Soneto do Pedido de Vingança.

August 1, 2014 § 5 Comments

Da presença resta o amargo em minha taça
Do passado eu não quero mais a dor
Não abro mão de nenhuma outra lembrança
Beberei até o fim deste licor.

A bebida que no fundo se acumula
É o resto que deixei para o final
As promessas que me destes pra que engula
Me enojam, mas as bebo pra teu mal.

Minhas lágrimas perdi sem as contar,
Dos soluços eu sorvi o amargor
Os seus berros eu gravei para lembrar

Te privarei até mesmo do rancor.
A vingança eu entrego pra Saturno,
E que o tempo lhe devolva minha dor.

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