Amusings on a Muse.

October 7, 2013 § 14 Comments

A esposa do Neil Gaiman escreveu isso.

É uma resposta pra uma carta que a Sinéad O’connor escreveu pra Miley Cyrus.

Well, Eu andava pensando bastante a respeito de uma questão bem simples e pontual e a carta da Amanda Palmer reaviveu algumas.

A alguns meses uma amiga minha levantou uma bola muito legal a respeito de uma funkeira genérica. Acho que era a mulher-melão ou alguma outra mulher fruta.

É, acho que serve como um maravilhoso exemplo de vulgaridade. Excesso de decote, excesso de falta de pano, roupa muito justa, e salto exagerado. Obviamente é uma tentativa de capitalizar em cima do corpo pra ganhar atenção, algo semelhante ao comportamento de uma prostituta ou de alguém que se vende como uma peça de carne no açougue.

O problema é que todos os comentários do parágrafo anterior podem ser resumidos a uma frase muito mais simples e direta: “Você não pode se vestir assim.”

Que se questione se estamos em defesa de um ideal estético, que estamos indo contra a objetificação da mulher, enfrentando a cultura machista que enxerga o corpo feminino como um bem de consumo não durável (as gostosas profissionais têm vida útil mais curta que jogadores de futebol).

Estamos, na prática, falando como uma mulher deve ou não se vestir, o que sugere algo muito próximo de “tadinha, ela não tem maturidade/cultura/educação e precisa ser ensinada” ou, como dito no FB por uma feminista incompetente “essas mulheres burras que não pensam como nós”.

A piada, obviamente, foi feita antes:

E, em território menos jocoso, temos manifestações bem expressivas:

A questão é que falar como uma mulher deve se vestir é machismo. Falar como uma mulher não deve se vestir também.

Ou, permitam-me me corrigir: falar como alguém deve se vestir, se portar ou viver é uma ingerência na Vida do outro.

Claro, a questão é mais complexa que isso: Só existe opção quando temos condição de vislumbrar uma outra realidade. As mulheres do Islã só poderiam afirmar que não precisam serem salvas se soubessem o que é a outra vida possível. Mesma coisa para as mulheres frutas. E provavelmente para todos nós.

Escolha presume Poder. Potencial.

A Madonna (usando o exemplo da amanda Palmer) poderia ter sido uma mulher que mostrou ao mundo como se envelhece de forma sexy ao invés de mostrar pro mundo que é possível prolongar a juventude. Mas fez uma escolha. Assim como a muçulmana que levantou a plaquinha.

Só que escolhas são produto da Vontade. E a Vontade é a resultante de infinitos vetores. Quem você é, onde estudou, que livros você leu, o que você come, se você está bêbado e tudo o mais. Ceteris paribus, você tende a escolher as mesmas coisas e defender as mesmas ideias porque, ceteris paribus, tudo o mais constante, você permanece constante.

Mas, por sorte, nada é constante.

Tudo morre, e tudo o que pode morrer pode mudar.

Desejos e frustrações, amor e ódio, nascimento e morte. Não há prazer que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Ou, o mundo roda, roda, roda, e acaba sempre parando no mesmo lugar. Mas quando para, o mundo pode até ser o mesmo, mas as pessoas não são.

Sempre a primavera. Nunca as mesmas flores.

É difícil manter isso em mente o tempo todo. Os fundamentalismos religiosos estão cada vez mais vivos. O fundamentalismo atéio também. A Primavera Árabe teve um desfecho… questionável. A Primavera Brasileira talvez sequer desfecho tenha.

Mas se o mundo é sempre o mesmo, nós sempre podemos aprender com o passado. Pessoas mudam. O mundo munda. Sempre o mesmo mundo. Nunca os mesmos nós. Sempre a primavera. Nunca as mesmas flores.

Feliz equinócio de primavera.

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§ 14 Responses to Amusings on a Muse.

  • Fy says:

    Hi You!
    After reading three times… : não entendí muito bem.

    … deve ser desatualização [ minha ] … mas … “mulher-melão” … “mulher-fruta” … ?

    E aquele parágrafo sobre pouco pano, saltos altos e decotes foi a bola legal que a sua amiga levantou sobre a funkeira genérica ?

    Ok .. eu até acredito que algumas, talvez muitas mulheres muçulmanas, já tenham os cérebros atrofiados pela subordinação, pelos açoites e pela demonização religiosa do próprio corpo e considerem um dever ou uma honra escondê-lo e martirizá-lo em uma cela escura. [ burca]

    Lembrando que mesmo esta [ foto ] , só lhe seria permitido se manifestar através de uma mensagem construida, que muito provavelmente não seja capaz de ler. – Procure por Malala nas indicações ao Nobel .

    Qto à carta, mto legal, sem dúvida, mas … perde boa parte da intenção ao criticar Madonna, talvez mais veladamente… do que O’connor criticou Miley Cyrus. Veja bem… criticar alguem sobre como este alguem escolheu envelhecer ?

    Ah… sorry … Madonna “poderia” ? Madonna construiu 10 escolas na África… e isto é pouco perto do ativismo e da alteridade que defende. [ eufemismo… ? hahaha – ela é a diferença. ]

    Enfim, não sei… mas isto me pareceu meio vago… curioso, de fato, que alguem se sinta muito à vontade para dizer que a performance alheia, a aparência alheia, a alegria alheia é uma ilusão ou uma vulgaridade, ou que a produção de si mesmo possa estar vinculada a algum rótulo .

    Uma das coisas mais legais nisto que eu chamo de “pensamento da cultura” ou livre pensamento sobre a cultura – é que não existe absolutamente nenhuma regra geral, nenhuma finalidade, nenhuma “essência” a ser realizada. [ A não ser sobre pensamento que ameaça a Vida ] .

    Essa maneira do pensar-livre sobre a cultura nos livra de inúmeros falsos problemas (numa palavra, livra-nos do moralismo), ao mesmo tempo em que nos dá um critério – um primeiro critério, ao menos – para forjar um pensamento puramente afirmativo que é, ao mesmo tempo, um pensamento crítico –

    Rotular, catalogar, não nos conduziria à velha e embolorada concepção elitista e hegemônica da cultura? Afinal, a rigor, a chamada “cultura elitista” nada mais é do que um funk degenarado este sim, ostentatório, ainda que muito mais elaborado, complexo, cheio de falsas sutilezas e normas ?

    Ah…menos pano, mais decote … e igualmente criticável : para os olhos de quem vê assim ou desassim:

    bj
    Fy

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  • Anarcoplayba says:

    É, as mulheres-frutas são uma desatualização… Talvez pra sua sorte. ;) Basicamente, de uns anos pra cá, no RJ, surgiu uma moda de funkeiras que usavam nomes artísticos de frutas: Mulher Morango, Mulher Maçã, Mulher Pêra, Mulher Uva, etc, etc, etc… Se vc googlear, vc vai encontrar fotos delas. Em geral, elas lembram um quadro impressionista: excesso de coxas, excesso de peitos, excesso de bundas, excesso de quadris, excesso de coxas… assumindo-se, óbvio, que excesso seja uma palavra válida pra isso…

    Na verdade, a bola que ela levantou é uma crítica às respeito às críticas feitas às mulheres-frutas: são vulgares, não têm classe, se vestem sem noção alguma de estética… etc, etc, etc. Mas isso, veladamente, fala que as pessoas devem se vestir de uma forma ou outra. E é machismo em um aspecto e interessante porque mostraram a mulher-fruta em questão usando uma determinada roupa e mostraram uma modelo usando a mesma roupa. E no corpo da modelo “é chique”. Ou seja, a crítica, indireta, não é sobre as roupas… é sobre o corpo.

    Agora… quanto às muçulmanas… e às mulheres frutas… eu sinceramente não sei. Eu tenho muito mixed feelings com relação à essa questão toda. Em primeiro lugar, a apresentação diz muito respeito à percepção do meio. E isso eu tenho certeza que você domina. A roupa de uma reunião não é a roupa de um casamento que não é a roupa de um jantar na casa dos amigos.

    E, por outro lado, é aquilo que eu comentei no texto: pra podermos falar de opção, precisamos falar de viver duas realidades diferentes. Precisaríamos colocar as muçulmanas, por exemplo, pra viver uma vida ocidental e então escolher. Na verdade, eu acho que as únicas pessoas que poderiam falar algo a respeito são as ocidentais que se convertem ao Islamismo. Coisa da qual eu nunca ouvi falar.

    Agora, quanto à crítica feita à Madonna, isso é engraçado… eu não enxergo ela de uma forma tão negativa assim… A Madonna tem vários méritos. Em dezenas de searas. E a Amanda reconhece isso. Mas isso não implica em falar que ela não possa sofrer críticas sob aspectos pontuais. A Amanda Palmer deixou razoavelmente claro, da minha leitura, que a Madonna poderia ter escolhido envelhecer de outra forma, mas fez uma escolha da qual a Amanda discorda, mas que está tudo bem, porque ela está fazendo as escolhas de vida e carreira dela.

    Aos meus olhos, isso soa muito mais como uma decepção do que uma crítica sob a ótica de um paradigma objetivo pressuposto…

    E sim, um dos paradigmas mais difíceis de internalizar é exatamente esse: não existe cultura superior ou inferior. Mas isso acaba batendo no preconceito nosso do dia a dia: Funk é nojento, novela é rasa, esse rock é barulho… e por aí vai…

    E quanto ao ballet… Foda-se a musculação… vou virar bailarino clássico. Nunca vi coisa igual, eles não tem um grama de músculo fora do lugar…

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    • Karina says:

      nunca ouviu falar de mulheres ocidentais que se convertem ao islamismo?!

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      • Anarcoplayba says:

        Já… mas é tipo enterro de anão.

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      • Karina says:

        não é, Tarso. tentei achar uma matéria que li especificamente sobre mulheres brasileiras que se converteram. faz tempo já, mas acho que foi na revista de um jornal, e ela n tem versão digital.
        lembro que o que me chamou a atenção foi que elas eram atraídas pela religião por considerarem que nela as mulheres são mais respeitadas. na verdade, o tom era de que amparadas naqueles preceitos religiosos seria mais fácil ter um casamento “respeitável”. foi assim que interpretei.

        a liberdade implica assumir suas escolhas. nem sempre é confortável.

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      • Fy says:

        – na verdade, o tom era de que amparadas naqueles preceitos religiosos seria mais fácil ter um casamento “respeitável”. foi assim que interpretei. –

        É verdade sim, Karina.

        Este tipo hilário de argumento – uau !!! – , explica um quadro super comum entre as pessoas que se convertem a mts religiões.

        Outro dia o Thomas, lá do Wind, questionou um post sobre a mediocridade em que um dos parágrafos sublinhava esta questão sobre pessoas que seguem uma religião sem ter um mínimo de conhecimento ou noção de seu histórico, enfatizando o bom caratismo de umas senhorasinhas que ele conhece. Veja, a falta de cultura não é exatamente uma culpa em milhões de casos. Mas em milhões também é. E é porque aí caímos na alienação e embarcamos no menos.

        Os argumentos desta menina, – são tão imbecis, na minha opinião, quanto os daqueles que projetam suas responsabilidades num imaginário variável, geografica e oportunamente transcendente.

        A imbecilidade ainda se extrapola quando nos lembramos – e ela nem prestou atenção neste detalhe letal – de que caso ela se utilizasse desta Mesma Liberdade – explicitamente ocidental – da qual se serviu para “se converter” ao que ela mal-entendeu… – lá … no território desta “religião” isto não só jamais lhe seria permitido como a tal da religião – que ela mal-entendeu – a apedrejaria até a morte .

        – lembro que o que me chamou a atenção foi que elas eram atraídas pela religião por considerarem que nela as mulheres são mais respeitadas –

        Então… talvez ela devesse ter se casado aos 9 anos e curtido seu estupro em lua de mel.

        Bjs
        Fy

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      • Anarcoplayba says:

        Mas sabe que isso coloca uma perspectiva interessante sobre a questão toda, Fy e Karina?

        Olha só… são pessoas que, dentre outras coisas, sacrificam um percentual GRANDE da Liberdade pessoal em prol de um imperativo categório SantoAntonioCasamenteiro.

        Existem mulheres que passam horas na academia, bronzeamento artificial, cabeleireiro pra fisgar um bom partido. Fuck, mulheres na Sanfran já falaram que o diploma delas “valia um bom marido”.

        Uma amiga minha comentou no FB a respeito do “Funk Ostentação” e de como os assaltantes baleados no famoso vídeo da semana usavam roupas de marca. Um desejo desequilibrado por consumo fez eles buscarem a saída mais fácil. Um desejo desesperado por um casamento fez elas procurarem a saída mais fácil.

        Eu arriscaria que isso é mais um sinal da carência humana que qualquer outra coisa. Todo mundo tem um preço. E quando o preço da sua liberdade pessoal e de convicção é “um casamento respeitável”, cara… é assustador.

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      • Karina says:

        Fy, eu não me sinto à vontade para condenar qualquer religião uma vez que não tenho conhecimento do que há de genuíno nelas e do que não passa de desvirtuamento oportunista. então não posso falar das religiões em si.
        seja por considerarem que na religião tal as mulheres são mais respeitadas, seja porque a religião propicia um casamento, o ponto é que estão recorrendo à religião como caminho mais fácil, e não por identificação propriamente.

        a liberdade implica a tal responsabilidade sobre as próprias decisões, implica muitas vezes enfrentamento. no outro extremo, embaladas na religião essas mulheres serão mais uma, sempre terão um argumento religioso que supostamente as justifique — como o subalterno que justifica seus atos (ou sua impassibilidade) invocando autoridade superior.

        o imperativo categórico SantoAntonioCasamenteiro nada mais é que uma convenção. e convenções são como religiões, nesse sentido da segurança.

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  • Fy says:

    – Foda-se a musculação… vou virar bailarino clássico –

    Be welcome! –

    by the way , you know, someone who fights martial arts is already a dancer .

    Man , some time ago… Yves Saint Laurent said:

    – Over the years I have learned that what is important in a dress is the Woman who is wearing it . –

    Uma observação tão linda .

    Eu entendo isto assim : uma mulher capaz de deixar um vestido bem lindo, é uma mulher bem feliz. Esta é sua beleza, esta é a beleza de qualquer vestido ou de qualquer mulher . – Um bom encontro: diria Spinoza.

    – about the muslims : Uma mulher ou qualquer alguem : qualquer humano, – tem como condição básica para estar bem ou feliz, a aceitação de sí mesmo. Com todo o blablablá q isto implica.

    E como vc já sabe, o Corpo e a Pele são, – ondeando sobre a filosofia que eu sigo, – a principal forma de nos relacionar – ou nos encontrar – com o que nos circunda , com o que chamamos de mundo – são os coreografos produtores de nossas sucessivas e diversas formas de continuidade . É humano, e é o que todas as raças – ou melhor : povos – o são.

    Costumes ou crenças : porque crenças são apenas costumes produtores de idéias que desumanizam : na maioria das vzs . Eu não creio que alguem possa estar completo ou feliz confinado a uma cela e condenado a uma constante tensão negativa com seu próprio corpo, interpretando sua nudez como um estigma demoníaco , como reza o alcorão e a maioria dos sistemas religiosos. Vc consegue se imaginar assim ? Com medo da ou de mostrar … sua pele ?

    ”Ó filhos de Adão, enviamos-vos vestimentas, tanto para dissimulardes vossas vergonhas…. ” (Alcorão Sagrado 7:26)

    Desterritorializando … Western and Eastern minds – Western and Eastern bodies … quando distantes deste imaginário vazio e controlador … são e sentem corpo e pele da mesma forma .

    A taste : http://www.paulopes.com.br/2011/07/muculmana-rebate-muculmana-convertida.html

    – Agora… quanto às muçulmanas… e às mulheres frutas… eu sinceramente não sei. Eu tenho muito mixed feelings com relação à essa questão toda. –

    imagine-se tendo um mixed qualquer dentro de uma burca …. – deve ser parecido com o que sentia o Phillip – de Alexandre Dumas – ao tentar chorar ou sorrir . [The Man in the Iron Mask ]

    Enfim, o sorriso da funkeira só me mostra que ela está bem à vontade em seu momento , assim como Cyrus em busca de sua performance .

    Não dançar funk, ou envelhecer à minha maneira, ou ir vestida como eu quiser a um casamento, não me credencia para criticar e nem cria uma constante a ser respeitada, apenas me autoriza a exercer o inalienável direito de ser eu mesma . … como Malala > que quis estudar e mandou seus costumes e crenças … fuck other minds. Ou como Madonna que acontece e acontece … enquanto é criticada , ou como a funkeira feliz .

    Aliás… criticar Madonna …. se decepcionar com Madonna …. só mesmo se for pq ela envelhece como bem entende .

    Bj
    Fy

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    • Anarcoplayba says:

      É… cada vez mais parece que pouco conhecimento é pior que nenhum. O mundo islâmico não me parece algo admirável hj, a despeito de o mundo ocidental também ter seus problemas.

      Aqui ainda temos agressões injustificáveis… mas pelo menos não apedrejamos pessoas…

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  • Lívia Ludovico says:

    Eu gostaria q houvesse flores em todas as estações! Mas há um tempo certo de florecer… há um tempo certo de romper o asfalto… E, sim, é chegada a hora de florir.

    Feliz Primavera, Mané! ;)

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    • Arlequina says:

      A questão de enxergar as mulheres como um mero pedaço de carne, não é um problema do século XXI. Quem não se lembra da Gretchen e das chacretes na década de 1980. Ou das personagens Tiazinha e Feiticeira (S2)?
      Ao falar das mulheres fruta é necessário questionar qual é a sua origem? Qual é a maneira mais fácil de se destacar para quem não teve educação de qualidade?
      Se a Mulher Melancia surgiu e se deu bem, as outras vieram atrás.
      Quanto as roupas, grifes passaram a ‘produzir’ esses pedaços de pano que se desenrolam no corpo e lembram um vestido para as assumidas piriguites, que incrivelmente tem educação superior.
      A mídia influencia muito a maneira que a classe média se veste, seja através de novelas, reality shows e essas revistas que custam dois reais.

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