em cima.

        aiaiai
        perai q eu já volto..
        Chegou gente aqui, continuo depois.
        bj
        Fy

        Like

      • Fy says:

        Ok, hanging on again:

        Então, basicamente, é uma sugestão de mudança de Paradigma: normalmente agimos como “assim que eu descobrir a solução, mudo meu comportamento”, mas talvez a mudança de comportamento seja pré-requisito para o descobrimento da solução.

        Yeap! –So … , trying to reach you again – in my way , sailing in my channels :

        Vc me conhece e sabe que eu tenho uma visão furiosamente pós-moderna em relação às interpretações junguianas clichês e rentáveis sobre a Individuação e seus errôneamente interpretados mergulhos interiores e seu eterno falling down em busca do pretencioso deus que lá se encontra sentado, fantasiado de Self.

        Eu não acredito tb em “soluções” > a não ser que elas tb estejam suscetíveis ao contínuo devir e suas linhas de fuga. [ Vc mesmo já citou o surto iluminado de Heráclito : nunca somos os mesmos e nem conseguríamos nos banhar no mesmo rio.]

        Então… não acredito que possa haver uma mudança verdadeira quando agente entende que mudar a si mesmo depende exclusivamente de uma viagem interior.

        Não concordo nem com Gandhi… – sorry – nem com Buda… mto menos …. neste lance conveniente . Voilà : Mombai … por ex.

        Por mais que se queira expulsar o mundo pela grande porta do transcendental, ele volta pelas janelas do corpo, sob o aspecto de imagens impalpáveis que habitam e fazem viver o sujeito, e pela força do tempo, que tudo transforma.

        Somos seres afctáveis a vários processos num mesmo intervalo de tempo > qualquer mudança envolve uma simbiose natural entre nossas reflexões e afectos.

        Além da máxima do Hillman , junguiano que eu adoro muito e tanto – e que baseia toda sua teoria psicanalítica neste pensamento de Wallace Stevens respondendo a Papini: O caminho que atravessa o mundo é mais difícil de achar que o caminho que o transcende.

        assim :

        “ Keats usa a palavra numa carta, e eu retirei de Keats esta passagem como lema psicológico:

        “Chame ao mundo o vale onde a alma se faz. Descobrirá, então para que serve o mundo”.”
        O Livro do Puer > James Hillman.

        Concordando com isto, é claro que minha teoria sobre “transcendência” é bem desvirtuada… but I’m not the only one [antes q vc brigue comigo].

        Eu sei q sou Spinoza na veia …. de qq adepto religioso e tradicional; mas… o mundo e a Vida andam respondendo fortemente e de “corpo e alma” – que a verdadeira transcedência – e, claro… a mais difícel… a que talvez envolva verdadeiro amor, verdadeiro deslimite… é atravessar a Vida mergulhando na Realidade das suas infinitas e verdadeiras cores. E responder a elas. De corpo e alma – melhor : corpo/alma na falta de uma expressão melhor…. . … não há divisões naquilo que somos. É o campo de Imanência de Deleuze , que ao contrário de uma interpretação rasa, é de uma transcedência furiosa.

        Claro que cada um à sua maneira. Desde que sua maneira não se instale na Zona de Conforto que as ignora à espera de uma solução… pós – vida > pós – problema > pós… sempre . E sobretudo: pós – nós.

        O que vc entende exatamente por máscaras?

        Bj
        Fy

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      • Anarcoplayba says:

        Como eu não sou Deleuziano, estava me referindo à sua personalidade, vida, vivências e tudo aquilo associado ao nosso conceito de duplo-etérico ou corpo astral.

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  • Fy says:

    Nesse sentido, a ampliação do seu horizonte de eventos nada mais é do que o escape da sua Zona de Conforto. No passinho adiante que damos quando já estamos cansados de caminhar.

    Super Carnaval pra todo mundo

    Bj
    Fy

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    • Anarcoplayba says:

      Sim, mas tem um detalhe: não PRECISA ser um passo pra fora… pode simplesmente ser um passo diferente. Você pode continuar fazendo as mesmas coisas, mas de uma FORMA diferente (ao que eu perguntaria: fazer a “mesma” coisa de forma diferente pode ser considerado fazer a “mesma coisa”?)

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      • Fy says:

        Vc sabe que as opções são infinitas.
        Pra mim, o terrível mora na mesmice.
        Eu nem acredito em zonas de conforto…. – só nas TAZ do Hackim Bay > pq elas são temporárias, nômades, nós somos uma raça faminta… caçadora.

        A única possibilidade do confortável é qdo ele se instala na zona mutante dos possíveis … and survive.

        bj
        Fy

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  • Fy says:

    [ ai q raiva > o meu blog tb tá assim! ]

    sorry
    bjs

    – se não sair de novo, Anarco, apaga .

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  • Fy says:

    Ok.

    I can’t reach you, now.

    Ninguem é deleuziano. – ele tem um livro assim.

    Não consegui encontrar a saída deste labirinto: alma – personalidade – duplo etérico.

    Não entendi a ligação… ou a conexão que vc faz entre estes conceitos.

    bj
    Fy

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    • Anarcoplayba says:

      Basicamente que o seu cérebro guarda as coisas de carne. Seu Duplo-Etérico suas recordações (o que você comeu hoje e como dirigir seu carro) e que a sua alma guarda as emoções que você tem (sua função de comportamento).

      Suas recordações são parte do duplo etéreo, e é mais ou menos possível alterá-la (novas recordações, por exemplo, é uma alteração… esquecer tbm.)

      Agora, sua função de existência, como você se sente quando seu cachorro mata um esquilo, ou como você se sente quando pega uma criança no colo, ou como você se sente no colo da sua mãe, como você se sente ouvindo a 9ª de Beethoven, isso não é lembrança: é alma.

      Alma mexe com sentimentos, não com lembranças. É por isso que você se lembra tão bem do seu primeiro beijo, mas pode não se lembrar tão bem da Constante Gravitacional.

      Mudando isso, tudo muda.

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      • Anarcoplayba says:

        Ah, por sinal, não precisa de ressalva, mas isso é meu conceito atual da Natureza Humana. Posso estar ridiculamente enganado, mas é a explicação que hoje me satisfaz.

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  • Fy says:

    Good for you, baby.

    bjs
    Fy

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