Escadas para deficientes.

March 30, 2012 § 20 Comments

Recentemente passei a treinar com o Luiz Miele.

Ainda acho muito estranho chamar ele de “Miele”, sem “Mestre” ou qualquer outro título antes do nome, mas, fazer o quê: é pedido dele.

É interessante que os treinos surgiram em um momento propício, quando eu estava há algum tempo querendo treinar artes marciais suaves, mas ainda com minha predileção pela Arte Marcial Coreana.

Dentre inúmeras coisas muito interessantes na aula, para fins de post, durante o treinamento de uma certa movimentação, o Miele comentou que “Pros orientais, não tem essa coisa de ‘como fica o pé’: o movimento é inteiro, sem dividir. Dividir é coisa de ocidental.”

Obviamente, trazendo esse comentário pra vida… você começa a perceber como essa mania de “divisão” está entranhada na nossa cabeça.

“É só um recurso didático.”

Sim. E estamos ensinando errado.

Porque isso me lembra as inúmeras “divisões” do “Eu”. Corpo, Mente, Espírito. Aí você pega a mente e divide em Consciente e Inconsciente, Ego, Superego, Id, Sombra, Self, Persona, etc, etc, etc.

Quando você anda, você não pensa: “Vamos lá: articulação do quadril do lado direito, levanta a perna, dobra o joelho, desequilibra, estende a perna, coloca o calcanhar no chão, apoia a planta do pé, transfere o peso pra perna direita, flexiona o joelho, ergue a perna esquerda, extende o joelho, apoia o calcanhar do pé esquerdo, etc, etc, etc…”

Você VAI e ANDA.

Na verdade, pensar no andar acaba atrapalhando. Experimenta pensar onde sua língua está agora. Pronto, você deve estar desconfortável.

(Cara, eu adoro despertar tongue awareness moments.)

Tudo isso pra falar que, depois de muito tempo, acho que eu ando colocando degrau onde tem rampa.

§ 20 Responses to Escadas para deficientes.

  • Lívia Ludovico says:

    Anarco… não há rampas no caminho da Felicidade. Tampouco há escadas. Mas há buracos.

    Não se preocupe… Vc é fera.

    Fera quando salta, cai com as quatro patas no chão ;)

    Bem-vindo, mané!

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  • Luana says:

    oi Anarco! Achei seu blog no Corra Mary.
    ops, correção: tenho costume de ler comentarios em quase todo post que me interessa de verdade e os seus nunca faltavam por lá.

    Ja li alguns posts daqui, seu blog é ótimo. Aquele do sapo e o escorpião e o pessoal debatendo como a visão do ‘coitadinho’ foi incentivada durante séculos e como nietzsche condenava isso me deu muito o que pensar, cara.

    Quanto a indivisibilidade (ou o oposto) concordo que seria mais funcional em determinadas situações ou problemas não dividir o pensamento ou talvez não tentar disseca-lo tanto.

    Pelo visto o “mestre” Miele não vai dar apenas lições de artes marciais…

    O problema é que existem momentos que não dá pra não solucionar um problema sem ‘dividi-lo’ primeiro.

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    • Anarcoplayba says:

      O Miele costuma brincar que o objetivo dele é ser um Persoulnal Trainer.

      Que a divisão didática tem seu valor, isso tem mesmo. Falar o contrário seria cuspir no prato que eu como diariamente.

      Agora, ela encontra limitações quando vc pretende falar de coisas que são uma universalidade… ou quando o todo é muito maior que a soma das partes.

      É aquela história: a gente estuda no colegial o sistema nervoso, sistema circulatório, excretório, digestório… de forma separada. O problema é que eles se retroalimentam: se a circulação tá fraca, a excreção é insuficiente.

      Então… depois de vc compreender as partes, é necessário entender o Todo. E isso é uma outra brincadeira… E o atual desafio da epistemologia.

      Agora, vc fez um comentário que traz uma outra discussão muito boa: Resolução de problemas.

      Toda a área de saúde (e umas outras) trabalham com foco no problema. Como curar uma infecção, como tratar uma doença, como curar distúrbios psicológicos… Numa atitude “moderna”, as pessoas pensam em prevenir problemas… o que ainda é ter foco no problema.

      É algo extremamente novo na área da ciência focar na felicidade. No que faz você se sentir pleno.

      E a plenitude é viva… e tudo que é vivo é uno.

      Então, talvez, e é nisso que eu ando pensando ultimamente, talvez mereça mais atenção a busca pela compreensão da universalidade das coisas: como as partes interagem.

      Too long; didn’t read version: Não é problema dissecar um problema, é problema tentar dissecar algo vivo.

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      • Bruna says:

        “É algo extremamente novo na área da ciência focar na felicidade. No que faz você se sentir pleno.

        E a plenitude é viva… e tudo que é vivo é uno.”

        Acho que aí está o grande problema. Focar na felicidade. Não chorar, não sofrer. Não existe plenitude. A vida não existe sem conflitos. a vida é um jogo constante entre a dor e alegria, entre a vida e a morte. É porque sentimos dor é que valorizamo tanto a alegria.

        Infelizmente, o pensamento socrático-platônico, introduziu esse divisão de tudo. Corpo x mente x espírito x bom x mal x feio x bonito. Homem x natureza.

        O eixo da vida é o Devir e não o Ser.

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      • Fy says:

        Lindo comentário, Bruna !

        Eu só tenho uma observação, ou um “escrever diferente” sobre a plenitude.

        Eu acho que a plenitude é viver . Viver a vida como ela é. Como vc mesma disse e, lá em cima a Gueixa observou .

        – E a plenitude é viva . e… O eixo da vida é devir >
        e não o ser.

        Outra coisa mto legal que vc escreveu – mas é preciso uma baita familiaridade com os pós-modernos pra “estender” > um “salto” de Freud à Spinoza, talvez … – Mas, de qq forma me lembrou o corpo-parodoxo do José Gil , que tb vem de encontro às palavras do Miele – com todos os agenciamentos e linhas de fuga possíveis em Deleuze :

        – Consideremos aqui o corpo já não como um fenômeno, um percebido concreto, visível, evoluindo no espaço cartesiano objetivo,

        mas > como um corpo metafenômeno, visível e virtual ao mesmo tempo, feixe de forças e transformados de espaço e de tempo, emissor de signos e trans-semiótico, comportando um interior ao mesmo tempo orgânico e pronto a dissolver-se ao subir à superfície.

        Um corpo habitado por, e habitando outros corpos e outros espíritos, e existindo ao mesmo tempo na abertura permanente ao mundo por intermédio da linguagem e do contato sensível, e no recolhimento da sua singularidade, através do silêncio e da não inscrição.

        Um corpo que se abre e se fecha, que se conecta sem cessar com outros corpos e outros elementos, um corpo que pode ser desertado, esvaziado, roubado da sua “alma” e pode ser atravessado pelos fluxos mais exuberantes da vida.

        Um corpo humano porque pode devir animal, devir mineral, vegetal, devir atmosfera, buraco, oceano, devir puro movimento.

        Em suma, um corpo paradoxal .

        José Gil

        bj
        Fy

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      • Anarcoplayba says:

        Ok… acho que vou ler Spinoza.

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      • Lívia Ludovico says:

        Só pra constar Bruna (adoro esse nome =), quem dividiu o pensamento ocidental em gavetinhas foi Aristóteles.

        Maldito Aristóteles!

        Eu gosto da ideia do devir enquanto tornar-se. Puro processo.

        O problema é que o ‘tornar-se’ para muitos filósofos (ô, raça!) implica em ser e também implica em ser nada ou não ser…

        Eu acho o ser nada um disperdício tão grande de energia e tempo… sem contar que colide naquilo q o Anarco chama de “passinho adiante” (eita, finalmente sem espaço! uahuhau)

        O nada é uma palavra muito estranha! Até porque ao pronunciá-la, crio algo q não cabe no não ser.

        Problemas com o niilismo… ;)

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  • Fy says:

    Ah… roubei pra mim > vou publicar tá bem ?

    – acho que eu ando colocando degrau onde tem rampa. –

    Dificilmente uma idéia vai conseguir expressar toda a eloquência da escolha como nesta tua frase.

    Vc sabe q eu não curto mesmo este menopausico cast cansado onde o corpo corre atráz da mente, ou a mente atráz do corpo … – ai ai > always perturbadinho por sombras implacáveis … acorrentado no tal cartesianismo plageado de Descartes. [ ah … copy-right mantido e bem comportado de Platão, com cuidadosos recursos dialéticos ] – e aquele infindável Jekyl X Hide – naquela briguinha enfarofada onde Jung e Freud misturaram papais – mamães e demônios mil , no tão mal organizado Dakar “interior”. E… listinhas de regras do bem-viver …. : êrro de casting … no way .

    Nada como Nit arrebentando em Zaratustra e tirando uma deste pickaboo tedioso entre a “alma” e o corpo [ etcs ] – mind X body cartesiano e mofado . Cheios desta busca das certezas e das idéias “preexistentes” que nega o devir e a ação dos homens, das mulheres …

    É a perda da autonomia enquanto autoria, pois a lógica por tráz de tudo isso é aquela das “estruturas inatas” , da negação do devir e da ação. É a filosofia do palimpsesto broxante . Tudo é reduzido à razão e, por isso, é o paradigma da mão única …. do modelo … do padrão … o que nega a característica fundamental da realidade, que é a complexidade. Passa-se por cima dos sentimentos e do sutil. Com as “idéias claras e distintas” nega-se o mistérioso imprevisto e as dimensões mais profundas, incríveis e espantosas do ser humano.

    Colocar degraus … – ao invés de deslizar …
    Nit diria q isto é coisa de quem não dança … –

    e, traçando um paralelo entre a arte da sua luta e a minha dança … acho q seu mestre investe num corpo-paradoxo – José Gil – bem distante destas chatices cartesianas , e explora um devir bem pós–engessado .

    So : Slide & surf yourself! Enjoy your time e Parabéns mais uma vez, Lawyer.

    Vou publicar, Ok ?

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    • Anarcoplayba says:

      Claro que ok.

      Outra coisa que eu venho pensando é nessa divisão de “Self x Sombra”, “Eu Superior x Eu Inferior”…

      Essa lógica de que vc tem um aspecto “Superior e Altruísta” sendo retardado por um aspecto “Inferior e Egoísta” só faz sentido dentro de um Juízo de valor admirado e não assumido: “Eu reconheço Altruísmo como algo bom, mas sou egoísta, logo eu me divido em duas partes que estão brigando para justificar isso”.

      Agora… o engraçado é que isso só existe em virtude de uma dicotomia “Bom x Mau”. Se não houvessem julgamentos, as pessoas meramente seriam.

      E aí, seguindo essa lógica, a gente ironicamente volta pro começo de tudo, tão bem resumido pelos Beatles: “All you need is love.”

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      • Fy says:

        Anarco,

        Bom e Mau > só em Spinoza . E, é outra forma de entender o não-dualismo.

        Mas vc falou em dualismo e aí é Bem e Mal.

        – Captura é um termo que existe neste universo todo mutante e deleuziano e q eu gosto mto.

        Vou usar aqui, pq fotografa bem a impossibilidade dos dualismos, a não ser q operemos literalmente no personagem preferido do esperto Platão : a zumbizada cópia-simulacro.

        Imagine qq Bem > qq virtude , qualquer beleza > feminina e ocidental capturada pelo código religioso dos islâmicos… ou mesmo dos católicos ….

        Imediatamente vc vai percebe-lo diluído em um pérfido e monstruoso Mal .

        Então…. tudo depende da captura. – aí, então, qq conceito que inspire o Dualismo, de antemão cai por terra, uma vez sempre sujeito à geografias sociais, temporais, e …. monstruosas … degenerações , hahaha.

        Mais, não há como destruir a singularidade. Bem e Mal > cartesianos > formam um conceito impossível , uma vez q vc perceba e permita as contínuas mutações do devir .

        Que é contínuo… mesmo q vc se se mutile ou invente alguma outra atrocidade para resistir .

        “Eu reconheço Altruísmo como algo bom, mas sou egoísta, logo eu me divido em duas partes que estão brigando para justificar isso”.

        Hey Man > este lance de self pra cá – self pra lá … já deu . Ai… inferior – superior …
        Vamos voltar pro Miele … ou pro F.Pessoa….

        O Hillman, justamente o melhor “junguiano” entre os melhores, foi formalmente perseguido por não suportar mais isto.

        “A mente nunca cessa de exsudar e transudar a seiva e o sumo da fantasia e de, subseqüentemente, congelar seu jogo em monumentos paranóicos de eterna verdade.”

        Em um dos seus ensaios ele responde a estes conceitos tipo : Altruísmo ou Egoísmo assim :

        O caminho que atravessa o mundo é mais
        difícil de achar que o caminho que o transcende.
        Wallace Stevens, em “Resposta a Papini” –

        “Na” travessia, man , altruísmos e egoísmos se confundem, qdo capturados pelos fluxos e intensidades dos momentos reais.

        Por isto conceitos e “monumentos” como self – ego – iluminação – sombras e outras paranóias…. clichês , se tornam paranóicos… – engessados… religiosos…. qdo não permitimos suas naturais transformações no existir .

        Esta tua “briga” se chama “tensão” > neste vocabulário q tem outra significação.

        É o que gera a diferença, a variação,multiplicidade, a potência para a geração de transformações.

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      • Anarcoplayba says:

        “Esta tua “briga” se chama “tensão” > neste vocabulário q tem outra significação.

        É o que gera a diferença, a variação,multiplicidade, a potência para a geração de transformações.”

        Ok… explain me like I was 5 years old.

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      • Gilberto says:

        Cai na real ” All you need is MONEY, MONEY, MONEY…..”

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      • Anarcoplayba says:

        @Gilberto Na verdade, all you need is blood, blood, blood, blood is all you need:

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      • Gilberto says:

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  • Fy says:

    A tensão em Deleuze – colocada aqui no teu exemplo – é o resultado da aproximação entre 2 limites antagônicos .

    Diante da intensidade desta tensão – óbvia – seria impossível que de um choque : óbvio – entre 2 conceitos antagônicos > algum deles permanecesse intacto . De onde se deduz o surgimento de um terceiro . Por isto a tensão é um propulsor da Criatividade . [ esta tensão é natural ] .

    O choque entre 2 limites antagônicos deixa de dar sentido à superfície; ele absorve, engole todo sentido, tanto ao lado do significante quanto do significado. Fragmenta , desconstrói , e então nascerão outras significações, outras constelações de significados .

    Em todos os sentidos isto funciona como um fator atualizante . O que torna , no mínimo estranho, esta perseguição paranóica por um Self estático … – seja lá o q isto for … , ou estes encontros macabros com sombras coletivas ou particulares – mumificadas, creio ,

    …. ou esta visão de inconsciente que mais parece um bolo confeitado, com fatias imperecíveis de chocolate por baixo intercaladas por camadas de chantily engessado … por cima.

    bj
    Fy

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  • Karina says:

    Oi, Fy,

    não sei se vou conseguir me fazer entender na dúvida, mas lá vai…

    “Um corpo que se abre e se fecha, que se conecta sem cessar com outros corpos e outros elementos, um corpo que pode ser desertado, esvaziado, roubado da sua ‘alma’ e pode ser atravessado pelos fluxos mais exuberantes da vida.”
    ok.

    “Por isto conceitos e ‘monumentos’ como self – ego – iluminação – sombras e outras paranóias…. clichês , se tornam paranóicos… – engessados… religiosos…. qdo não permitimos suas naturais transformações no existir .”

    “suas naturais transformações no existir”…

    “naturais”(!)

    quanto de nós haveria na geração dessa “tensão”? ou… o quanto influímos e participamos desse processo, se ao que parece estaríamos apenas à mercê dos ventos e eventos?

    Qd Anarco diz “Eu reconheço Altruísmo como algo bom, mas sou egoísta”… vc admite que essa tensão nasce a partir do que ELE sente/manifesta e de como assimila isso, ou…?

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    • Fy says:

      Oi Karina !

      Vamos ver se eu te alcancei, go on :

      – Quanto de nós ?

      Tudo em nós acontece sob tensão . Desde o menor movimento até a mínima reação intelectual, ou institiva ou emocional. Onde há contato : há tensão .

      O que gera esta tensão em nós são os “afetos” > – não só interiormente somos afetados por este swing contínuo e animado das nossas células , toda a nossa complexidade cognitiva, intelectual , física e derivados > como exteriormente por todos os agentes possíveis. Todo o estímulo gera em nós uma tensão. Que por sua vez gera um agenciamento entre o estímulo e o estimulado . Sem esta tensão – aí sim, estaríamos a mercê de todos os ventos e eventos . Como um nabo. Numa cesta de nabos : grau zero de tensão, grau zero de vida.

      Qd Anarco diz “Eu reconheço Altruísmo como algo bom, mas sou egoísta”… vc admite que essa tensão nasce a partir do que ELE sente/manifesta e de como assimila isso, ou…?

      Eu entendo que a tensão – no caso – existe pq ele é inteligente… como qq um de nós . E inteligência, cognição …. não é a representação do mundo, mundo independente de nós mesmos e sim a produção de um mundo decorrente do processo de viver.

      Altruísmo ou Egoísmo na realidade são conceitos, idéias , que só terão sentido ou pessoalidade real qdo corporificadas …. em movimentos pessoais e, independentes .

      Eu, por exemplo, considero um profundo egoísta aquele que se dipõe a abdicar de sí mesmo . – uma canseira a menos ? …e, não vejo muita vantagem em ser auxiliada por uma criatura que “não-é” : por ter abdicado de sí .
      [ este é o significado de Altruísmo no dicionário > a definição do conceito ]

      E jamais abdicaria de mim mesma , acho isto meio sério – e reconheço que em determinadas circunstâncias ser egoísta é um bem e não um mal . A não ser q estejamos falando em situações anormais de gde perigo etc nas quais e para as quais … nenhum conceito é formulável , – mas não foi o q me pareceu .

      Então , pronto: entre “eu” e os conceitos houve um agenciamento . O que não aconteceria caso eu fosse um nabo platonico ou um mecanismo assimilador de idéias ou de gramática , como em Descartes . As tensões geradas por este agenciamento, provocaram um transbordamento de sentidos…. de significados…

      enfim: um ziriguidum que não me faz nem egoísta e nem altruísta, mas que me causa o bom encontro de me me sentir bem, fazendo o bem, sem abdicar do que sou .

      bj
      Fy

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      • Anarcoplayba says:

        Isso me lembra a oração dos moços… na qual Ruy Barbosa, resumindo, coloca que a Ira carregada de sentido, é virtude.

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      • Karina says:

        perfeito, Fy, obrigada — no sentido de que tb estava precisando de uma didática de pré-primário ; )

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