Perguntar não ofende. Responder eu não garanto.

October 13, 2011 § 32 Comments

Heh.

“Responda com toda sinceridade, como vc sempre faz: Vc, Tarso, conseguiria ser feliz sem sua profissão, sem dinheiro, sem amigos, sem teu amor?”

Essa pergunta traz inerentemente a ela alguns problemas que recomendam que eu não a responda.

O fato é que o objetivo, ao menos em tese, é discutir idéias. De certa forma, filosofar. Apresentar mais possibilidades e, assim, talvez questionar se as nossas certezas são realmente nossas ou são um suéter dado por uma tia velha que você não gosta mas usa para fazer a felicidade dos outros.

Nesse sentido, eu sou irrelevante para a discussão.

Pouco importa para vocês leitores se eu consigo ou não, integralmente, viver de acordo com as minhas palavras.

Importa muito para mim. Pra mim é essencial. Pra mim, no mínimo, colocar toda minha Vontade em direção ao que eu reconheço como belo, verdadeiro e justo é a coisa mais importante.

Não vale à pena viver se não for para melhorar, se aprimorar, aprender e se desenvolver.

Auto-conhecimento sem aprimoramento é uma merda.

Pra vocês isso é irrelevante. Porque isso é um blog, não um contrato. Isso não são promessas ou negociações. O texto, quando escrito, deixa de ser parte do escritor.

Óbvio que é muita pretensão chamar esse blog de literatura. Ele possui incursões literárias, mas não é literatura.

Nesse sentido, é conveniente que eu não responda à essa pergunta.

Por outro lado, a pergunta traz em si uma possibilidade que não deixa de me escapar aos olhos, que é o “ataque ad hominem”. Ataque ao homem. Quando paramos de discutir idéias e discutimos pessoas.

Óbvio que dificilmente se trata de uma agressão direcionada a mim. Isso não faz sentido nenhum. Acreditar nisso seria paranóia. Tudo bem que o bom de ser paranóico é que você só precisa estar certo uma vez para valer à pena.

Mas é improvável que seja uma agressão.

Por outro lado, é mais provável que seja uma busca pela confirmação de padrões de pensamento. Um desejo tão grande de não modificar critérios e conceitos de vida que leva alguém a procurar uma justificativa para eles.

“Como assim eu estudei e trabalho e me mato para ter dinheiro e uma família e isso não é requisito de felicidade? VOCÊ consegue ser feliz sem isso? Não? Viu, eu estou certo! Tenho que continuar vivendo a vida que eu vivo porque ela no mínimo vai me garantir pressupostos para a felicidade!”

Nesse sentido, muda-se o foco da discussão das idéias para as pessoas. Ou mesmo de uma pessoa para outra. A lógica é simples: Não quero pensar sobre essa idéia, não quero olhar pra minha vida, então vou colocar VOCÊ como assunto de discussão. E aí, VOCÊ consegue?

Mais um motivo para eu nãor espodner a essa pergunta.

E outro motivo para não respondermos essa pergunta é não incorrermos nos condicionais: “você conseguiria se?”

Olha só… estamos falando do futuro do pretérito. Nem futurologia direito isso é. É um achismo sem tamanho.

No entanto… Contrariando todas as indicações e sugestões do bom senso… Eu vou responder à essa pergunta.

“Responda com toda sinceridade, como vc sempre faz: Vc, Tarso, conseguiria ser feliz sem sua profissão, sem dinheiro, sem amigos, sem teu amor?”

Meu bom amigo…. tudo o que eu te digo é: com minha profissão, com meu dinheiro, com meus amigos e com meu amor eu não consigo ser feliz.

Hoje, eu não sinto a Felicidade. Meu coração não bate aberto e leve. Não vivo em paz e não estou sequer satisfeito.

Parece existir o tempo todo alguém tocando violino dentro do armário. Alguma coisa que não encaixa e distoa de tudo.

Algum desejo implantado no fundo do peito, que só se vê de canto de olho, e está o tempo todo fugindo do campo de visão.

Eu não sei o que ele é, o que significa, se ele existe mesmo ou não.

Eu sei que eu sinto isso.

E que todos os dias da minha vida eu venho tentando resolver isso e saciar essa vontade e satisfazer esse desejo.

E o dia em que eu conseguir. O dia em que isso for resolvido… Nenhum céu vai ter mais cores, nenhum vento terá melhor aroma e nenhuma grama será tão agradável.

Pois quem me vê sempre parado distante, garante que eu não sei sambar, mas estou me guardando para quando o carnaval chegar.

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§ 32 Responses to Perguntar não ofende. Responder eu não garanto.

  • Gustavo says:

    “Óbvio que dificilmente se trata de uma agressão direcionada a mim.”

    Jamais seria uma agressão, tenho um profundo respeito por vc e pelo Blog . Quando estou triste, preocupado, mergulho nos teus textos para ter força.

    “. tudo o que eu te digo é: com minha profissão, com meu dinheiro, com meus amigos e com meu amor eu não consigo ser feliz.”

    Pois eu te digo que NÃO tenho tudo o que vc tem, gostaria muito de ter, pois, dentro de mim sinto que só vou conseguir ser feliz no dia em que conquistar o que vc conquistou.
    Abraço, irmão

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  • Marcos says:

    Vc é um ser humano que tem muita sensibilidade, por isso tem o dom de escrever, e o que vc escreve, pra mim é arte.

    “Meu bom amigo…. tudo o que eu te digo é: com minha profissão, com meu dinheiro, com meus amigos e com meu amor eu não consigo ser feliz.” Já pensou que vc possa ser um homem iluminado, diferenciado, isso explica porque se sente assim.

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    • Anarcoplayba says:

      Isso é papo de artista incompreendido. Não é minha praia. Iluminação é certeza. Conhecimento. Calma. Paz. Confiança. Fé.

      TALVEZ isso seja a hora negra da madrugada antes do amanhecer. Talvez.

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      • Nina says:

        Agreed. Uma espécie de pausa, de platô, onde a insatisfação vai deixando tudo meio cinza.. morno… a hora negra antes do amanhecer, mas precisas preparar seus olhos para não ficar cego diante da intensidade da luz que está por vir.

        Da tsunami dos paradigmas que estão para ser quebrados e uma nova vida a ser abraçada.

        Damned, não sei mais se estou falando sobre você ou sobre mim.

        >.<

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      • Marcos says:

        Vc não estaria confundindo MELANCOLIA com ” não conseguir ser feliz”? São sentimentos distintos. Muitas pessoas nascem com uma natureza melancólica. Poderia citar vários nomes de homens que nasceram com essa natureza: Nelson Rodrigues, Manuel Bandeira, Drummond, Friedrich Nietzsche, Buda, Arthur Schopenhauer. A melancolia parece ser o motor da criatividade e genialidade desses homens.

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      • Nina says:

        E o que causaria tamanha melancolia?

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      • Marcos says:

        Não sei Nina, mas vou perguntar para o meu Psicanalista. Ele que me falou sobre essa diferenciação.

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  • Fy says:

    Hi Moon-Hunter,

    Também acho que houve uma confusão de conceitos aqui.

    E o Marcos foi mais fundo porque desarticulou este lance de “estar feliz” do layout do teu tema.

    Happiness is a journey, man – not a destination.

    … for a long time it seemed to me that life was about to begin – real life.

    but there was always some obstacle in the way, something to be gotten through first, some unfinished business, time still to be served, a debt to be paid. At last it dawned oh me that these obstacles were my life.

    This perspective has helped me to see there is no way to happiness. Happiness is the way.

    So treasure every moment you have and remember that time waits for no one.

    You’ll be always a Moon-Hunter. It’s your deep and neptunian heart remembering that to your skin.

    There will always be distant violins playing amazing songs – and your heart will always hear them. It’s Happiness, believe me .

    Teach people to hear them too . I disagree with what you said: That’s a gift.

    Fly your own flight, spread your wings, the wind will do its part. Listen, man: the wind is: Life. Don’t be afraid … Have you ever told me something about it.

    – and when you have time , – watch this – and … : tell me then,

    I Know… You Know how to jump, but > can you dive?

    bj
    Fy

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  • Fy says:

    maybe…

    People that only “walk” usually think they’re anything similar to being happy .

    But there are people searching for more than an impression.

    Those, fly and dive when necessary or when their hearts tell them to do so.

    And art, the gift, is doing it happily.

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  • Gustavo says:

    Já sentiu vontade de morrer? Já sentiu vontade de nascer de novo e refazer tua vida? Já sentiu que vc só fez escolhas erradas na vida e que não pode voltar a trás?

    Já se arrependeu de ter escolhido a tua profissão? De ter feito a faculdade errada, e agora não tem mais idade para mudar? Já se sentiu sozinho? Já lhe faltou dinheiro para comprar as coisas mais básica da vida? Já se sentiu só por não ter amigos, nem um amor para ser tua cúmplice? Já acordou sem vontade de sair da cama, pois a vida não faz sentido?

    Aposto que não meu amigo. Que bom. Acho que vc conhece o que seja insatisfação( afinal todo homem é um eterno insatisfeito, sempre quer mais. Que bom, assim evolui ) , mas INFELICIDADE acho que vc não conhece. Se conhecesse, não conseguiria escrever textos tão belos.

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    • Marc says:

      Não entendo o porquê de as pessoas insistirem que não há beleza associada a tristeza. Ou mesmo à infelicidade.

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      • Gustavo says:

        Me desculpa, mas onde há beleza na tristeza e na infelicidade?

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      • Anarcoplayba says:

        Samba da Bênção
        Vinicius de Moraes

        Cantado

        É melhor ser alegre que ser triste
        Alegria é a melhor coisa que existe
        É assim como a luz no coração

        Mas pra fazer um samba com beleza
        É preciso um bocado de tristeza
        É preciso um bocado de tristeza
        Senão, não se faz um samba não

        Falado

        Senão é como amar uma mulher só linda
        E daí? Uma mulher tem que ter
        Qualquer coisa além de beleza
        Qualquer coisa de triste
        Qualquer coisa que chora
        Qualquer coisa que sente saudade
        Um molejo de amor machucado
        Uma beleza que vem da tristeza
        De se saber mulher
        Feita apenas para amar
        Para sofrer pelo seu amor
        E pra ser só perdão

        Cantado

        Fazer samba não é contar piada
        E quem faz samba assim não é de nada
        O bom samba é uma forma de oração

        Porque o samba é a tristeza que balança
        E a tristeza tem sempre uma esperança
        A tristeza tem sempre uma esperança
        De um dia não ser mais triste não

        Falado

        Feito essa gente que anda por aí
        Brincando com a vida
        Cuidado, companheiro!
        A vida é pra valer
        E não se engane não, tem uma só
        Duas mesmo que é bom
        Ninguém vai me dizer que tem
        Sem provar muito bem provado
        Com certidão passada em cartório do céu
        E assinado embaixo: Deus
        E com firma reconhecida!
        A vida não é brincadeira, amigo
        A vida é arte do encontro
        Embora haja tanto desencontro pela vida
        Há sempre uma mulher à sua espera
        Com os olhos cheios de carinho
        E as mãos cheias de perdão
        Ponha um pouco de amor na sua vida
        Como no seu samba

        Cantado

        Ponha um pouco de amor numa cadência
        E vai ver que ninguém no mundo vence
        A beleza que tem um samba, não

        Porque o samba nasceu lá na Bahia
        E se hoje ele é branco na poesia
        Se hoje ele é branco na poesia
        Ele é negro demais no coração

        Falado

        Eu, por exemplo, o capitão do mato
        Vinicius de Moraes
        Poeta e diplomata
        O branco mais preto do Brasil
        Na linha direta de Xangô, saravá!
        A bênção, Senhora
        A maior ialorixá da Bahia
        Terra de Caymmi e João Gilberto
        A bênção, Pixinguinha
        Tu que choraste na flauta
        Todas as minhas mágoas de amor
        A bênção, Sinhô, a benção, Cartola
        A bênção, Ismael Silva
        Sua bênção, Heitor dos Prazeres
        A bênção, Nelson Cavaquinho
        A bênção, Geraldo Pereira
        A bênção, meu bom Cyro Monteiro
        Você, sobrinho de Nonô
        A bênção, Noel, sua bênção, Ary
        A bênção, todos os grandes
        Sambistas do Brasil
        Branco, preto, mulato
        Lindo como a pele macia de Oxum
        A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
        Parceiro e amigo querido
        Que já viajaste tantas canções comigo
        E ainda há tantas por viajar
        A bênção, Carlinhos Lyra
        Parceiro cem por cento
        Você que une a ação ao sentimento
        E ao pensamento
        A bênção, a bênção, Baden Powell
        Amigo novo, parceiro novo
        Que fizeste este samba comigo
        A bênção, amigo
        A bênção, maestro Moacir Santos
        Não és um só, és tantos como
        O meu Brasil de todos os santos
        Inclusive meu São Sebastião
        Saravá! A bênção, que eu vou partir
        Eu vou ter que dizer adeus

        Cantado

        Ponha um pouco de amor numa cadência
        E vai ver que ninguém no mundo vence
        A beleza que tem um samba, não

        Porque o samba nasceu lá na Bahia
        E se hoje ele é branco na poesia
        Se hoje ele é branco na poesia
        Ele é negro demais no coração

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      • Anarcoplayba says:

        AOS QUE VIEREM DEPOIS DE NÓS!

        É verdade, eu vivo num tempo sombrio!
        Uma palavra sem malícia é sinal de tolice.
        Testa sem rugas é sinal de indiferença.
        Aquele que ri
        Ainda não recebeu a terrível notícia.
        Que tempos são esses, quando
        Falar sobre árvores é quase um crime
        Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
        Aquele que atravessa a rua tranqüilo
        Já está inacessível aos amigos
        Que passam necessidades ?
        É verdade: eu ainda ganho bastante para viver.
        Mas acreditem: é por acaso.
        Nada do que faço
        Me dá o direito de comer quando tenho fome.
        Estou sendo poupado por acaso.
        (Se a minha sorte me deixa, estou perdido.)
        Me dizem: come e bebe!
        Fica feliz por teres o que tens!
        Mas como é que eu posso comer e beber
        Se a comida que como, tiro de quem tem fome?
        Se a água que bebo, faz falta a quem tem sede?
        Mas mesmo assim, eu como e bebo.
        Eu queria ser um sábio.
        Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
        Se manter afastado dos conflitos do mundo
        É passar sem medo
        O curto tempo que se tem para viver.
        Seguir seu caminho sem violência
        Pagar o mal com o bem.
        Não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
        Sabedoria é isso!
        Mas eu não consigo agir assim!
        É verdade, eu vivo num tempo sombrio!

        Eu vim para a cidade no tempo da desordem
        Quando a fome reinava.
        Eu vim para o tempo dos homens no tempo da revolta.
        E me revoltei ao lado deles.
        Assim se passou o tempo,
        Que me foi dado para passar sobre a terra.
        Eu comi o meu pão no meio das batalhas.
        Para dormir, eu me deitei entre os assassinos.
        Fiz amor sem muita atenção.
        E não tive paciência com a natureza.
        Assim se passou o tempo
        Que me foi dado para viver sobre a terra.
        No meu tempo as ruas conduziam ao lodo
        As palavras me denunciavam ao carrasco
        Eu podia muito pouco, mas o poder dos patrões
        Era mais seguro sem mim, espero.
        Assim se passou o tempo
        Que me foi dado para viver sobre a terra.
        As forças eram limitadas.
        O objetivo permanecia a uma longa distância.
        Era nitidamente visível, mas para mim
        Quase fora do alcance.
        Assim se passou o tempo
        Que me foi dado para viver sobre a terra.

        Vocês que vão emergir das ondas
        Em que nos afogamos
        Pensem.
        Quando falarem das nossas fraquezas.
        Dos tempos sombrios
        De que tiveram a sorte de escapar.
        Nós existíamos através das lutas de classes,
        Mudando mais de país do que de sapatos,
        Desesperados
        Quando só havia injustiça e não havia revolta.
        Nós sabemos!
        O ódio contra a baixeza.
        Também endurece o rosto!
        A cólera contra a injustiça.
        Também faz a voz ficar rouca!
        Infelizmente nós,
        Que queríamos preparar o terreno para a amizade,
        Não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
        Mas vocês, quando chegar o tempo
        Em que o homem seja amigo do homem,
        Pensem em nós
        Com simpatia.

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      • Gustavo says:

        Da ARTE nasce a beleza. Arte que nasce de um DOM, talento. Abençoados : Vinícios, Bandeira, Pessoa, Melo Neto, Quintana, Drummond

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      • Anarcoplayba says:

        https://anarcoblog.wordpress.com/2010/05/27/sol-e-lua/

        E acredite, o único dom é o Amor.

        E se eu tiver saco eu explico a frase acima.

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      • Marc says:

        A beleza não nasce somente da arte. Tampouco é a arte apenas um dom. Algumas pessoas parecem ter uma certa predisposição para algumas atividades – futebol, música, pintura, programação em C# e marketing de cigarros, por exemplo – mas chamar isso apenas de dom é subestimar todo o estudo, suor e dedicação que elevam essa pessoa acima dos outros na atividade em questão.

        Agora, quanto a beleza na tristeza e na infelicidade, dentro do contexto da arte que você citou, sugiro que pesquise imagens da Pietà de Michelangelo. A escultura retrata uma mãe que segura em seus braços seu filho morto (o fato de ser Maria e Jesus não é importante aqui). Triste? Sim. Infeliz? Absolutamente. Outros vários adjetivos negativos podem ser agregados aqui. Mas é inegavelmente belo. Quanto da beleza da cena vem do artista, e quanto da cena em si?

        Se gostar de música clássica, dê uma olhada nos quartetos de corda de Beethoven e procure a Grande Fuga. É dissonante, deprimente e ainda assim, bela.

        Se não houvesse beleza no triste e no infeliz – e arrisco dizer até no feio – não teríamos metade da produção artística que tivemos até hoje. Dramas – tanto filmes como teatro, as grandes Músicas – Clássicas, Bob Dylan, Nirvana, entre tantos outros, e muitas das grandes Obras da Pintura, Escultura e Literatura simplesmente NÃO SERIAM GRANDES. Quem iria enaltecer algo triste e deprimente?

        Agora, com relação à vida que vivemos todos os dias os exemplos são ainda mais numerosos. Creio que não sou o único que mesmo num momento de grande tristeza e perda ainda conseguiu abrir um sorriso contente ao assistir o amanhecer. Ainda que a tristeza e a perda perdurem.

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      • Gustavo says:

        “Creio que não sou o único que mesmo num momento de grande tristeza e perda ainda conseguiu abrir um sorriso contente ao assistir o amanhecer. Ainda que a tristeza e a perda perdurem. ”

        Queria ter essa tua capacidade, mas infelizmente não tenho.

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  • […] dia , comentei num post do Anarco , sobre a Felicidade […]

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  • Nina says:

    Tristeza, infelicidade e depressão são conceitos e experiências diferentes.

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    • Lucas says:

      Alguém que está sempre triste, também não seria alguém infeliz?

      Seria possível dissociar tristeza( não passageira) de infelicidade.

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      • Anarcoplayba says:

        Putes, sintam-se à vontade para continuar a discussão, mas estaremos entrando em um terreno pantanoso da tentativa de conceituação de aspectos psíquico-emocionais, o que é algo extremamente tênue.

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      • Lucas says:

        “você não é seu diploma, não é sua conta bancária, não é os livros que você leu, não é seu senso de humor…” Então por que são esses os objetivos buscados pelas pessoas?. Inclusive, tu disse que trabalha pra quem paga mais,mesmo sendo o chef

        Tá… em primeiro lugar, eu não sou o chefe. Agora, quanto à pergunta propriamente dita, é bem simples: as pessoas precisam ir na base da tentativa e erro pra ser felizes. Tentam dinheiro, tentam status, tentam inteligência, tentam bom humor, e vão tentando até que um dia descobrem que a felicidade independe de tudo isso.

        Por que hoje se valoriza tanto a aparência e a conta bancária das pessoas? E se não nos enquadramos nesse padrão somos excluídos?

        Porque a gente vive num mundo em que o bottom line da existência é físico: vc precisa comer, você precisa dormir e vc precisa trepar.

        Concorda que se é pra julgar os outros, é melhor que seja por algo que todos têm?
        anarcoplayba responded 11 hours ago
        .
        .
        .

        Enfim,pela tua resposta, se não somos bonitos, nem ricos acabamos excluídos, afinal vive-se no tempo da existência física. Agora te pergunto: é possível ser feliz quando se é excluído e não se é valorizado?

        Logo, vc continua confirmando essa mesma resposta a baixo:

        ” Tentam dinheiro, tentam status, tentam inteligência, tentam bom humor, e vão tentando até que um dia descobrem que a felicidade independe de tudo isso.’

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      • Anarcoplayba says:

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      • Lucas says:

        Mano, essa mulher é Foda.

        Ela conseguiu provar que TEM valor, passou a ser admirada. Conquistou seu sonho. Conquistou o mundo

        A Lady Gaga não se enquadra no caso em questão, logo mantenho minha pergunta continua a mesma

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      • Anarcoplayba says:

        O grande ponto é que para se destruir um padrão você precisa apenas de um ponto fora da curva.

        É possível ser feliz quando se é excluído e não se é valorizado?

        Aí eu te mostro uma mina que não, ela não é bonita. Que tomou um pé na bunda do namorado, passou seis meses trancada no apartamento se drogando e quando superou, deu a volta por cima e falou: Nunca permita que te julguem, que te excluam, que você não é bonita o suficiente, magra o suficiente, canta bem o suficiente, nunca vai ganhar um GRAMMY E NUNCA VAI LOTAR O MADISON SQUARE GARDEN!

        E exatamente esse é o problema de viver num mundo de cisnes negros: as pessoas ficam olhando pra média e falam “Ah, na média, todo mundo precisa ‘se adequar’ senão vai se foder.”

        Aí aparece um Cisne Negor, alguém que joga tudo isso no lixo e qual a reação? Jogar o extremo no lixo como se ele fosse “coincidência” ou “acaso” ou “irrelevante”.

        O que se enquadra no quadro então? Marylin Manson? Zezé Di Camargo? Um sobrevivente do Campo de Concentração?

        Se a felicidade independente é um ponto fora da curva, talvez você deva redesenhar a sua curva.

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      • Lucas says:

        Cara, ai que tá a questão.

        “Aí eu te mostro uma mina que não, ela não é bonita. Que tomou um pé na bunda do namorado, passou seis meses trancada no apartamento se drogando e quando superou, deu a volta por cima e falou: Nunca permita que te julguem, que te excluam, que você não é bonita o suficiente, magra o suficiente, canta bem o suficiente, nunca vai ganhar um GRAMMY E NUNCA VAI LOTAR O MADISON SQUARE GARDEN!”

        Certamente, durante esse momento pelo qual passava, ela NÃO era feliz. A felicidade veio depois disso. Com sua vitória pessoal e profissional.

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      • Anarcoplayba says:

        Pois é… mas esse sucesso, essa vitória pessoal e profissional veio, no mínimo da esperança. E eu arrisco dizer que essa esperança, essa “fé” de que ela iria vencer fazendo aquilo que ela gostava, independente das pessoas ao redor dela…

        E nesse ponto vem a grande questão que eu mesmo começo a ficar em dúvida… quantas camadas tem um ser humano? E em qual delas está a felicidade?

        Porque a impressão que eu tenho é que, sim, coisas ruins acontecem… mas que elas são externas… se houver uma fortaleza interna, elas sequer são interpretadas como ruins.

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      • Lucas says:

        Concordo, esse vitória veio da esperança, persistência, garra. Mas este estado não é sinônimo de felicidade. Acredito até que a tristeza a dor fortalece o homem.

        “Porque a impressão que eu tenho é que, sim, coisas ruins acontecem… mas que elas são externas… se houver uma fortaleza interna, elas sequer são interpretadas como ruins.”

        Tens razão. Afinal porque a MESMA situação é interpretada e vivida de forma diferente por pessoas diferentes?
        Uma demissão para alguém pode ser motivo para ir á luta, mudar de vida, início de um novo caminho; para outros pode ser motivo de depressão, tristeza, medo.

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      • Anarcoplayba says:

        Pois é… e agora vc tocou num assunto que com certeza vai virar resposta de Formspring… mas talvez vire post tbm.

        TALVEZ… estejamos vivendo em um mundo de estímulos difusos que ganham contornos apenas quando interpretados… Essa interpretação é sim, racionalizante, mas numa camada anterior, vem o aspecto emocional.

        Sabe quando vc está bem e nada tira o seu bom humor? Então, o seu racional encontra uma forma de explicar aquilo de um jeito positivo.

        Agora se vc está mal… vc encontra uma explicação negativa…

        Tenso, né?

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      • Lucas says:

        Sim, tenso e muito difícil
        Cara, eu penso um pouco diferente.

        Acredito que primeiro vem um pensamento ( aquele que surge rapidamente do nosso inconsciente). E esse pensamento gera uma emoção, um sentimento

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